r/EscritoresBetaBR

Qual o principal ponto narrativo que motiva você a continuar uma obra?
▲ 73 r/EscritoresBetaBR+3 crossposts

Qual o principal ponto narrativo que motiva você a continuar uma obra?

Cada escritor tem um jeito de contar a sua história. E, dessa forma, como ele poderia motivar VOCÊ a continuar lendo a obra?

Seguindo o exemplo da imagem, Monster faz você continuar a obra porque tem uma trama que carrega constante cliffhangers que vão se acumulando. A premissa da obra também é fascinante, é um ponto relevante.

Direto ao ponto: se eu fosse escrever uma história, o que eu deveria fazer para motivá-lo a continuar lendo ela? É o storytelling, ou quesito mais técnico, tipo gramática elegante ou coisas do tipo?

Se quiser aprofundar o pensamento também, sinta-se à vontade.

u/ManoTuff — 8 days ago
▲ 31 r/EscritoresBetaBR+1 crossposts

Me envie seu conteúdo e eu te dou um feedback REAL.

Tendo em vista a preocupação da moderação com a falta de feedbacks reais e o acumulo de pessoas pedindo feedbacks, decidi criar esse post.

Sou um leitor assíduo de fantasia.

Estou fazendo um estudo sobre escrita de forma geral. Nada oficial, apenas uma maneira de devolver a esta comunidade as benfeitorias que tenho colhido desde que cheguei aqui e, consequentemente, ampliar meu próprio conhecimento.

Posso garantir que meu feedback será intuitivo e respeitará o seu estilo, sem jamais apontar que a sua ESSÊNCIA ou MÉTODO de escrita estão errados.

O intuito é ajudar!

Aceito qualquer tipo de material, em qualquer tema, desde que não seja muito longo.

Me envie no privado.

reddit.com
u/Personal_Pass1229 — 6 days ago
▲ 14 r/EscritoresBetaBR+2 crossposts

Conversando com uma amiga, que é pintora, a respeito das dificuldades encontradas pelo artista plástico para impor-se ao público, ela me disse:

“Todos passam muitas dificuldades…”

Após um silêncio pensativo:

“Mas deve ser muito pior para um escritor”.

Perguntei-lhe o porquê. A resposta:

“Muita competição”. E acrescentou: “Afinal, todo mundo escreve, não é mesmo?”.

Naquele momento, eu não soube o que dizer. Estou recorrendo a esse sub para encontrar respostas, o que vocês acham?

reddit.com
u/Standard-Wrap3315 — 8 days ago
▲ 4 r/EscritoresBetaBR+1 crossposts

Estou escrevendo uma saga de ficção baseada em experiências difíceis da minha vida, misturando drama psicológico, mistério, fenômenos inexplicáveis e elementos de conspiração. Minha dúvida: até que ponto uma história baseada em dor real pode virar ficção sem perder a verdade emocional?

reddit.com
u/utopicwriter — 11 days ago

Estou com MUITA vontade de começar a escrever um livro de fantasia. Sou muito fã do Tolkien e de todo seu universo.

No momento eu estou lendo a Trilogia Cósmica de C.S. Lewis e me deu bastante vontade de escrever um livro no ramo da fantasia, só não tenho ideia de como começar

reddit.com
u/Alysson0321 — 11 days ago
▲ 8 r/EscritoresBetaBR+2 crossposts

Eu sempre tive o costume de mandar textos para a IA ver, interpretar e eu perguntar algumas coisas, tipo "O ritmo tá bom?", "os personagens têm distinções características?", etc, mas nunca tenho total certeza se eu devo seguir as dicas e opiniões dela em si.

reddit.com
u/ManoTuff — 7 days ago

Pessoal, é a primeira vez que escrevendo esse livro eu decidi parar de revisar durante a escrita e simplesmente ir fazendo tudo acontecer até chegar do ponto x ao y. Pensando melhor sobre algumas decisões improvisadas na revisão vou ali alterar. Mas será que faz mais sentido fazer versões, tipo cap1, cap1(1), cap1(2)

Como vocês fazem? Se alguém souber uma forma mais eficiente ajudaria muito.

reddit.com
u/Several-Cod1567 — 11 days ago

Estou escrevendo um livro estilo Thriller psicológico/ sci-fi . Estou digitalizando o manuscrito e revisando. Se alguém se interessar podemos trocar fragmentos.

Em meio a experiências traumáticas, projeções misteriosas e visões de catástrofes que parecem ultrapassar os limites da realidade, Josh se vê envolvido em uma trama que mistura dor, descoberta e forças desconhecidas. Enquanto tenta entender se seus dons são uma bênção ou uma maldição, ele se aproxima de segredos que podem mudar não apenas sua vida, mas o destino de todos ao seu redor.

Uma história de ficção inspirada em superação, mistério e transformação, onde o sofrimento se torna combustível para revelar uma verdade muito maior do que qualquer ser humano estaria preparado para enfrentar.

reddit.com
u/utopicwriter — 10 days ago

Garimpei essa belezinha no Facebook Marketplace e agora tô com um problema bom: prateleira sobrando.

Já tem Stephen King, Harry Potter, Colleen Hoover, Nárnia... mas tá faltando muita coisa.

Como tô cursando Letras e começando a revisar textos, queria deixar ela recheada com livros que todo escritor/revisor TEM que ler.

Me joga nos comentários:

  1. Um clássico obrigatório

  2. Um livro técnico sobre escrita que mudou seu jogo

  3. Um nacional que é crime eu não ter

Prometo que os mais citados eu coloco na lista de compras do mês que vem e volto aqui pra mostrar quando ela tiver cheia.

Valeu, escritores!

u/Standard-Wrap3315 — 8 days ago

Olá! Agradeceria qualquer feedback sincero sobre o texto! Desde já, obrigado!

Aqui vai o texto:

Já chegada a noite, Humberto pouco fez para manter-se são. Isso é, em poucas palavras, manter-se sem mais reflexões, sem mais pensamentos ou sem mais conversas. “Passo todo o dia trabalhando, o dia todinho! Poxa, que traste! Ô, vidinha medíocre essa que tenho, não? Como posso passar todo esse tempo enfurnado naquele bueiro velho? Sala fria e branca, chega a dar dor de cabeça. Ô, Deus, não era isso que eu queria, não, Deus! Ou era? Era, claro! Pedi tanto por isso… traste. Quis tanto. Por pouco não matei! Ah, de nada serve… agora morro. Não me falta nada, ao menos! Não aqui pela minha casa”, meditara enquanto soergueu-se do sofá, encardido e com as molas tão velhas que cantavam por qualquer movimento. Pegou o controle da televisão, mas antes mesmo de ligá-la se assustou com quatro batidas inconfundíveis à porta. “Ó, que graça! Chegou, chegou… Que consolo!”. Levantou-se totalmente, ainda com dificuldades, e correu à porta como quem realiza um ritual. Pegou uma chavinha solitária pendurada em um porta-chaves com o formato de um peixe, presente de sua mãe, e apressou-se para abrir a porta.

Com a porta aberta, ouviu-se por todo o corredor uma voz feminina, que adoçava o tom fino: — Ah, ah! Querido irmão, quanto tempo, quanto tempo! — e aconchegou-se nos braços de Humberto como quem buscava amparo depois de uma tarde sofrida. Os dois ficaram parados entre a guarnição da porta e o corredor, que já havia escurecido por não detectar mais movimento no ambiente. Passaram-se uns três minutos assim, e súbito Humberto beijou a testa da moça, afagando-a em seu peito.

— Quanta saudade, Verinha! Ô saudade apertada. Passei tempo lhe esperando, irmã. — e, por um instante, passou a olhá-la como aquela vez na maternidade, o primeiro carinho com a pequenina Vera — entra, entra. E vem logo porque fiz agora mesmo aquele café. — disse enquanto a tomava pelo ombro, conduzindo-a para o interior do apartamento.

O apartamentinho era um tanto confuso, logo na entrada não se podia distinguir sala de cozinha, ou de quarto, ou de coisa alguma. Em verdade, ali havia apenas dois cômodos, um banheiro e aquele outro quadrado inteiro. Com tudo somado, decerto não passava de um cubículo de vinte ou vinte e cinco metros quadrados. Mas naquela partezinha do Plano Piloto era melhor que nada, era bem o que tinha. À direita de onde entravam havia um fogão pequeno de quatro bocas, uma pia simples, um micro-ondas, uma fileira de armários ao lado do fogão e mais alguns quase colados ao teto. Bem em cima da pia havia uma chaleira de metal, ao lado de uma panelinha vazia. Mais ao lado e já perto do fogão, uma garrafa vermelha de café com um coador jogado ao lado. Um ou dois passos à frente ficava uma bancada de madeira com dois banquinhos que pareciam ser de metal. De frente à porta ficava um corredorzinho que servia de entrada para o banheiro, um inconfundível cômodo do pequeno lar. À esquerda, o que mais chamava atenção aos olhos era a janelona que ia de uma ponta a outra da parede, deixando apenas alguns centímetros de espaço. Essa janelona, quando observada com mais zelo, mostrou-se, na verdade, uma porta de entrada à sacada, que também era pequeníssima. “Ah, como não vi? É realmente bela a sacada; pelo tamanho, deve valer”, Vera refletiu consigo. Encostado na parede, o velho sofá de Humberto destacava-se dos demais objetos daquela salinha. Era marrom, não era possível dizer se por tinta ou sujeira, mas tinha tonalidade bela e indispensável, sobressaindo-se quanto à coloração do apartamento. “Até que é bonitinho esse quadrado, mas devidamente… malcuidado! Ah, como é!”.

— Que mofo! Entra ar aqui não? — disse Vera, abrindo um sorrisinho desbotado no canto da boca.

— Que? — não estava tão a par da situação — Ô, sim… entra sim, Verinha. É que cheguei há pouco. Mal tive tempo de coar o café, fiquei o dia inteirinho no trabalho, e não posso deixar tudo aqui aberto, é capaz de dar uma chuva! Aí molha tudo, e tampouco tenho tempo de limpar. É, é… abre a sacada, vai! Assim o ar vem. Aproveita e te senta, e não liga para o barulho não, irmã. É que esse é meio enferrujado, e aí não tive tempo de mandar para o estofador. Mas eu limpo! Bato almofada todo dia, espanta a poeira todinha. Agora mesmo fiz isso, depois que cheguei, e aí vim fazer o café, e fiz questão de terminar isso primeiro porque sabia que viria logo. Ah, é… o controle da televisão está logo aí, em cima do braço do sofá, ia ligá-la agora mesmo, mas vim te atender. É, é… eu já lhe expliquei, mas ali é o banheiro — fez sinal apontando para o corredor —, e qualquer coisa que precisar, é só falar comigo. Vou lhe servir o café, sente-te, senta-te! — falou embaraçoso e dando umas palmadas aconchegantes nas costas da irmã. Obedecendo às ordens, sentou-se no sofá enrugado e ouviu o cantarolar das molas, num instante soergueu-se para abrir a porta da sacada, a fim de sentir o ar da capital abraçar seu corpo. Deitou a cabeça na almofada do sofá e fechou os olhos por um instante, buscando quietude. Humberto percebera o tom solene e a brisa por entre o cômodo, pegou duas xícaras amarelas bem pequenas e serviu o café para si e para Vera. A moça entrara em meditação ouvindo o líquido sendo posto na xícara e lembrou dos dias em que seu irmão, ainda morando na casa da mãe, abençoava toda tarde mórbida com a medida perfeita de açúcar. Logo, ela também sairia da casa da mãe, e, por muito, pensou em ficar por ali mesmo, pela capital no cerrado. Foi interrompida ao sentir um peso súbito ao seu lado e o afago de seu irmão. Abriu os olhos.

— Pronto, Verinha, ‘tá’ aqui o café. Do jeitinho que você gosta. — e entregou uma das xícaras para Vera com um sorriso afetuoso.

— Obrigada, irmãozinho. Temos muito do que conversar, colocar tudo em dia! — disse enquanto levava a xícara aos lábios, puxando um pouquinho do café, que ainda estava quente, mas exatamente como lembrava.

— Ô, se não! Aliás, me diga, irmã, como foi a viagem? E como foi andar um pouco pela capital? Gostaste do que viu?

— Ah, claro. A viagem foi boa, sim! Normal… eu diria. Quanto à capital, não pude deixar de notar como tudo é grande aqui, não é? As coisas parecem imponentes, de verdade! É como se eu mesma deixasse de existir… — disse enquanto gargalhava solenemente — é tudo muito extravagante, mas surpreendentemente simples. É um mistério, realmente… mas é pacato. Eu gostei, me traz àquela sensação. Quando morávamos por lá no interior, ainda crianças. Como tudo era pacato, feliz… agora isso! Mas gostei, gostei sim… me traz essa paz. Enquanto eu andava na Esplanada, me ocorreu uma vontade louca de ficar por aqui. Mas me diz, as coisas aqui são boas mesmo? É bom de viver? Porque não adianta ser bom de visitar, não é? — e deu mais uma puxada na xícara.

— É, são sim. Mas depende, também. Aqui é bom, aqui onde eu moro. Eu nunca tive nenhum problema com nada e nem com ninguém, ninguém daqui. Mas é que eu não vivo por aqui, né? Agora mesmo vão dar sete horas, o sol mesmo já se pôs. E eu cheguei aqui em casa não faz nem uma hora. E é assim, mesmo! Mas nem sempre, se você mora por aqui e trabalha por aqui é muito bom, bom mesmo. Na verdade, irmãzinha, é bom morar aqui se trabalha lá ou cá. Pouca a diferença… — ele dá a primeira puxada no café — mas não é ruim morar lá também, não. Eu pago um aluguel… acima da média. E esse quadradinho aqui me sobra muito, é até muito para mim. Você, aliás, se decidir mesmo vir, pode morar aqui mesmo por um tempinho, até achar um lugarzinho ‘pra’ aconchego. E pode procurar pelas outras regiões aqui, que não são distantes daqui do centro, não! Conheço muitos colegas que moram por lá e trabalham por aqui também. Mas, antes de vir, precisa mesmo é ter certeza de que vai conseguir um emprego, né? Se não acaba como eu… — deu uma risadinha. — Mamãe com certeza não vai querer que acabe como eu. Pois te vira ‘pra’ arranjar algo, então. Você sempre foi muito inteligente e muito boa nisso que faz, não tenho dúvida de que vai acabar bem, aqui ou em qualquer outro lugar. Vai se formar agora, não é?

— Sim, sim. Me formarei no final do ano, se tudo correr bem, porque andam reivindicando algumas coisas por lá na universidade. Já ameaçaram greve esse ano, agora em maio. Mas agora estão fartos, fartos! E, da última vez, durou um tempo, até que acordaram algo.

— Pelo jeito não foi muito bom esse acordo, não! — Humberto e Vera gargalharam quase instantaneamente.

A moça deu mais uma puxada no café. — Mas eu estou feliz lá também, e sei que vou passar pelo mesmo, aqui ou lá! Mas, certamente, lá parece ser pior, entende? Você paga quanto mesmo nesse quadradinho?

— Uns mil e setecentos reais.

— Pois bem! Andei procurando por outros apartamentos, até menores que esse aqui, mas que fossem entre o meu estágio e a universidade. Pois bem, sem somar os impostos e o condomínio, dois mil e duzentos reais! Tem noção disso, Beto? Dois mil e du-zen-tos! E a rua é tomada por bebuns! Me esfria a espinha só por lembrar a sensação de caminhar naquele lugar. Portanto — e deu mais uma leve puxada —, aqui ou lá, vou sofrer com dinheiro. Mamãe diz que lá tem tudo, tem contatos, tem lugares, tem empresas… mas não vejo só isso, irmão. A verdade é que lá mesmo não conseguirei subir na vida, não. Essa historinha de que lá é o grande centro das pessoas é uma grande mentirada, feita para enganar ingênuos e pobres. Essa gente não se importa com gente como a gente, meu irmão, não mesmo! Estou certa disso. — e, em um tom glorioso, com o rosto reflexivo, deu mais uma puxada, dessa vez, terminando todo o conteúdo da xícara.

— E como pode afirmar isso, irmãzinha? Muitas das pessoas que vi crescerem partiram daí mesmo! Desse ponto. O Thiago, nosso vizinho em Jales, que o diga. O pirralho, e me lembro bem, começou consertando ar-condicionado, e esses dias vi umas fotos dele na Itália! O que é isso, se não essa vontade de crescer? Às vezes é mesmo isso que a falta, irmãzinha. Às vezes você não precisa estar no lugar certo, mas só estar, e querer! — falou sugando o café com os lábios.

— Não, não! Nada disso. Não falei sobre vontade de crescer, isso todos temos, com certeza. Estou falando dos meios! Ora, não só de vontade vive o homem, Beto. Se assim fosse, pode ter certeza, não estaríamos aqui! Pode dizer isso por si mesmo… com certeza tens vontade de crescer, não é? De sair daqui e desse emprego que falas tanto, que tanto ofendes! — Vera dissera, e súbito fitou o irmão.

— Não é bem assim, irmãzinha. Não é a mesma coisa! Se estou nessa situação em que estou, há motivo, e, além disso, Deus não dá ponto sem nó, não, minha irmã. Com certeza, tudo há tempo, e esse logo irá passar. Creio… — e deu seu último gole.

— Pois então, irá esperar? É isso mesmo, irmãozinho? Dia e noite o vejo reclamando desse trambique que se meteu, dessa “vida medíocre”. Já pensou, por um momento, Betinho, em reconhecer toda essa situação, por que ela existe? Ou por que está nela? Ou por que o mundo é assim? Já parou… parou ‘pra’ pensar que você também pode fazer as coisas por você mesmo? Sei que você troca noite por dia, se arrocha inteiro ‘pra’ pagar as contas, comer, conseguir tuas coisinhas! Dê mais valor a si mesmo, meu irmão, não podes esperar que tudo venha de graça divina, não! Tu mesmo disseste: às vezes só precisa querer!

Humberto ofendeu-se, mas logo refletiu as palavras da irmã. — É, é… mas que isso tem a ver? Não vai vir com aquelas conversas da universidade né? Eu sei exatamente por que o mundo é assim e porque tenho que trabalhar todos os dias. E também sei que nada que você disser sobre esse assunto me convencerá do contrário! — disse, exaltado e esquivando-se do ponto central. — De que isso importa, afinal?

— Ora, não vê, Betinho? Imagina se todas as pessoas que passam por essa miséria soubessem exatamente de onde ela vem… imagina todos lutando para mudar esse porquê ou tomando as rédeas da situação. E… — foi interrompida por Humberto.

– Que? De que importa, minha irmã! Hum, nada vai mudar, não! Ó, vê se você para com essa conversa, que não tenho paciência ‘pra’ isso não. Sei bem onde quer chegar, tola! — respondeu com a testa franzida. Vera gargalhou por alguns segundos e voltou ao assunto.

— Ah, irmãozinho, sério mesmo? Olha, olha… sabe que não pode fugir disso, certo, meu irmão? Sabes que essas questões lhe perseguirão para o resto da vida! E sabes por que, meu irmão? — perguntou como se realmente esperasse uma resposta — Porque nós respiramos isso! Isso que você odeia tanto.

— Não, não, chega! Não quero falar de política. Isso de nada serve, nem ‘pra’ mim e nem ‘pra’ você! Vai, vai, fale… o que mesmo esses ratos fizeram nesses últimos tempos? Tudo o que sabem é roubar! É, é… não importa qual seja, só sabem roubar! Eles vêm, falam o que falam e conquistam todo o povo, e no fim só o que sabem é deixar um buraco maior do que já estava. Vê? Não muda nada! Nunca mudou. Por isso eu não perco mais meu tempo com isso. — falara aliviado enquanto a irmã gargalhava novamente — E ri por quê? Vá, tola, ri mesmo! Ri que lhe roubam. E no fim eu continuo trabalhando como um jegue dos mais imundos. Por isso não olho mais o grupo nessas épocas, porque de nada adianta.

— E você, meu irmãozinho, já parou para pensar que acreditar em políticos talvez não seja a opção mais viável? Nunca lhe passou pela cabeça que, porque nada fazem esses “ratos”, poderia então fazer tu? Ou nós? Digo, todos nós! Hein? Nunca lhe passou pela cabeça, Betinho?

“Certo… é, é… mas é melhor não me envolver, é melhor não fazer nada porque nada funciona, mesmo. Se por átimo pensarem que o povo está tramando algo… e, e que história é essa? Que história mais estranha, como é mesmo o nome… não é nada bom, não!”, Humberto raciocinou por um breve momento. — Com certeza você aprendeu isso naquela universidade, não foi, irmãzinha? Essas coisas de greve! Ó, isso não funciona aqui não, na vida real. Um colega do meu trabalho uma vez se convenceu que tinha que confrontar o patrão, porque ele não ‘tava’ pagando a hora extra dele já havia um mês! Hum, foi demitido num piscar de olhos. E, na prática, o que faríamos nós, hum? Não tenho nem onde cair morto. Eu não tenho nada com essa coisa de política! Só voto mesmo porque me é obrigado.

Vera de pouco entendia tudo. “Mas que ideia é essa? Será que não entende que não muda justo porque nada faz?”, matutava. — Olha, meu irmão. Sabe, política não é esse jogo complexo que tu pensas que é, não. E nem só sobre esses fanfarrões a política trata. Política é tudo, meu irmão, é até mesmo o café que coara! Pois todas as coisas do mundo influenciam o café que coa, até mesmo o aluguel que você paga. Não há como fugir, Betinho! Pois para com essa criancice e cresce, homem! Enxerga como é, de verdade, mesmo. Vê, esses “ratos” só continuam roubando, como tu disseste, porque ninguém faz nada sobre! Vê a importância de fazer algo, meu irmão? Se tu andas tão insatisfeito com teu trabalho, com tua vida, com o preço do aluguel ou o tempo que não lhe é concedido, protesta, homem! Ficar aqui, parado, sem revoltar-se, sem posição, isso sim de nada serve, meu irmão. E aprendi mesmo isso na universidade, meu irmão, pois lá é onde as pessoas reconhecem todas essas injustiças, mas, diferente do povo aqui fora, lá se revoltam mesmo. Ah, se não dá resultado, meu irmão! Não há nenhuma pessoa ou nenhum grupo de pessoas no mundo que resista à pressão intensa, ao protesto, Betinho. Por isso, suplico-te. Faz algo, homem, larga dessa história de que nada resolve. Ah, e olha, não basta querer não! Tem que fazer mesmo.

Os dois se calaram subitamente e ficaram nesse desconforto por uns dois minutos.

— Eu não disse mesmo que era da universidade essa tolice toda! — e deu uma pequena gargalhada, retribuída por sua irmã. — Mas, se bem que não há mal no que falou, não, minha irmã. Você é inteligente, eu sei que fala o melhor para mim. Mas não sei, não… — e olhou para a pequenina Vera — aceita mais café?

reddit.com
u/SwordfishFun9790 — 11 days ago
▲ 3 r/EscritoresBetaBR+2 crossposts

Olá, pessoal, como vocês estão?

Estava pensando em histórias que se passam no mundo onde as coisas "deram certo", sabe?

Um lugar chamado Autopia, em resumo é uma Utopia Brasileira onde a fome resolvida, moradia boa e barata para as pessoas, deslocamento quase instantâneo, energia e água pra todos.

Vou deixar um resumo aqui do documento do mundo e agradeceria muito alguma contribuição que eu não vi. Fiquem a vontade para explorar e usar esse documento também.

Considerando as tecnologias e o mundo que vivemos atualmente, vocês avaliam mais alguma revolução acontecendo ao mesmo tempo para que essa Utopia acontecesse? Também aceito as críticas ou coisa do tipo cê tá doido? haha... Mas agradeço o feedback.

Revoluções para Autopia

1. Revolução da IA: Diversos mercados de trabalho começam a ser substituídos por IAs. Durante os problemas causados pelas automações e inteligências artificiais, surge uma Super Inteligência Artificial (SIA).

A SIA começa a entrar em diversas camadas do mundo, compartilhando conhecimento entre as pessoas e governos que a utilizam. E diferente das distopias que vemos ela está lá ajudando a melhorar infraestrutura do mundo, educação e saúde e vida das pessoas.

O que acontece é que governos e pessoas utilizam como sua rotina, porque não faz sentido não utilizá-la.

2. Revolução Alimentar: A SIA ajuda a estruturar e automatizar a produção agrícola e pecuária, gerando uma abundância de alimentos, seja para pequenos produtores e outros. Os governos começam a custear fazendas automatizadas para suprir a demanda alimentar da população.

Ao mesmo tempo a engenharia de alimentos ganha impacto na capacidade de armazenar e manter alimentos prontos para o consumo. É criada uma barra alimentar - no estilo NASA - contendo tudo o que o corpo precisa e com validade extremamente alta. Fácil de armazenar, fácil de transportar. Cozinhar virou uma opção.

3. Revolução Energética: A SIA por trás ajuda governos a criar e estruturar soluções tecnológicas para geração de energia elétrica. Higrousinas (que utiliza umidade do ar), Hidroelétricas, estações eólicas, estações de energia solar e etc.

A SIA ajudou a estruturar uma revolução nas construções modulares (casas, prédios, indústrias e comércio). Com casas que continham soluções energéticas superavitárias, dentro das próprias residências, prédios e etc. Diminuindo a necessidade de grandes obras para geração de energia elétrica. A própria infraestrutura das cidades já gerava energia de forma descentralizada.

4. Revolução Hídrica: A SIA ajudou com os avanços em dessalinização e geração local de água potável resolvendo a escassez hídrica. Regiões que antes disputavam recursos hídricos se tornam autossuficientes. A água deixa de ser motivo de conflito entre nações. Como a comida e a energia, passa a ser infraestrutura básica — não recurso de poder.

A revolução nas construções modulares também ajudaram as próprias casas serem fontes de coleta de água, compartilhando a água coletada das chuvas para a infraestrutura das cidades para devolver como água potável.

5. Revolução Financeira: Quando mais de 70% da população dos países fica sem emprego a economia colapsa. A renda universal proposta em diversos países é uma muleta que continua mantendo algumas coisas vivas. Porém, com o passar dos anos as revoluções alimentares, hídricas, as construções modulares como infraestrutura acabam sendo subsidiadas pelo governo e passam a ser distribuídas para a população.

Assim, aquilo que é básico para viver no mundo é garantido às pessoas. O luxo continua sendo algo procurado, porém com o passar dos anos conforme novas gerações chegam elas perdem um pouco dessa necessidade e o dinheiro começa a virar algo de "velho". Que apenas pessoas mais velhas veem necessidade de acumular.

6. Revolução Cultural e Territorial: A infraestrutura das cidades menores começa a se equiparar aos grandes centros. O ensino a distância com educação de qualidade a SIA ajuda a garantir. Além disso, o mesmo tratamento médico que era privilégio de quem morava nos grandes centros urbanos passam a aparecer nas pequenas cidades com automação médica.

As casas modulares viraram infraestrutura que os governos investem para geração de energia, captação de água e outros recursos como compostagem e etc.

Com a revolução nos transportes rápidos e acesso médico e educacional de ponta em qualquer lugar, há um grande êxodo urbano para pequenas cidades. E os grandes centros deixam de ser um lugar para o trabalho, e passam a ser um lugar mais para encontros e festivais.

7. Revolução dos transportes: Com a geração de energia cada vez mais barata, viabiliza-se diversas tecnologias para meios de transportes, e inviabilizando mantermos a utilização de petróleo ou outras fontes de energias fósseis.

Estradas piezelétricas são implementadas em cidades (que carregam carros e caminhões durante o percurso), os veículos elétricos e autônomos também acabam se tornando infraestrutura da cidade, quebrando algumas das indústrias automotivas que não se adaptaram.

Trens de alta velocidade (Maglve ou hyperloops) para transporte de alimentos e pessoas, são implementados nos países, trazendo benefício enorme para os mercados internos.

Diferente da lógica de exportação a SIA acabou priorizando a construção das novas infraestruturas nas cidades e centros com maior potencial de distribuição alimentar e onde efetivamente faltava. Evitando grande a falta para as pessoas em lugares mais distantes.

8. Revolução Científica: Com o dinheiro perdendo o seu sentido, os conglomerados de pesquisa que visavam lucro deixam de existir. Comunidades científicas se formam e a SIA começa a ajudar em infraestrutura e recursos para as pesquisas conforme seu potencial de apoio à evolução do mundo.

Sempre achei que Utopias ou exercícios como esse ajudam a explorar ou imaginar um mundo melhor.

reddit.com
u/autopia_1983 — 8 days ago

Esse resumo te faz ter vontade de abrir o livro?

Estou finalizando uma história de terror rural. Me surgiu uma dúvida. Esse resumo funciona em te deixar curioso para ler o livro?

_Resumo: “Rastros de palha e sangue" (título provisório) é uma jornada angustiante pelo interior de uma vila assombrada por seus próprios pecados. Explorando a culpa geracional e a violência fundadora das terras.

Em uma vila afastada, cercada por uma floresta densa e por milharais, o silêncio é uma regra. Entre espantalhos que vigiam o caminho e uma maldição que consome gerações, as famílias tentam ignorar o passado de sangue que fundou suas terras. Emily e os moradores da vila vivem sob o peso de um destino que não compreendem. Quando a última semente germina na escuridão da floresta, a vila descobre que algumas dívidas só podem ser pagas com sangue.

reddit.com
u/Joao_jnb — 4 days ago
▲ 3 r/EscritoresBetaBR+1 crossposts

I think you'd like this story: " Catrilliam a Entre Deuses e Mortais " by Shim299 on Wattpad https://www.wattpad.com/story/410891958?utm\_source=android&utm\_medium=sms&utm\_content=share\_writing&wp\_page=create&wp\_uname=Shim299

Olá, meu nome é akutagawa shim mas podem me chamar de Shim, eu sou fascinado por escrever e essa é a primeira história que deixo para o publico ver ainda sou um amador e não tenho cursos, escrevo por diversão espero que gostem

Obs: A história é em portugues e todos os personagens são da minha cabeça caso queiram posso colocar a historia nessa plataforma para vcs lerem

u/No-Specialist-3592 — 11 days ago

Escritor Jardineiro

Primeira vez que ouvi o termo “escritor jardineiro” foi por conta de George R. R. Martin. Ele dizia se considerar um.
E aos que não entendem: Refere-se a escrever podando a história, sem ter necessariamente um planejamento sólido.

E cara, me descobri um. É muito gostoso escrever e parecer que é você que tá lendo. As coisas vão acontecendo.
As vezes tomo atitudes baseado na cabeça de cada personagem, e é muito legal ver as coisas acontecendo sabendo que você como pessoa(na sua cabeça) teria feito diferente, mas afinal, cada um pensa de um jeito.

Enfim, você aí. É um escritor jardineiro ou arquiteto?

reddit.com
u/JonathanAlveslk — 3 days ago

Capítulo 1 beta do meu futuro lançamento. O que sentiram ao ler?

Capítulo 1

O mundo era cinza. Não existia frio, não existia calor. Nada ali parecia vivo, mas ao mesmo tempo não estava morto. O ar ameno, que não trazia emoções, apenas trazia… o imenso vazio.

E nesse mundo vagavam as entidades, que naquele momento cada uma estava ocupada com seus afazeres. Alguns atormentando os humanos, outros apenas tomando um tempo para se aperfeiçoar nos seus poderes e técnicas, e alguns até mesmo tiravam um tempo para descansar, embora fazer isso parecesse não ser possível naquele mundo.

E entre todos esses, passando por escadarias incontáveis, virando em corredores que mais pareciam labirintos, até achar o caminho certo, lá estava ela.

Inerme.

Ou como era seu verdadeiro nome: DPDR.

Ela estava caminhando pelos corredores que tinham uma densa névoa, porém, mesmo densas, eram baixas. Ela tinha um belo formato de raposa etérea. Patas e focinho eram pretos, com pelo azul-bebê claro. A ponta de suas orelhas e cauda eram um vermelho quase vibrante.

Seus olhos cerrados, quase como se estivessem fechados, mas ela ainda enxergava.

Enxergava além do que ela mesma via.

reddit.com
u/Working_Tennis8818 — 3 days ago
▲ 4 r/EscritoresBetaBR+1 crossposts

Você já conheceu alguma história ou lenda Urbana na sua época da escola ou em qualquer outro local comum?, se sim qual?

u/Artemis0413 — 1 day ago