r/EscritoresBrasil

Ser escritor(a) é uma carreira ingrata.

Se eu fosse depender dos meus livros eu morreria de fome.

Você passa meses, às vezes anos, escrevendo uma história, revisando, cortando cenas, melhorando personagens, colocando sentimento em cada detalhe… e no fim parece que ninguém sequer vê que seu livro existe.
E o mais frustrante é perceber que, muitas vezes, não basta escrever bem.
Se você não tem dinheiro pra investir pesado em divulgação, não é famoso, não entende de algoritmo, marketing, edição de vídeo, estética de feed e produção constante de conteúdo… parece que já começa em desvantagem.
Tem dias que sinto que autores independentes precisam gastar mais energia tentando alcançar leitores do que realmente escrevendo.

E isso desanima um pouco, porque escrever já exige tanto emocionalmente. Você coloca partes suas na história sem garantia nenhuma de retorno, leitura ou reconhecimento.
Vocês também sentem essa pressão de precisar “vender” a si mesmos o tempo todo para terem alguma chance?

Comecei escrevendo por amar ler, e descobri que sou boa nisso. Mas ninguém da minha família gosta de ler pra poder me ajudar. E estranhos não estão nem aí pro seu trabalho. :/

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u/safiraescrita — 15 hours ago

Alguém aqui tem Wattpad? Qual o segredo pra aparecer nas buscas e ser lido pelas pessoas?

Eu postei alguns contos, mas meus livros de 0 visualizações. Existem alguma coisa a se fazer alem de usar hashtags pra que os livros apareçam pros outros ou algo como criar um post no reddit pra que outras pessoas vejam?

Meu Wattpad é https://www.wattpad.com/user/dosto-yeye

u/dosto-yeyeye-vski — 1 day ago

Começar ou planejar tudo primeiro?

Então, tem uma light novel que estou conceituando tem um tempo, escrevi a base da ideia tem uns dois anos, mas só agora voltei pra ela pra desenvolver melhor e aprimorar. Mas minha dúvida é se vale a pena começar a escrever capítulos antes de já ter tudo planejado + bem definido pra evitar possíveis incoerências na trama.

Eu escrevo por hobbie desde os 11 anos (agora tenho 20+), e notei que essa questão sempre me trava.

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u/BlackWaizer — 13 hours ago

A maioria dos escritores de ficção realmente escrevem livros baseados na sua vida?

Na maioria dos filmes que eu assisti sobre escritores, as suas histórias eram baseadas em histórias da sua própria vida. Eu escrevo às vezes uma história baseada em meus sentimentos sobre a vida, mas eu realmente não teria coragem de publicar, acho que me sentiria exposta e não sei se alguém leria uma história sem grandes aventuras ou controvérsias, haha. Mas eu entendo que todo livro de certa forma fala sobre quem escreveu.

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u/Yuki_486 — 17 hours ago

Escritores acusados de usar IA: esse medo é coletivo?

Olá, autores, tudo bem? Essa é minha primeira vez, e decidi criar conta só para isso.

Bem, escrevo há dez anos, sou uma autora de romances e recentemente comecei minha carreira de escritora oficial, criei contas, publiquei meus livros… e tudo certo.

Eu escrevo com a técnica deep pov há tempos, eu estudei sobre ela, aprimorei bastante, tenho um processo criativo, tudo…

Um problema? A internet! 🤡

Eu vejo que muitas pessoas acham que texto curto é IA, gerado por IA, e etc, e isso tem me dado um certo pânico. Nunca usei IA para escrever, tenho uma beta reader, inclusive, meu processo de escrita é bem normal.

Por que isso me afeta? Sou uma pessoa muito nervosa, sofro de uma ansiedade quase assustadora. E eu MORRO de medo de acharem que eu uso IA, principalmente porque eu vejo como as pessoas não sabem diferenciar de fato, só apontam o dedo e julgam.

Minha questão aqui é: você, autor, tem esse medo também? Esse medo de ser confundido com IA é um medo ‘coletivo’? Eu falei com outras escritoras antes, e muitas têm esse medo.

Então eu quis conferir. Não me julguem, eu sou meio desligada disso de tecnologia, mas hate sempre foi algo que me deixou pensativa.

E não, nunca fui acusada de usar IA, o lance é: e se acusarem? Vocês tem esse medo também? 🥹

ATUALIZAÇÃO

Obrigada a todos que comentaram 🤍 eu vim dizer que, graças aos relatos de outros autores, percebi uma coisa que eu não estava enxergando direito.

Meu medo maior é por conta da minha ansiedade maluca. Eu acho que associei (ser acusada de IA = fim de carreira e hate massivo) não sei, depois daquele caso com o livro Shy Girl, observei isso de perto…

Então fiquei num meio termo, ainda mais porque muitas pessoas juram que parágrafo curto ou direto é IA (tem gente até comentando em notícia oficial de veículos grandes, dizendo ser IA)

Com esse post percebi que os autores não tinham muito esse medo como eu, a maioria é só “que se foda” e eu percebi que tudo era 80% ansiedade.

Muito obrigada à todos! ❤️ mas para quem chegar agora, por favor, deixe seu comentário explicando se você tem algum medo com isso também, eu adoraria ler.

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u/InternationalBig6662 — 2 days ago

Revisor sofre: Os vícios de escrita que mais chegam para mim.

Fala, escritores.

Revisando texto dos amigos pra pegar experiência, comecei a notar uns padrões que se repetem MUITO em 90% dos originais que chegam.

Não sou a ABNT encarnado nem nada, só queria trocar ideia sobre isso porque apanhei pra aprender.

Os 3 erros que mais vejo e que fodem um texto bom:

  1. Eco de palavras: O personagem "olhou" 8x na mesma página. Ou "então" vira muleta todo parágrafo. A gente não percebe escrevendo, mas lendo dói.

  2. Diálogo de robô: Todo mundo fala igual. Falta tic de linguagem, pausa, jeito. O chefe fala igual a estagiária. Quebra a imersão total.

  3. Vírgula criminosa: Aquela vírgula entre sujeito e verbo. "O protagonista, morreu." Meu olho sangra KKK

O pior é que o autor NUNCA vê no próprio texto. Cérebro autocompleta e acha que tá lindo. Eu mesmo releio meus contos 10x e só vejo a cagada 1 semana depois.

Aí fica a pergunta pra vocês que escrevem todo dia: qual erro de revisão vocês mais cometem e só percebem tarde demais? Ou qual erro alheio te tira do sério?

Bora fazer uma lista coletiva de "nunca mais vou fazer isso" pra todo mundo evoluir.

PS: Se tiverem dica de livro sobre autocrítica/revisão, aceito.

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u/Standard-Wrap3315 — 7 days ago

Ajuda com escrita. Dica de livros e técnicas para melhorar.

Sou leitor assíduo desde os 15 anos e desde sempre escrevo poesias, mas de um tempo para cá decidi passar a escrever thrillers polícias, entendo bastante da área.

O problema é que me falta técnica de construção de história, tenho o roteiro em mente mas o detalhamento, os conflitos e a execução em sí não saem, não consigo tirar o que tenho na cabeça e por no papel.

Não se trata de bloqueio, acredito, se trata de falta de técnica e experiência. Aos escritores, como vocês começaram?

Em poesia por exemplo, eu posso pegar qualquer coisa e destrincho em um poema bom ou no mínimo aceitável. No romance as ideias se acumulam mas eu não consigo dar corpo à elas, isso é bem frustrante principalmente por eu ter histórias reais para contar.

Consegui criar o primeiro capítulo, como se fosse um conto. E acredito que ficou bom, mas o restante não sai.

Pensei em usar o chat gpt para me auxiliar mas tenho um pouco de preconceito por saber que ele faz uma cópia de escritores existentes. Devo superar esse preconceito e assumir minha deficiência ou existe um meio de eu próprio desenvolver isso?

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u/John_Galt_777 — 2 days ago

Eu não uso Inteligência Artificial para escrever. MAS COMO FAZER MEU LEITOR ACREDITAR NISSO?

Seguinte... Escrevo desde minha adolescência. Estou hoje com 39 anos e posso dizer que tenho experiência com a escrita (visto que já trabalhei até com revisão).

Mas ultimamente tenho me frustrado com alguns leitores que me acusam de ter usado Inteligência artificial para escrever meus livros. A parte bizarra é que acusam isso para livros lançados quando nem existia Chat GPT. Mas ok, nesse caso tem como comprovar que o leitor é que está sendo ignorante (basta ver a data de publicação).

Mas e para os textos atuais?

MINHA QUESTÃO É ESSA: como vocês, escritores, fazem para atestar que suas histórias são "livres de IA" numa época onde escrever com a ajuda de robôs se tornou algo banal?

Devo cometer erros propositais para perceberem que é feito por um humano? Desculpe, a pergunta é retórica, pois sei que é besteira.

Então... o que fazer para garantirmos ao leitor que nosso texto é NOSSO TEXTO?

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u/MeuOuvidoTaZunindo — 6 days ago

O que vocês acham de usar o Catarse para publicar livros de forma independente?

​

Oi, pessoal!

Estou pensando em publicar um livro de forma independente usando financiamento coletivo pelo Catarse e queria saber a opinião de quem já participou de projetos assim — tanto como autor quanto como apoiador.

Vocês costumam comprar livros por financiamento coletivo?

O que faz vocês confiarem (ou não) em um projeto?

Acham que vale a pena para autores independentes?

Também queria saber:

O que vocês gostam de receber como recompensa?

Prefere livro físico, e-book ou edições especiais?

Existe algo que faz vocês desistirem de apoiar um projeto?

Alguma dica importante para quem vai lançar uma campanha pela primeira vez?

Toda sugestão ou experiência é muito bem-vinda. Quero entender melhor como as pessoas enxergam esse tipo de publicação hoje em dia.

Obrigada!

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u/Barbaragotardo — 15 hours ago

Procuro coautor(a)

Olá, estou escrevendo um livro de fantasia romântica e já tenho todo o conteúdo em mente, mas finalizei agora o primeiro capítulo, como ainda estou no início e não quero desanimar estou procurando alguém para dividir esse trabalho comigo.

Para quem tiver curiosidade e experiência com a escrita, vou mandar o manuscrito do primeiro capítulo para que veja se interessa.

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Me envie seu conteúdo e eu te dou um feedback REAL.

Tendo em vista a preocupação da moderação com a falta de feedbacks reais e o acumulo de pessoas pedindo feedbacks, decidi criar esse post.

Sou um leitor assíduo de fantasia.

Estou fazendo um estudo sobre escrita de forma geral. Nada oficial, apenas uma maneira de devolver a esta comunidade as benfeitorias que tenho colhido desde que cheguei aqui e, consequentemente, ampliar meu próprio conhecimento.

Posso garantir que meu feedback será intuitivo e respeitará o seu estilo, sem jamais apontar que a sua ESSÊNCIA ou MÉTODO de escrita estão errados.

O intuito é ajudar!

Aceito qualquer tipo de material, em qualquer tema, desde que não seja muito longo.

Me envie no privado.

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u/Personal_Pass1229 — 6 days ago
▲ 13 r/EscritoresBrasil+1 crossposts

FEEDBACK. Sinopse: Um caçador errante percorre o sertão nordestino em busca de criaturas folclóricas

(LEIA O TEXTO E ME PROPONHO A LER O SEU TAMBÉM) Essa é apenas uma parte do texto, caso você tenha se interessado e queira ler o resto (aproximadamente 07 páginas), me chame no PV que eu envio. Lembrando que se você ler as 07 páginas e me fizer um feedback, eu receberei de bom grado um texto seu pra ler e avaliar também :). Aí está o texto:

PARTE I

Dei o último gole d’água no cantil quando o sol atingiu o ponto mais alto. Nem sinal de rio perto. A comida havia acabado há dois dias, e a fome começava a apertar. Olhei pra minha égua e fiquei preocupado. Tava cabisbaixa… nem me cutucava mais como costumava fazer quando sentia sede. Além da estrada, só tinha mato seco, pés de coco babaçu e barro. Mas, segundo o que falaram há quarenta léguas, era só seguir mais quarenta léguas pra achar Oitizal. Acontece que andamos tudo isso e chegamos em outro lugar. Lá, disseram que era só andar mais tantas léguas, mas em outra direção. Agora já nem sei mais quantas léguas eles disseram, nem se tava na direção certa. Mas não podia parar. Parar aqui podia significar a morte, então guardei o cantil no alforje e montei na égua. Ela raspou a pata no chão e seguiu em passos lentos, tão lentos que a gente quase não avançava.
— Calma… já não deve tá muito longe — disse, passando a mão na sua crina. — Se anima, vai.
Mas falar não adiantava. Ela relinchou alto e jogou a cabeça pra cima, protestando. Pensei em cantar a música que ela gostava, mas perdi as palavras quando vi algo no horizonte. Será que tava ficando louco? Esse sol bem que podia deixar um doido. Se as plantas tivessem juízo, certamente endoidariam.  Mas ao invés disso elas murchavam. Até que murchar não parecia tão ruim.
Ajustei os óculos escuros na cara e cerrei os olhos para ter certeza. Numa quase miragem, vi surgir ao longe o que pareceu ser o letreiro de uma cidade. Seria Oitizal, ou estaria novamente a quarenta léguas de distância?
A minha égua tinha a vista melhor que a minha, então nem precisei de esforço para que ela começasse um galope firme em direção à cidade. Um sorriso apareceu quando vi o letreiro com “Oitizal” escrito se aproximando, mas sumiu assim que passamos por baixo dele. A cidade não dava alegria.
As ruas de chão estavam vazias e o mato crescia nas laterais. As casinhas eram de taipa, com uma ou outra tendo o luxo dos tijolos. Conforme avançávamos, percebi o porquê do nome da cidade. Havia um pé de oiti na frente de cada casa. Essas árvores não eram muito bem vistas: faziam muita sujeira e as raízes costumavam quebrar as calçadas. Mas em Oitizal isso era o de menos. Não havia calçadas para serem quebradas, e a sujeira tampouco incomodava. O que um oiti oferece de melhor é a cobertura. Um gato e um cachorro brigavam pela sombra de uma das árvores, e me senti tentado a deitar no meio dos dois pra descansar. Mas tinha que encontrar gente, já que os bichos não iam responder minhas perguntas. Puxei o chapéu para baixo e limpei o suor da testa pra que não entrasse no meu olho. Pelo calor que fazia, julguei que já passava das treze horas: hora da sesta.
— Por isso não tem ninguém por aí — comentei baixo. A maioria das pessoas considera que o hábito de falar sozinho é coisa de gente maluca. Pra mim era o contrário… doido eu ficaria se não falasse. A companhia da égua era boa, mas manter uma conversa ficava difícil às vezes. Essas ruas desertas me deixaram um pouco escabriado. Com tudo vazio, não tinha ninguém pra conversar… ninguém pra interrogar.
As pessoas não estavam na rua, mas olhavam pra ela. Vi uma janela abrir aqui, outra porta ali. Só o bastante pros curiosos verem quem chegou. Mas ninguém ousou sair. Não era só a sesta que os arrastava pra casa.
Mais à frente a rua terminava num boteco. Era um casebre quadrado, pintado de azul e com as janelas bem pequenas, quase no teto. Não sabia se agradecia ou reclamava. Por um lado, era certo que encontraria gente ali: o único lugar em cidades como essa que havia gente toda hora eram os bares. Porém, também fiquei receoso. Nada de bom acontece num boteco, e algo me dizia que esse não seria diferente. Tinha coisa fedorenta ali. Ou será que era o cheiro de mijo de bêbado no pé do muro?
De qualquer forma, amarrei minha égua à sombra de um oiti. Fui determinado a entrar, mas parei na frente da porta pra ver se meu punhal ainda tava na cinta. Ai de mim entrar lá sem ele. Só tinha dois lugares em que eu nunca ia desarmado: os bares e os cabarés. Dei um sorriso quando minhas mãos encontraram a bainha de couro e o cabo de osso. Respirei fundo e entrei.
Lá dentro o ambiente era escuro e mais quente ainda do que do lado de fora. Um silêncio que só era atrapalhado pelo zunir dos ventiladores pairava no ar. Além de mim, tinha outros três peões sentados numa mesa de ferro enferrujado, bebendo cachaça e jogando cartas. Indo ao balcão, passei por eles e baixei o chapéu, mas eles não devolveram o gesto. A atendente era uma mulher de feições gentis, mas que me olhou feio quando cheguei.
— Me dê um copo d’água. E um sorriso pra agradar a vista — disse, tomando assento. O balcão de pedra tava sujo de cerveja seca, e a manga do meu gibão ficou preguenta quando me apoiei. Logo veio a água, mas não tive sorte com o sorriso.
Ela me encarou com desgosto, mas esse gesto já era comum. Bastava notarem minha pele pálida e unhas rosadas que a expressão aparecia automaticamente. Dei um gole rápido, aproveitando a sensação da água gelada descendo. Se não fosse esse alívio, podia jurar que meu corpo ia cozinhar por dentro.
— O senhor não é daqui, né? — ela perguntou, sem me olhar diretamente.
— Não… não sou daqui — olhei pra ela por cima dos óculos. Meus olhos vermelhos geralmente assustavam as pessoas, mas a mulher não pareceu tão impressionada. Essas pessoas que trabalham em lugares meio sombrios são sempre difíceis de se encabular. — Vim de longe… de muito longe.
Ela franziu o cenho e não disse mais nada. Atrás de mim, os homens continuavam no silencioso jogo de cartas, mas algo me dizia que agora prestavam menos atenção na partida do que antes de eu entrar.
— Arrume água pra minha égua também. Está amarrada ali na frente.
Joguei duas notas sobre o balcão. Com um gesto, ela chamou um rapazinho franzino que estava deitado no chão atrás dela, e logo ele saiu com um balde. Até que a espelunca não era tão ruim. Tá certo que o banco era duro e desnivelado, e que parecia que eu tava dentro de um forno, mas se eu começasse a lembrar dos dias dormindo na estrada logo tudo ficava bom. Lembrar da viagem me fez recordar do porquê de eu ter entrado nesse bar pra começo de conversa.
— Aliás… a senhora sabe algo sobre isso? — Tirei do bolso um cartaz dobrado, gasto, mas ainda legível. Abri ele sobre o balcão e estiquei bem para que ela visse.
— Não sei ler — confessou.
— Pois eu leio — limpei a garganta e comecei. — “A quem interessar, a cidade de Oitizal, na figura do prefeito Wilson, estabelece recompensa de trinta mil contos de réis àquele que investigar e dar cabo das mortes estranhas ocorridas na região.”
Assim que eu terminei de ler, senti os olhos sobre mim. Olhei de soslaio pra trás e percebi que os homens agora recolhiam as cartas. Será que me chamariam pra jogar? Eu bem que gostaria. A mulher se afastou e começou a limpar uns copos com um pano que mais parecia sujar.
— O senhor é cangaceiro? — perguntou com cautela.
— Não.
— Então… é um volante?
— Também não — respondi, já aborrecido. De novo era eu a responder perguntas. Parece que ali não ia conseguir nada. — Onde encontro o prefeito?
Ela fez menção de abrir a boca, mas o barulho ruidoso de alguém puxando a cadeira do meu lado a interrompeu. Um galego gordo e bem queimado de sol sentou quase colado em mim. Ele tinha um buraco na alpercata, que fazia seu dedo mindinho ficar parecendo uma salsicha escapando do calçado. Atrás dele seguiram os outros dois, se curvando sob o balcão. Agora as coisas ficariam interessantes…
— Precisam de mais um jogador? — perguntei, olhando o volume do baralho no bolso do galego. — Eu sou bom no truco, no burro, no vinte e um…
Na verdade, ele não parecia querer jogar. Tinha a cara de quem havia saído com muitas mãos ruins, mas algo me dizia que era outra coisa que o incomodava.
— Não. Na verdade, eu queria saber quem é você — ele disse e virou a cadeira pra mim. Suas mãos se fecharam nas coxas. — E principalmente o que faz aqui em Oitizal. 
Mais perguntas pra me injuriar.
— Tá fazendo interrogatório, é? — brinquei com um sorriso, mas ninguém além de mim achou graça. — Não tenho que ficar te dando satisfação, não.
— Tu é bem engraçadinho, né? Mas o que tem de graça tem de desgraça. Nunca vi um homem esquisito assim… todo branco. Parece até que já tá morto — ele levantou uma mecha do meu cabelo e ficou analisando meu rosto. O miserável tava tão perto que dava até pra sentir o bafo de cachaça.

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u/RedBr9898 — 2 days ago

Dúvida sobre leitores beta

Sempre vi esse termo, mas nunca realmente pensei na possibilidade, na opiniões de vocês e necessário ter pelo menos um leitor beta? Ou vocês acham que vai de autor para autor?

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u/Ornery-Hold9595 — 2 days ago

Finalmente comecei a postar minha primeira história

Depois de muito tempo só pensando em ideias e deixando tudo parado, finalmente comecei a postar minha primeira web novel.

Ela se chama “Dissonância” e mistura mistério, fantasia e uma pegada mais psicológica.

Tô tentando construir o mundo aos poucos, principalmente a parte do fenômeno da história e das criaturas chamadas Dissonantes.

Ainda tenho muito pra aprender sobre escrita, mas honestamente está sendo divertido ver a história finalmente tomando forma.

Pra quem também escreve:

vocês costumam planejar tudo antes ou descobrem partes da história enquanto escrevem?

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u/ThatOpposite8553 — 5 days ago

☕ Taverna Semanal do r/EscritoresBrasil | Leituras, projetos, bloqueios criativos e pequenas obsessões literárias

Bem-vindos à Taverna Semanal do r/EscritoresBrasil

A fogueira está acesa, o café esfriou pela terceira vez e alguém certamente acabou de reescrever o mesmo parágrafo por duas horas seguidas.

Esta thread existe para conversarmos de maneira livre e próxima da comunidade.

📚 O que tu andas lendo?

Livros, mangás, artigos, fanfics proibidas pelos deuses, bula de remédio escrita como alta fantasia... tudo vale.

✍️ Como estão teus projetos?

Conte-nos sobre:

  • metas da semana;
  • bloqueios criativos;
  • cenas favoritas;
  • dificuldades;
  • vitórias minúsculas que parecem épicas às 2h da manhã.

🎬 O que te inspirou recentemente?

Filmes, séries, músicas, jogos, podcasts ou qualquer obra que tenha despertado aquela vontade perigosa de começar MAIS UM projeto.

❓ Pergunta sincera dos moderadores!

Qual é o clichê literário que tu amas mesmo sabendo que deveria ter morrido há séculos?

Comentem nos posts uns dos outros. Descubram escritores novos. Formem alianças temporárias dignas da política romana em seus últimos anos.

Tenham uma ótima semana e escrevam algo que faça alguém sentir alguma coisa.

Cordialmente,

Equipe Escritores Brasil

u/HugoLupino — 4 days ago

Preciso de ajuda

Recentemente estou desenvolvendo uma historia de multiplo protagonista. Eu ainda estou na fase de desenvolvimento dos personagens, e ai que esta o problema

Eu foquei tanto em apenas um protagonista expecifico que agora to com dificuldade em desenvolver os outros

E sempre que eu tento eles parecem que ficam muito razos ou cliches

Oq eu faço???

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u/Jay_Jay_1402 — 2 days ago

Morte de personagens principais

O que vocês acham de histórias em que o personagem principal morre? Eu penso em fazer isso em uma das minhas histórias, mas aí, eu pego exemplos igual o final de ST ou de How i meet your mother, e não sei o que eu e/ou meus futuros leitores gostariam

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u/CertainAd864 — 16 hours ago

Vocês escrevem em inglês ou português?

Descobri essa comunidade agorinha. Tenho 22 anos e sou escritor de fantasia desde os 18, mas eu escrevo LitRPG em inglês. Terminei meu décimo livro ontem, escrevi Rise of the Last Star e estou escrevendo agora Draconic Ascension e Sword Saint's Reincarnation. O normal pra gente sempre foi monetizar com Patreon postando no Royalroad, depois ir pra Amazon. Descobri há 5 minutos a existência do Substack.

Vocês escrevem em português ou em inglês? Qual o mais comum do sub?

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u/Ayer28 — 6 days ago
▲ 4 r/EscritoresBrasil+1 crossposts

Escritores famosos leem autores iniciantes? Acho que não.

Muitas vezes vemos na música, cantores famosos cantando com outros iniciantes, mas na literatura parece que isso não ocorre. Não se vê (ou se acontece ainda não vi), autores famosos postando ou recomendando leituras de livros de iniciantes.

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u/ValRocha2022 — 3 days ago