r/foradecasa

Um post pra você que só vê gente triste aqui

Esse sub está cheio de gente infeliz com sua decisão de morar fora. Faz sentido. Ninguém vem aqui pra falar o quanto está feliz.

Pois eu vim. Pra trazer uma perspectiva diferente.

Moro na Alemanha há alguns anos. Estou no processo de me tornar cidadão. Não tenho planos de voltar pro Brasil.

Estou feliz com minha situação financeira, social, e amorosa na Alemanha.

Minha experiência com tópicos frequentes aqui:

[Língua]
No meu dia-a-dia falo inglês. Não me sinto cansado no fim do dia. Sinto que me expresso tão bem em inglês quanto em português.

Por vezes só falo português quando ligo pra minha família no final de semana.

Estou aprendendo alemão. Consigo lidar com a burocracia e situações cotidianas, mas não consigo manter uma conversa.

Muitos alemães (a maioria?) não vão se esforçar pra te entender se você não falar a língua. Ou vão usar o inglês, ou vão exigir que você fale a língua deles. Minha solução pra esse problema é aprender a língua, ao invés de ficar reclamando que eles não se esforçam pra me entender. Frustrante? Sim. Injusto? Não acho.

[Amizades]
Pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo.

Sim, existem diferenças culturais. Fora isso, não deixe esteriótipos determinarem como você vai interagir com as pessoas.

Meus melhores amigos são “gringos”, incluindo minha namorada. Tenho amigos brasileiros também.

Os únicos amigos locais que tenho são agregados dos meus amigos ou colegas de trabalho. Não vejo como poderia ser diferente, já que não falo a língua local.

[Comida]
Como comida brasileira esporadicamente. Não tenho esse apego à nossa culinária.

Raramente como comida alemã.

Na maior parte do tempo, faço comidas simples em casa.

Também consumo muito comida asiática. A oferta é grande e agrada meu paladar.

A diversidade de comidas é uma das coisas mais interessantes de se morar num lugar tão diverso. Acho que apenas São Paulo talvez ofereça algo minimamente próximo no Brasil, porém muito menos acessível ao público geral.

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u/halrick — 5 hours ago

Imigrante cansado

Bom, lá vai mais um desabafo.

Estou fora do Brasil há 8 anos na Europa.

Ultimamente está difícil segurar, solidão bateu forte. Eu meio que decidi internamente voltar, só falta externar a ideia.

Já perdi muita coisa, eventos familiares e etc estando aqui. Ganhei algumas coisas é verdade.

Mas estou com a impressão agora que imigrar é meio que um suicídio social (parcial).

Quero reverter isso, aproveitar o que me resta. Se for quebrar financeiramente, ser assaltado, foda-se - fugir disso tudo não saiu barato.

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u/Alci75 — 1 day ago

É isso. Sempre tive vontade de sair do Brasil e consegui. Profissional qualificado.

Fui para Europa e foi uma tragédia. Assédio moral do brabo, pitadas de xenofobia e custo de vida alto sem perspectiva de progressão de carreira (fora o fato de ter que lidar com aquela gente, errrr, insossa e mal humorada).

Fiquei 2 anos só para ver se a situação melhorava e aumentei para quase 3 para juntar um dinheirinho (cotação 7x1). Não deu. Tentei fazer amizade com locais, sem chance, sem qualquer abertura. Meus amigos era brasileiros, americanos, outros latinos.

Na volta do Brasil, eu conto meu relato. Detalhe: o que aconteceu comigo não foi regra, mas também não foi exceção. Conheci vários casos igual ao meu (não só de brasileiro, inclusive ver reportagem recente da DW sobre a situação de indianos na Alemanha). Meu país não era a Alemanha.

Inclusive aqui no Reddit tem vários relatos como o meu.

Além disso: a rigidez para tudo. Eu me sentia sufocado naquele lugar ("Não pense ou haja muito diferente de nós"). Uma coisa meio tribalista. Eu me sentia preso no Brasil pela questão da segurança pública. Na Europa, a minha prisão era de alma.

Adorava a funcionalidade de muitas coisas, mas regras não são sinônimo de pasteurização do espírito nem precisam existir para tudo na vida.

*Tenho relatos próximos a mim que a vítima era também europeu. Ou seja, longe de ser só racismo. Era mais xenofobia mesmo.

Ninguém acredita ou quer acreditar. As pessoas são tão, mas tão bitoladas que a Europa é o lar dos ursinhos carinhosos que elas não conseguem aceitar isso. São anos de propaganda. Uma gaiola de ouro? Espírito de vira-lata?

Ah, mas eu já fui para lá.

A passeio, né?

Eu também já tinha ido. Várias vezes. Visitar e morar são verbos distintos.

Com isso não estou dizendo que lá é apenas a treva. Conheço também um monte de gente que está super bem lá. Diria que mais da metade.

E sim, eu sei de todos os problemas do Brasil. TODOS.

Mas vejam a natureza humana como ela é.

Nem o Brasil nem a Europa é tão ruim ou tão bom quanto você pensa.

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u/Weekly_Sort147 — 9 days ago

Assistência social

Quando uma pessoa que tem cidadania portuguesa, chega num país da Europa, e ela está em situação de vulnerabilidade social e financeira, ela é acolhida pela assistência social e por abrigos?

Digo em países como Espanha, Dinamarca, Suíça, Noruega, Países Baixos...

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u/intersou — 1 day ago

Um conselho:

Para aqueles que pensam em imigrar para fora do Brasil, pensem em migrar internamente. Falo isso baseado em minha experiência pessoal e também sobre o que vejo por aí.

Basicamente já morei em dez cidades diferentes de um mesmo estado da federação. Com essa experiência posso dizer que, mesmo sendo próximas umas das outras, pude perceber muito claramente que as mudanças de cidades me mostraram realidades drasticamente diferentes. Por exemplo, a vida em uma capital é completamente diferente da vida no interior. As cidades do interior em si, possuem muitas distinções. Quando digo distinções, digo distinções profundas mesmo! Em que a cultura de uma cidade para outra é completamente diferente. Por exemplo, existem cidades que as pessoas são extremamente workaholiks (mesmo do interior), já outras que o estilo de vida é mais lento de forma geral e isso reflete em tudo! Nos horários de funcionamento dos estabelecimentos até o nível de PIB/per capta daquela cidade. E isso se aplica a todas as esferas: Frio/Calor. Gente acolhedora/gente mais fechada. Serra/Mar. Rico/pobre. Muita oportunidade/pouca oportunidade, segura/insegura etc...

Nosso país é continental! Na verdade, para esses fins, não importa muito quem está em Brasília. O que realmente importa é se a região que você vai morar te ofereça tudo que você busca lá fora. A região é segura? Tem a infraestrutura que eu busco? (ou pelo menos similar a isso?), etc... Há problemas que são sanáveis dentro do próprio Brasil.

Outro fator que facilita muito a imigração interna é facilidade que temos de nos adaptar em nosso próprio país. Há algumas dificuldades que simplesmente não teremos, por exemplo, a língua, a burocracia (existem países ricos tão, se não mais burocráticos, do que o Brasil).

Uma cidade a 200 km de distância da sua serra natal pode te dar uma realidade muito diferente da que você já vive hoje e eu tô falando sério. Valeu pessoal, um abraço.

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u/Emulador_android — 24 hours ago
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Por que cada vez mais brasileiros estão deixando Portugal e recomeçando na Espanha

Com um discurso oficial mais positivo em relação à imigração e políticas voltadas a melhorar as condições de vida dos imigrantes, a Espanha tem seguido um caminho diferente não só dos EUA, mas também de vários países europeus — entre eles, Portugal, que hoje abriga a maior comunidade brasileira na Europa (mais de 500 mil pessoas).

https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp7k85l1po

u/Top-Worker-1964 — 2 days ago

Saída definitiva

Brasileiro morando na República Tcheca desde dezembro de 2020.

Nunca cheguei a declarar Imposto de Renda no Brasil, pois na época meu salário era baixo e não tinha outras fontes de renda ou patrimônio relevante no país.

Desde a mudança, trabalho e declaro imposto normalmente na República Tcheca. Tenho residência permanente desde 2023, e minha vida fiscal hoje está toda aqui.

Em 2025, transferi cerca de R$95 mil para minha conta no Itaú, onde mantenho esse valor investido em renda fixa (Cofrinho). O imposto sobre os rendimentos já é retido automaticamente pelo banco.

Minha dúvida é sobre a real necessidade de fazer a saída definitiva do Brasil.

Vale a pena regularizar isso formalmente depois de tantos anos fora, ou na prática não muda muita coisa?

E também fiquei na dúvida se faria sentido migrar para uma conta de não residente (Itaú ou C6 Bank) ou se posso simplesmente manter tudo como está.

Gostaria de ouvir experiências de quem já passou por isso vivendo no exterior há bastante tempo.

Valeu.

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u/Cool_Occasion1123 — 24 hours ago

Como é dirigir carros no país onde vive? Há muitas diferenças em relação ao Brasil?

Estou pensando em pegar um carro aqui na Espanha pra ter mais facilidades de visitar áreas remotas e também morar numa área com aluguel mais barato.

Faz uns 3 anos que não dirijo e só dirigi 2 modelos de carros na minha vida. Por isso estou extremamente insegura.

Como é no país onde vivem? Sentiram muita diferença no espaço, sinalizações, novidades, e etc? Que dica podem me dar?

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Portugal ou Irlanda?

Guys, essa aqui é para os brasileiros que estão a viver nesses dois países: como anda a vida aí?

Para contexto, minha situação: tenho 30 anos, sou solteiro, tenho cidadania europeia, só falo português e inglês (por isso esses dois países), não tenho ensino superior, tenho uma renda passiva de R$6.000 e casa própria. Nunca trabalhei no Brasil, mas já trabalhei no Japão com welding. Nunca fui à Irlanda, então não conheço a realidade do país.

Quero sair do Brasil em definitivo este ano e me qualificar na Europa. Minhas opções são:

A - Faculdade em Portugal (é fácil de entrar; eu alugaria um quarto ou T0 em Lisboa/Porto, estudaria e faria um part-time para complementar a renda).

B - Entrar em um Electrical Apprenticeship na Irlanda. Vi que há demanda e que, apesar de ser difícil nos dois primeiros anos, depois de formado costuma pagar muito bem. Creio que iria para Cork ou Galway para fugir dos preços absurdos de Dublin.

Sei que o clima de Portugal é muito melhor que o da Irlanda, mas também sei que, financeiramente, a Irlanda é muito melhor que Portugal. Em duas semanas de trabalho na Irlanda se ganha mais que salário mínimo de Portugal. Também tenho uma reserva financeira de uns 20 mil euros para aguentar os imprevistos dos primeiros meses.

Enfim, o que vocês me indicam fazer?

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u/Nogizaka46PT — 3 days ago

Vejo que vez ou outra a mídia e Brasileiros comentam sobre como a fuga de cérebros afeta o Brasil negativamente. Pessoas que ajudariam o Brasil a avançar tecnologicamente e bons profissionais de nível superior que tornariam a Economia mais competitiva no longo prazo. Nossos professores, pesquisadores e especialistas.

Porém, como é de praxe no Brasil de Virginias, Neymares, Eike Batistas, Roberto Justus e afins, pouco se fala de outros profissionais invisíveis sem o devido reconhecimento: sujeitos que ajudam a trazer algum amor para nossas SPs. Falo de pessoas de bom coração, que apesar de toda a corrupção moral mantém gestos pró-humanitários e alguma ética, ajudam a criar bons filhos sem racismo, sem mentalidade colonialista, são vizinhos prestativos, colegas de trabalho que testemunham a favor de quem sofre assédio, bons pais presentes e amororos que não abusam dos filhos nem os falta com respeito, gerentes gentis que não praticam assédio moral, (micro)empreendedores e freelancers que atuam sem querer tirar o máximo de vantagem do consumidor e entregar um serviço porco preguiçoso. Adultos que não abusarão ou maltratarão nossos filhos quando eles forem brincar na casa dos amigos ou estiverem na escola, colégio, faculdade e estágio. Gente que traz VALOR, alento e alegria para nossas luta diárias em sociedade. Gente que sobe o nível.

F#d@-se se o nosso próximo Einstein que iria ser o nosso CRO da Amazon Brasil decidiu vender carros usados nos EUA, me preocupa para um c@r@lh# o fato de que nossos bons pais & mães de 20, 30 e 40 anos decidiram criar seus filhos com cérebros e corações sadios e fortes no exterior porque eram homens e mulheres vistos como bonzinhos, trouxas, corações moles, nerds, traídos nos relacionamentos românticos e profissionais, funcionários certinhos ou gente chata no geral que não aceita e tolera abuso mas tenta ajudar os outros.

Após ver tanta gente legal e amável que eu tenho certeza que tornaria minha cidade melhor ir embora, eu também escolhi não morar mais em um país assim com tanta corrupção moral que pune os bons que infelizmente só são vistos como bonzinhos e boazinhas

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u/ProfessionSavings792 — 7 days ago

Moro na Alemanha, em um ambiente de trabalho onde todos costumam almoçar mais ou menos no mesmo horário. Levo marmita todos os dias, que cozinho ao longo da semana. Praticamente sempre consiste em arroz, as vezes feijão, alguma proteína como frango, carne ou peixe, salada ou legumes cozidos. Uma dieta absolutamente comum no Brasil, o que comi a minha vida toda. Estou há seis meses aqui, e já recebi vários comentários de meus colegas alemães a respeito disso, como:

“Interessante como você e [a colega indiana] comem tão pouco, sempre com essas marmitinhas”

“Poxa, sem feijão hoje?!”

“Vc diria que essa é a sua go-to meal?” (Enquanto eu comia um prato de arroz, salada, e frango)

“Vc não enjoa de comer arroz todo dia?”

Claro, todos sempre educados e apenas em tom de curiosidade. Não me sinto ofendido, apenas acho engraçado como um hábito absolutamente comum para mim gera curiosidade aos olhos dos alemães, de isto sequer ser algo a ser mencionado. Também tenho um certo orgulho de manter uma dieta parecida com aquela que tinha no Brasil, pois afinal de contas, da trabalho cozinhar e lavar louça frequentemente, ao invés de apenas comprar um lanche ou comida pronta.

Adoraria saber se somente eu passo por isso, ou vocês também já vivenciaram algo parecido? Mantiveram os hábitos alimentares “Brasileiros” ou se adaptaram aquilo que é comum no país de vocês?

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u/Grimkhaz — 11 days ago

Pergunta e reflexão sincera para quem se dispor:

- Antes de tudo: entendo totalmente a questão psicológica da imigração (distância da família, xenofobia, adaptação). Não há o que discutir em relação a isso e, como não morei fora, não tenho a perspectiva prática das reais dificuldades. Mas estou iniciando um processo de preparação para imigração (estipulando uns 2 anos para firmar idioma, currículo, etc). Sou do setor de Dados e minha esposa é do Comercial. Visamos a Alemanha.

- O meu intuito aqui não é desqualificar o relato pessoal de quem fez o caminho de volta ao Brasil. Mas, analisando de forma fria, não consigo entender em que ponto o custo de vida entra como um real empecilho ao cogitar viver fora.

- Não sou totalmente leigo. Entendo o peso da carga tributária alemã, a concorrência no mercado, os salários líquidos menores, os custos de aluguel e até os problemas estruturais de lá que são de conhecimento de todos. Mas, ao trazer a perspectiva para cá, ainda assim parece que no pior dos cenários há uma distância grotesca.

- Digo isso pois nosso objetivo de vida é ter filhos e oferecer a eles aquilo que eu e minha esposa não tivemos. E educação entra como algo indiscutível nesse sentido.

- Hoje nós temos uma condição acima da média para os padrões do Brasil, e damos muito valor a isso. Mas ao colocar no papel os custos reais de se assumir filhos aqui, chega a ser assustador. Moramos em Curitiba e sei que, caso eu foque em uma educação de excelência, terei de arcar com algo entre R$ 5k a R$ 10k mensais para dois filhos — somente em termos de escola. Isso levando em consideração o nosso consenso de que gostaríamos que minha esposa passasse a fase inicial da criação em função deles. E a escola seria apenas uma das facetas do custo total.

- Um detalhe importante: somos pessoas simples e não visamos luxo. O básico é e sempre será suficiente para nós. Mas é justamente em cima disso que não consigo entender o que não estou enxergando ao comparar as diferenças de custo de vida.

- Entendo a possibilidade de trabalhar para fora estando aqui no Brasil (ganhar em dólar/euro e manter o padrão). Mas também assumo que não gostaria de viver em função de trabalho. Sinceramente, caso o Estado me garanta o básico bem feito lá fora, me imagino tendo a possibilidade de ter mais tempo para viver em função da minha família.

Espero que tenha ficado claro o meu ponto. O que estou deixando passar nessa matemática? Quaisquer relatos pessoais e perspectivas são bem-vindos.

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u/socanblyat — 8 days ago

Em breve farei uma visita pela primeira vez depois de me mudar para o exterior há uns anos, estou refletindo em o que posso trazer de volta para aproveitar a visita e gostaria de ouvir de quem já fez isso para ter novas ideias. Penso em coisas como Havaianas, produtos alimentícios que não encontro lá fora (paçoca!) etc...

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u/Dan_Cas — 13 days ago

Estudar e trabalhar na França

Olá, gente!

Gostaria de ler relatos de pessoas que foram pra França estudar e precisaram trabalhar para financiar os estudos pq estou numa situação de grande dúvida sobre tentar viver a mesma experiência.

Minha situação:

Sou formada em arquitetura e apliquei para fazer um master em algumas universidades francesas e fui aceita (visto de estudante de longa duração).

Eu ja tenho fluência no idioma e por mais de um ano tenho juntado dinheiro, o q me permitiu economizar cerca de 30 k. Esse valor vai me ajudar nos gastos que vou ter, o q me ajudaria por uns 2-3 meses, pelos cálculos que fiz. Ou seja, precisarei trabalhar para continuar estudando, o q nao é problema pra mim.

A questao é, pelo que pesquisei, os horarios de aulas sao completamente aleatórios na França. Um dia tem aula ate a tarde, outro dia começa a tarde e vai ate a noite, o q dificulta, de certa forma, ter um emprego. Sei que muita gente vive essa realidade e ja conversei com algumas pessoas anos atrás.

A maioria diz que é difícil (o q eu ja sei) e tem suas limitações; conciliar os estudos e trabalho, a questão do limite de horas para trabalhar e o quanto a pessoa vai levantar pra se manter lá.

Eu quero muito ir pq é um objetico de vida e profissional, mas sou muito racional e analiso detalhadamente cada possibilidade pq nao quero agir por emoção e me colocar em uma situação difícil. Nao vou ter suporte financeiro consistente; meu pai pode me ajudar com alguma quantia, mas bem pouca mesmo. Sei que se eu for, nao vou virar moradora de rua e tal; tenho uma familia que me ajuda em tudo e meu irmão mora na Alemanha, entao se eu precisar de algo, posso solicitar. Contudo, nao quero ficar pedindo ajuda, ate pq cada pessoa tem sua vida e seus gastos e por isso gostaria de saber mais relatos de quem viveu essa experiência.

Desde já, agradecida!

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u/Defiant_Diamond2769 — 1 day ago

Contexto: assinei um contrato de 9 meses em um hotel na Ilha de Creta, Grécia. Escala 6x1 pra trabalhar com no kids club, q seria ficar brincando com os filhos dos hóspedes.

Mas chegando aqui, vi que moraria num vilajero longe de tudo, estou morando com pessoas mais jovens quais nao me identifiquei e até esta virando um ranço. Por estar nesse vilajero, precisamos de carro pra dar role ou fazer qualquer coisa extra, e eu dependo das duas minas que moram comigo pra carona e tudo, pois eu não dirijo. Então, elas decidiram alugar o carro, e tive q dar 250 euros de aluguel ate junho mais gasolina.

Além de tudo isso, estou com fobia de estrada pois uns 3 anos atrás, sofri um acidente de carro o qual capotou e varias vezes sinto que vai rolar algum acidente.

E vocês sabem como o salário da Grécia é ruim, na real estou ganhando o mesmo que ganhava no Brasil, só aceitei esse emprego pois é aquele esquema de tudo incluso - acomodação, comida, passagem de ida e volta (tive q pagar uma caução de 300 euros) - e achei que poderia juntar uma grana aqui pra continuar mochilando.

Porém, mentalmente tá foda... estou pensando em desistir em Junho e perder essa caução que eu dei.

Me sinto mal de estar afastada de tudo e não poder ter independência pra ir e vir pros lugares.

O que vocês acham?

Edit: tenho uma outra oportunidade nas dolomitas com o msm cargo porém receio de trocar 6 por meia dúzia e o medo de estar afastada continuar... nao sei pra onde iria pois estou nômade desde janeiro, tô aplicandi bastante cv

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u/Fried0Falafel — 10 days ago

Tenho 23 anos, sou engenheiro eletrônico (formado em julho/2025) e comecei a trabalhar na área offshore no mês seguinte.

Recentemente, vi uma vaga boa mas fora das minhas qualificações. Apliquei no "vamo vê". Fui aprovado milagrosamente, começo a trabalhar 01/07/2026.

  • Vou trabalhar em Hamburgo e, considerando adicionais do offshore, meu salário será pouco acima de €80.000/ano bruto, incluindo os adicionais. Trabalho em regime de projeto, não de escala.
  • A empresa pede que eu more próximo de Hamburgo. Ocasionalmente tenho que ir ao escritório, mas não é frequente. Mais importante é morar "perto" de um aeroporto. Estou pensando em morar em uma cidade menor, não muito longe de Hamburgo e do aeroporto.
  • Sou cidadão austríaco, então não preciso de visto. Sei que preconceito é algo que sempre é mencionado nos posts daqui. E sem dúvida qualquer um que conversar comigo vai saber que não sou alemão. Mas não acho que a minha aparência vai ser problema.
  • Meu alemão é básico: estudei há alguns anos e estou retomando agora. Para o emprego preciso apenas de inglês.
  • Estou em um relacionamento há 5 anos. Minha namorada é professora e pretende ir futuramente, após aprender alemão. Nesse momento penso em casar com ela com divisão total de bens (ou um equivalente), pra ela poder morar e trabalhar legalmente.

Eu tô bem perdido com essa mudança... É algo que eu sempre quis mas não achei que aconteceria agora na minha vida. Qualquer conselho é bem vindo, mas tenho algumas perguntas específicas:

  • Quanto devo gastar com custos básicos, com entretenimento e quanto separo para investir? Como e no que investem na Alemanha? Alguma dica de pra onde levar meu dindin do Brasil pra Alemanha?
  • Devo me mudar com quanto tempo de antecedência pra procurar imóvel? Alguma dica pra procura de imóveis, tipo preocupações ou plataformas pra usar/não usar?
  • Consigo me virar por alguns meses sabendo só inglês, enquanto aprendo alemão?
  • Se algum professor daqui mudou pra Alemanha, como foi essa transição?

Obrigado pela ajuda!

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u/AtemGansei — 7 days ago

Olá pessoal. Só pra dar o contexto: moro na Alemanha há 1 ano. Recentemente descobri que estou grávida e tem sido um período extremamente dificil pois estou tendo náuseas 24/7. Eu sou médica e conheco a medicina aqui muito bem: médicos aqui são extremamente conservadores em passar qualquer tipo de medicamento pro paciente (por isso um dos maiores memes com a Medicina na Alemanha é que se vc for pra um médico aqui, ele vai te passar um chá - o que realmente é verdade). Então apesar de eu implorar, mostrar que estou perdendo peso e que não consigo comer, eles não me dão nenhum remédio a mais além de um anti alérgico (é um remédio usado pra nauseas na medicina). Mas um simples Vonau aqui precisa de receita.

Meu marido é brasileiro também e viemos por vontade própria mesmo por causa da oportunidade de transferência. Financeiramente, nossa vida era confortável no Brasil, mas decidimos vir principalmente pelo motivo da segurança (eu AMO andar a pé e amo transporte público, odeio carro, ter que procurar estacionamento, manutenção de carro, etc). O problema é que nesse 1o ano eu acho que o positivo que ganhei, apesar de MUITO bom, não sei realmente se superou o negativo. Eu AMO estar em contato com as mil possibilidades culturais que aqui oferece, amo teatro, musicais, museus, etc. Mas em relação a espetáculos, basicamente eu só aproveito quando tem espetáculos em inglês (eu preciso ser C1 pra revalidar meu diploma e a língua não é fácil). Pra mim tem sido muito dificil aprender a língua, mesmo eu esforcando pra estudar todo dia, pois eu não me conecto à cultura. Eu aprendi inglês muito rápido pois a língua é o meu dia a dia: eu gosto dos jogos, músicas, filmes, livros, etc em inglês.

Eu nunca me adaptei à comida na Alemanha também. Claro que eu adoro ter a possibilidade de morar numa cidade onde tem restaurantes do mundo todo, mas sinceramente, eu sinto falta demais da nossa comida. E acho que a “comida média” que vc acha por aqui (mesmo a não-alemã) não tem a mesma qualidade das que vocês acha no Brasil.

A burocracia tem me matado. Tudo precisa de documento fisico, tudo precisa mandar carta ou fax. Nada se resolve por email ou whatsapp. Nada é digitalizado.

A falta de sol também mexeu mais com o meu emocional do que eu achava que mexeria. Eu realmente achei que não fosse me
Importar (nao me importo com frio e continuei nao me importando aqui), mas o sol faz mais falta pro meu humor do que imaginei.

E a questão dos alemães. Eu odeio estereótipos e é claro que encontrei alemães legais aqui. Mas sendo bem sincera, foram tantas situações ruins que hoje eu tenho até medo de interagir com eles por medo de levar patadas e gritos.

Pra terminar, a coisa que mais tem me assustado é dar a luz aqui. A coisa é tão absurda que você simplesmente não tem como ter acompanhante a noite aqui após dar a luz se você não conseguir um quarto particular pra vc (que sao bem raros). Eu tenho uma ma formacao no utero que me impede de ter parto normal, então após uma cirurgia de cesárea terei que cuidar sozinha, com dor (eles raramente dao remedios pro pos cesarea) de um bebe rescem nascido caso eu nao “ganhe na loteria” e consiga um quarto privado.

Eu fico pensando em criar uma criança nesse mundo e fico muito nervosa. Eu odeio o modo como a Medicina está no Brasil. Você tem que ter instagram caso queira ser médico, senão nao consegue clientela e ter feito decadas de especializacao nao te dao nenhuma vantagem em relacao a alguem sem formacao alguma mas que tem QI (quem indica).

Desculpem o post longo e negativo, é mais um desabafo. Mas fico pensando que se estou assim com 1 ano, eu nao sei se deveria ficar mais tempo aqui. Será que nao estou vendo a situacao como um todo?
Se voltássemos pro Brasil teriamos que ir pra SP capital por causa do emprego do meu marido e isso me preocupa por causa da segurança.

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u/Angelgirl90 — 6 days ago

Voltar pro Brasil sendo/depois de ficar rico no exterior (Europa/Holanda)? Qualidade de vida e crescimento financeiro a longo prazo podem se comparar?

Tenho 20 e poucos, vim pra Holanda 2 anos atrás pra fazer faculdade, sem objetivo de voltar. Sempre tive uma vida muito boa no Brasil sinceramente, tipo, meus dois pais ganham individualmente bem mais do que as métricas de renda familiar pra classe A/alta, então muitos dos problemas que o povo comenta aqui sobre o Brasil eu nunca vivi. A segurança, claro, incomoda qualquer um, já fui assaltado quando criança, e sempre tem aquele medo na rua e em lugares públicos, mas ainda assim vivo em uma bolha relativamente segura.

Vim pra Holanda não só pela faculdade, tava mal da cabeça e precisava de uma mudança drástica de ambiente. E me fez muito bem, muito mesmo. Me encontrei academica e profissionalmente, consegui criar uma visão muito clara do que quero pro meu futuro, e tô numa situação muito boa já no presente.

Mas não foi só flores também. Meus pais me dão uma ajuda desde que cheguei, mas não chega perto de suficiente pra bancar minha vida. No meu primeiro ano trabalhei quase integral em subemprego, tipo garçom, lavando banheiro, lavando cozinha de restaurante, etc, tudo isso enquanto também estudando integral. (Sou muito grato a essas experiências, mudou minha perspectiva do mundo, me ensinou bastnate, me tirou da bolha que sempre vivi)

No comeco do segundo ano peguei um bom estágio, e agora consegui um emprego muito bom na minha área, que paga muito bem, e tô comecando a juntar uma grana boa. Paralelamente, comecei uma empresa que ta dando certo, e se continuar o potencial é muito alto.

Falta um ano pra me formar na facul, e depois quero fazer um MSc, que pra minha área é um ano só, então daqui 2 anos estaria livre geograficamente no quesito acadêmico. Minha projeção financeira é acabar esse ano com €100k investidos aqui e R$50k no Brasil, e acabar o mestrado com €220k aqui e R$120k lá, com uma carreira bem atraente, e com potencialmente uma empresa faturando mais do que meus investimentos, que consigo gerir remotamente sem problemas. Então minha situação financeira, tanto aqui quanto no Brasil, tá bem bacana. Aqui um pouco mais comum e "na média", mas no Brasil com certeza daria pra chegar já com uma vida bem confortável.

Agora, recentemente ando pensando muito em voltar. Os invernos acabam comigo, sair de casa 7 da manhã pra pedalar na chuva e neve no escuro e temperatura negativa, a comida é péssima, os impostos pra quem tem dinheiro são obscenos (o Brasil parece até um milagre quando comparado, de verdade), fiz bons amigos nesse tempo, mas nada se compara aos que tenho no Brasil. Vejo meus avós envelhecendo e tendo problemas de saúde (dois deles já faleceram infelizmente), vejo meus pais envelhecendo e tendo problemas parecidos, e sei lá, fico pensando em voltar. Recentemente no trabalho tive contato com clientes e colegas brasileiros, e tomei um choque reverso de cultura, parece que a minha luz interna voltou depois de todo o cinza que aqui me deu. Saudade do calor, da comida, da família, dos meus amigos, das pessoas, da cultura, a natureza...

Agora, estou num dilema que é aquele pensamento, que eu acho ser falacioso mas não consigo tirar da cabeça, de que voltar pro Brasil é um regresso. Fico pensando se vou me dar muito mal financeiramente a longo prazo, tipo se minha carreira vai ser muito prejudicada e se a longo prazo eu teria muito menos dinheiro do que se ficasse aqui, e isso me pega bastante, porque, sendo transparente, ter bastante dinheiro é um dos meus maiores objetivos. Quero ser realmente rico. E fico na dúvida se no Brasil consigo ficar tão rico quanto conseguiria aqui. Mas também vi recentemente pessoas falando que, quando você já tá bem de vida, o Brasil pode ser melhor pra enriquecer muito do que a Europa. E, óbvio, fico na dúvida sobre qualidade de vida, aqui eu posso sair andando na rua de madrugada com celular e fone e não acontece nada, é muito seguro. Mas ao mesmo tempo, mesmo com minha condição atual, sinto que não melhorou muito desde a época que cheguei, continuo morando em um ap minúsculo e velho pagando uma fortuna, passando os mesmos perrengues, o mesmo frio, e no BR poderia ter um ap ou casa bem mais confortável, e acesso a muito mais luxo.

Alguém já passou/está em situação parecida? Que fez uma grana boa fora e voltou ao Brasil? Qual o feedback em qualidade de vida, em oportunidades pra continuar crescendo financeiramente? É mesmo um regresso e um choque negativo, ou pode realmente ser melhor?

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u/Dry_Comedian_537 — 4 days ago

Pessoal que imigrou recentemente, quanto tempo vocês demoraram pra achar um emprego em outro país?

Não precisa ser necessariamente um emprego na sua área, é emprego no geral. Garçom, repositor, auxiliar administrativo, qualquer coisa. Quanto tempo vocês demoraram pra conseguir um emprego no país que vocês escolheram pra imigrar?

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u/therealspeedz — 4 days ago