Olá, tudo bem com vocês? Gostaria de feedbacks sobre o texto a seguir (não sobre algo específico, acho que qualquer opinião vale! Sinta-se à vontade pra falar sobre estrutura, fluidez, narrador, personagens...). Vale dizer que postei anteriormente em outro sub e no Discord, mas o texto passou por alterações com base em outros feedbacks. Aqui vai o texto:
Já chegada a noite, Humberto pouco fez para manter-se são. Isso é, em poucas palavras, manter-se sem mais reflexões, sem mais pensamentos ou sem mais conversas. “Passo todo o dia trabalhando, o dia todinho! Poxa, que traste! Que vidinha medíocre essa que tenho, não? Como posso passar todo esse tempo enfurnado naquele bueiro velho? Sala fria e branca, chega a dar dor de cabeça. Ô, Deus, não era isso que eu queria, não, Deus! Ou era? Era, claro! Pedi tanto por isso… traste. Quis tanto. Por pouco não matei! Ah, de nada serve… agora morro. Não me falta nada, ao menos! Não aqui pela minha casa”, meditara enquanto soergueu-se do sofá, encardido e com as molas tão velhas que cantavam por qualquer movimento. Apanhou o controle da televisão, mas antes mesmo de ligá-la se assustou com quatro batidas inconfundíveis à porta. “Ó, que graça! Chegou, chegou…”. Levantou-se totalmente, ainda com dificuldades, e correu à porta como quem realiza um ritual. Pegou uma chavinha solitária pendurada em um porta-chaves com o formato de um peixe, presente de sua mãe, e apressou-se para abrir a porta.
Com a porta aberta, ouviu-se por todo o corredor uma voz feminina, que adoçava o tom fino: — Ah, ah! Querido irmão, quanto tempo, quanto tempo! — e aconchegou-se nos braços de Humberto como quem buscava amparo depois de uma tarde sofrida. Os dois ficaram parados entre a guarnição da porta e o corredor, que já havia escurecido por não detectar mais movimento no ambiente. Passaram-se uns três minutos assim, e súbito Humberto beijou a testa da moça, afagando-a em seu peito.
— Quanta saudade, Verinha! Ô saudade apertada. Passei tempo lhe esperando, irmã. — e, por um instante, passou a olhá-la como aquela vez na maternidade, o primeiro carinho com a pequenina Vera — entra, entra. E vem logo porque fiz agora mesmo aquele café. — disse enquanto a tomava pelo ombro, conduzindo-a para o interior do apartamento.
O apartamentinho era um tanto confuso, logo na entrada não se podia distinguir sala de cozinha, ou de quarto, ou de coisa alguma. Em verdade, ali havia apenas dois cômodos, um banheiro e aquele outro quadrado inteiro. Com tudo somado, decerto não passava de um cubículo de vinte ou vinte e cinco metros quadrados. Mas naquela partezinha do Plano Piloto era melhor que nada, era bem o que tinha. O fogão, pequeno e gasto, ocupava o canto direito ao lado de uma pia simples; acima, os armários quase encostavam o teto. Bem em cima da pia havia uma chaleira junto a uma panelinha suja de torra. Já perto do fogão, Vera avistou uma garrafa vermelha de café com um coador jogado ao lado. Um ou dois passos à frente, uma bancada de madeira com dois banquinhos fazia-se mesa de jantar. De frente à porta ficava um corredorzinho, “deve ser aqui o banheiro de que vive reclamando”, lembrou-se Vera. Já à esquerda, o que mais chamava atenção aos olhos era a janelona que ia de uma ponta a outra da parede, deixando apenas alguns centímetros de espaço. Quando observada com mais zelo, mostrou-se, na verdade, uma porta de entrada à sacada, que também era pequeníssima. “Ah, como não vi? É realmente bela a sacada; pelo tamanho, deve valer”. Encostado na parede, o velho sofá de Humberto destacava-se dos demais objetos daquela salinha; marrom, não era possível dizer se de tinta ou sujeira. “Até que é bonitinho esse quadrado, mas devidamente… malcuidado! Ah, como é!”.
— Que mofo! Entra ar aqui não? — disse Vera, abrindo um sorrisinho desbotado no canto da boca.
— Que? — não estava tão a par da situação — Ô, sim… entra sim, Verinha. É que cheguei há pouco. Mal tive tempo de coar o café, fiquei o dia inteirinho no trabalho, e não posso deixar tudo aqui aberto, é capaz de dar uma chuva! Aí molha tudo; e também não tenho tempo ‘pra’ limpar. — parecia inquieto. — É, é… abre a sacada, vai! Assim o ar vem. Aproveita e te senta, e não liga para o barulho não, irmã. É que esse é meio enferrujado, e aí não tive tempo de mandar para o estofador. Mas eu limpo! Bato almofada todo dia, espanta a poeira todinha. Agora mesmo fiz isso, depois que cheguei, e aí vim fazer o café, e fiz questão de terminar isso primeiro porque sabia que viria logo. Ah, é… o controle da televisão está logo aí, em cima do braço do sofá, ia ligar agora mesmo, mas vim te atender. É, é… eu já te expliquei, mas ali é o banheiro — fez sinal apontando para o corredor, ofegante —, e qualquer coisa que precisar, é só falar comigo. Vou lhe servir o café, senta, senta! — falou embaraçoso e dando umas palmadas aconchegantes nas costas da irmã. Obedecendo às ordens, sentou-se no sofá enrugado e ouviu o cantarolar das molas, num instante soergueu-se para abrir a porta da sacada, a fim de sentir o ar da capital abraçar seu corpo. Deitou a cabeça na almofada do sofá e fechou os olhos por um instante, buscando quietude. “Ah! Que ar fresquinho, meu Deus…” e respirou profundamente. “Será que é isso que me falta? Os dias lá na faculdade estão contados, já termino. Vou ter que sair de mãezinha”, “talvez ficar aqui perto dele não seja mesmo uma má ideia”. Humberto súbito percebera o tom solene e a brisa por entre o cômodo, pegou duas xícaras amarelas bem pequenas e serviu o café para si e para Vera. A moça entrou em meditação ouvindo o líquido sendo posto na xícara, lembrou-se dos dias em que seu irmão, ainda morando na casa da mãe, abençoava toda mórbida tarde com sua medida perfeita de açúcar. Foi interrompida ao sentir o estofado pesado ao seu lado e o afago de seu irmão. Abriu os olhos.
— Pronto, Verinha, ‘tá’ aqui o café. Do jeitinho que você gosta. — disse entregando uma das xícaras para Vera com um sorriso afetuoso.
— Obrigada, irmãozinho. Temos muito o que conversar, colocar tudo em dia! — e levou a xícara aos lábios, puxando um pouquinho do café, que ainda estava quente, e relaxou novamente; “exatamente como eu me lembrava… quanta saudade!”.
— Ô, se não! Aliás, me diga, irmã, como foi a viagem? E como foi andar um pouco pela capital? Gostou do que viu?
— Ah, claro. A viagem foi boa, sim! Normal… eu diria. Quanto à capital, não pude deixar de notar como tudo é grande aqui, né? As coisas parecem imponentes, de verdade! É como se eu mesma deixasse de existir… — disse enquanto gargalhava solenemente — é tudo muito extravagante, mas surpreendentemente simples. É um mistério, realmente… mas é pacato. Eu gostei, me traz àquela sensação. Quando morávamos lá no interior, ainda crianças. Como tudo era feliz… agora isso! Mas gostei, gostei sim… me traz essa paz. — tirou todo o ar do peito. — Enquanto eu andava na Esplanada, me ocorreu uma vontade louca de ficar por aqui. Então me diz: as coisas aqui são boas mesmo? É bom de viver? Porque não adianta ser bom de visitar, né? — e deu mais uma puxada na xícara.
— É, são sim. Mas depende, também. Aqui é bom, aqui onde eu moro. Eu nunca tive nenhum problema com nada e nem com ninguém. Mas é que eu não vivo por aqui. Agora mesmo vão dar sete horas, o sol já se pôs. E eu cheguei aqui em casa não faz nem uma hora. E é assim! Mas nem sempre, se você mora e trabalha por aqui é muito bom, bom mesmo. Na verdade, irmãzinha, é bom morar aqui se trabalha lá ou cá. É pouca a diferença… — ele dá a primeira puxada no café, cuidando com as palavras — mas não é ruim morar lá também, não. Eu pago um aluguel… acima da média. E esse quadradinho aqui me sobra muito, é até muito para mim. Você, aliás, se decidir mesmo vir, pode morar aqui mesmo por um tempinho, até achar um lugarzinho ‘pra’ aconchego. E pode procurar pelas outras regiões aqui, que não são distantes daqui do centro, não! Conheço muitos colegas que moram por lá e trabalham por aqui também. Mas, antes de vir, precisa mesmo é ter certeza de que vai conseguir um emprego. Se não acaba como eu… — deu uma risadinha. — Mamãe com certeza não vai querer que acabe como eu. Pois te vira para arranjar algo, então. — parou subitamente como se estivesse refletindo algo, e começou a fitar a irmã como quem admirava. — Não tenho dúvida de que você vai acabar bem, aqui ou em qualquer outro lugar. Vai se formar agora, certo?
Escapou um sorriso ingênuo de Vera. — Sim, sim! Me formo no final do ano, se tudo correr bem, porque andam reivindicando algumas coisas por lá na universidade. Já ameaçaram greve esse ano, agora em maio. Mas agora estão fartos, fartos! E, da última vez, durou um tempo, até que chegaram a um acordo.
— Pelo jeito não foi muito bom esse acordo, não! — Humberto e Vera gargalharam quase instantaneamente.
A moça deu mais uma puxada no café. — Mas eu estou feliz lá também, e sei que vou passar pelo mesmo, aqui ou lá! Mas, certamente, lá parece ser pior, entende? Você paga quanto mesmo nesse quadradinho?
— Uns mil e setecentos reais.
— Pois bem! Andei procurando por outros apartamentos, até menores que esse aqui, mas que fossem entre o meu estágio e a universidade. Então: sem somar os impostos e o condomínio, dois mil e duzentos reais! Tem noção disso, Beto? Dois mil e du-zen-tos! E a rua é tomada por uns bebuns! Me dá calafrios lembrar a sensação de caminhar naquele lugar. Então — e deu mais uma leve puxada —, aqui ou lá, vou sofrer com dinheiro. Mãezinha diz que lá tem tudo: tem contatos, tem lugares, tem empresas… mas não vejo só isso, irmão. A verdade é que lá mesmo não conseguirei subir na vida, não. Essa historinha de que lá é um grande centro de pessoas é uma grande mentirada, feita ‘pra’ enganar ingênuos e pobres. Essa gente não se importa com gente como a gente, meu irmão, não mesmo! Estou certa disso. — e, em um tom glorioso, com o rosto reflexivo, deu mais uma puxada, dessa vez, terminando todo o conteúdo da xícara.
— E como pode afirmar isso, irmãzinha? Muitas das pessoas que vi crescerem partiram daí mesmo! Desse ponto. O Thiago, nosso vizinho em Jales, que o diga. O pirralho, e eu me lembro bem, começou consertando ar-condicionado, e esses dias vi umas fotos dele na Itália! O que é isso, se não essa vontade de crescer? Às vezes é mesmo isso que te falta, irmãzinha. Às vezes você não precisa estar no lugar certo, mas só estar, e querer! — falou sugando o café com os lábios.
— Não, não! Nada disso. — Vera disse irritadiça. “Mas não é possível uma coisa dessas, não!”. — Não falei sobre vontade de crescer, isso todos temos, com certeza. Estou falando dos meios! Ora, não só de vontade vive o homem, Beto. Se fosse assim, pode ter certeza, não estaríamos aqui! Pode dizer isso por si mesmo… com certeza tem vontade de crescer, né? De sair daqui e desse emprego que tanto fala, que tanto ofende! — dissera, e súbito fitou o irmão.
— Não é bem assim, irmãzinha. Não é a mesma coisa! Se estou nessa situação em que estou, tem motivo, e, além disso, Deus não dá ponto sem nó, não, minha irmã. Com certeza, tudo há tempo, e esse logo vai passar. Creio… — e deu seu último gole.
“Ah, mas não mesmo, não mesmo!”. — Pois então, vai esperar? É isso mesmo, irmãozinho? Dia e noite ouço você reclamando desse trambique que se meteu, dessa “vida medíocre”. Já passou pela sua cabeça, Betinho, por que as coisas assim? Ou por que está nela? Já parou… parou ‘pra’ pensar que você também pode fazer as coisas por você mesmo? Sei que você troca noite por dia, se arrocha inteiro ‘pra’ pagar as contas, comer, conseguir suas coisinhas. Dê mais valor a si mesmo, meu irmão, não dá ‘pra’ esperar que tudo venha de graça divina, não. Você mesmo disse: às vezes só precisa querer! — desabafara.
Humberto ofendeu-se, “lá vem ela com isso de novo! Ó, onde já se viu tanta insistência? Vai começar… vai começar!”. — É, é… mas que isso tem a ver? Não vai vir com aquelas conversas da universidade, né? Eu sei exatamente o porquê do mundo ser assim e porque tenho que trabalhar todos os dias. E também sei que nada que você disser sobre esse assunto vai me convencer do contrário! — disse, exaltado e esquivando-se do ponto central. — De que isso importa, afinal?
— Ora, não vê do que importa, Betinho? Imagina se todas as pessoas que passam por essa sua miséria soubessem exatamente de onde ela vem… e se vissem o porquê e decidissem que querem acabar com isso, porque isso não é bom, hein? E… — foi interrompida por Humberto.
– Que? De que importa, minha irmã! Hum, nada vai mudar, não. Ó, vê se você para com essa conversa, que não tenho paciência ‘pra’ isso não. Sei bem onde quer chegar, tola! — respondeu com a testa franzida. Vera gargalhou por alguns segundos, “ele é sempre assim mesmo, ah, que chatice!” e voltou ao assunto.
— Ah, irmãozinho, sério mesmo? Olha, olha… você sabe que não pode fugir disso, certo, meu irmão? Sabe que essas questões vão te perseguir ‘pro’ resto da vida? E sabe por que, meu irmão? — perguntou como se realmente esperasse uma resposta — Porque nós respiramos isso! Todos nós… isso que você odeia tanto.
— Não, não, chega! — bradou. Não quero falar de política. Isso de nada serve, nem ‘pra’ mim e nem ‘pra’ você! Já que insiste, vai, vai, fale… o que mesmo esses ratos fizeram nesses últimos tempos? Tudo o que sabem é roubar. É, é… não importa qual seja, só sabem roubar! Eles vêm, falam o que falam e conquistam todo o povo, e no fim só o que sabem é deixar um buraco maior do que já estava. Vê? Não muda nada! Nunca mudou. Por isso eu não perco mais meu tempo com isso. — falara aliviado enquanto a irmã gargalhava novamente — E ri por quê? Vá, tola, ri mesmo! Ri, que te roubam. E no fim eu continuo trabalhando como um jegue dos mais imundos. Tu é muito iludida, acha que tudo pode mudar assim: num piscar de olhos! — terminou Humberto, com satisfação.
Vera ficou calada por alguns segundos, como quem maquinava uma resposta à altura. “Capaz! Basta! Bicho besta, ah!” — E você, meu irmãozinho, já parou para pensar que políticos talvez não seja a opção mais viável? Nunca te passou pela cabeça que, porque nada fazem esses “ratos”, você pode fazer? Ou nós? Digo, todos nós! Hein? Nunca lhe passou pela cabeça, Betinho? Tu não é iludido não, é um tapado! — aumentou o tom a cada palavra. Buscara beber o café, então lembrou que a xícara estava vazia já havia alguns minutos.
“Pois começou mesmo! Ó, e ainda me chama de tapado? Perdeu mesmo foi o respeito, tá cabulada!”. Humberto raciocinou por um breve momento. — Primeiro: tu não me chamas com esses nomes não, que não sou teus amiguinhos da universidade! Falando nisso, com certeza você aprendeu isso lá, não foi? Essas coisas de greve! Ó, vê, já que não enxerga: isso não funciona aqui não, na vida real. — disse com fúria depois da ofensa. E então percebeu-se e envergonhou-se por alguns segundos. — É… que…na verdade… uma vez, um colega do meu trabalho se convenceu que tinha que confrontar o patrão, porque ele não ‘tava’ pagando a hora extra dele já tinha um mês. E foi demitido num piscar de olhos. — disse desviando o olhar da sua irmã. — E, na prática, o que faríamos nós, hum? Não tenho nem onde cair morto. — desabafou, com a voz pesada.
Os dois trocaram olhares breves enquanto Humberto batia o dedo freneticamente na xícara amarela.
Vera de pouco entendia tudo e, de novo, deixou escapar seu rosto terno.
Estendeu seu braço ao encontro do ombro do irmão e o apertou forte com os dedos.
— Olha, meu irmão. Sabe? — respirou profundamente. — Nada disso é esse jogo complexo que tu pensas que é, não. E não é sobre esses fanfarrões que, assim como eu, você odeia tanto. Na verdade, Betinho, isso que falamos é sobre tudo, é até mesmo sobre o café que coou agora pouco! Porque todas as coisas do mundo influenciam o café que coa, até mesmo o aluguel que você paga. Olha, não tem como fugir, Betinho! — e parou por um momento, como quem buscava as palavras. — Leve a sério o que vou te dizer, e não se ofenda, porque sabe que essa nunca vai ser minha intenção! — e voltou a fitar o rosto de Humberto.
— Para com essa criancice e cresce, viu? Enxerga como é, de verdade, mesmo. Se você anda tão insatisfeito com teu trabalho, com tua vida… então protesta, homem! O que não dá é pra ficar parado, meu irmão! E… sim… aprendi mesmo isso na universidade, meu irmão, pois lá é onde as pessoas reconhecem todas essas injustiças. E você deveria também! Porque assim você vai saber o que é melhor ‘pra’ você. Só conhecendo ‘pra’ saber, Betinho… — enquanto falara, colocou os dois braços nos ombros do irmão, e começou a balançá-lo suavemente, mas firme. — Não há nenhuma pessoa ou nenhum grupo de pessoas no mundo que resista à ao protesto, Betinho. Por isso, te imploro. Acorda, homem! Larga dessa história de que nada resolve… faz algo por você, Betinho. Não quero ver… não gosto de ver você sofrendo, meu irmão… — teve o rosto tomado por uma tristeza repentina.
Os dois se calaram por uns dois minutos.
Humberto segurou as mãos de Vera em seu ombro e voltou a admirá-la. Então, num pulo, deu um abraço forte na irmã, que retribuiu inconscientemente. “Que saudade desse abraço, meu Deus!”, os dois matutaram.
— Eu não disse mesmo que era da universidade essa tolice toda! — e deu uma pequena gargalhada, retribuída por sua irmã. Então olhou para a pequenina Vera, saindo do abraço que começou: — aceita mais café?