u/Mean_Veterinarian404

Muito em breve... Fantasmas do Passado estará disponível. S

O Capitão observou os rostos dos pequenos. Não havia malícia, tampouco medo em suas feições; apenas curiosidade genuína e isso o incomodava.

A estrutura aqui é decente. Eles dominam a forja do ferro, a química e a magia.

A fumaça espessa do terminal era estilhaçada por luzes azuis. Penduradas em postes de ferro fundido, as lâmpadas crepitavam, alimentadas não por óleo, mas por carvão e pó mágico.

A pequena maré escoava pelas passarelas metálicas, subindo as escadas cravadas em vigas colossais, alguns esperavam a próxima minhoca grande, enquanto outros trocavam de plataforma.

— Vamos. Agora falta pouco — o soldado apertou o passo.

O caminho desdobrou-se em um longo túnel de ferro e cimento, até que a luz pálida do anoitecer penetrou os olhos do velho. Ao pisarem no planalto, o mundo abriu-se. A visão do Capitão percorreu o trajeto, estendendo-se até o horizonte onde a areia dourada encontrava o vasto oceano.

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Top 25.000 de todo Brasil.

Isso mesmo que você viu no título. Meu livro está alçando essa meta no Amazon, mas preciso de sua ajuda.

Atualmente ele está disponível no Kindle Unlimited ou por apenas R$1,39.

Você comprando me ajuda muito! Mas caso não tenha dinheiro e ainda assim quer ajudar me chame no privado ou aqui nos comentários.

Tenho certeza que essa minha obra irá agradar a muitos leitores de fantasia. 🐦‍🔥

u/Mean_Veterinarian404 — 3 days ago
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Para aqueles que pensaram que eu sumi... Surpresa eu voltei!

Houve uma época em que meu nome impunha respeito. Uma época em que meus feitos me colocaram perto do auge deste mundo; em fama ou poder, quase não restava o que explorar no velho mundo. Mas agora… agora eu apenas fujo.

No alto-mar da Região Norte, a tormenta prometia engolir qualquer um ousado o bastante para cruzá-la. A hélice, impulsionada pelo motor, lutava para morder a água entre ondas gigantes.

A trepidação subia pelas vigas que corriam por dentro do casco, absorvendo o estresse que já teria rachado uma blindagem comum. O mastro principal rangia como galho seco contra o vento.

Os dedos do jovem tripulante esbranquiçaram de tanto apertar o parapeito. — A gente vai afundar, capitão! Por que caralhos fomos nos meter com eles?!

Mas a expressão do velho não vacilou.

O Capitão, coroado por poucos fios pálidos colados ao crânio molhado, permanecia como uma estátua sobre o piso de carvalho encerado. Ele sentia o navio como uma extensão do próprio corpo: o peso do lastro, o balanço irregular do carvão nos depósitos.

— Não fale merda, Marujo!

Continua...

Eu apresento o meu mais novo livro de Aventura que irá lançar esse mês. Estou a procura de leitores e críticos que gostariam de ler e fazer uma Review honesta no Skoob e na Amazon. Interessados comentem "eu".

Obrigado a atenção de todos.

u/Mean_Veterinarian404 — 3 days ago

The real thing about self-publishing

Genre ‏ : ‎ Dark fantasy

Best Sellers Rank: #307,116 in Kindle Store

#2,970 in Dark Fantasy Horror

#3,949 in Dark Fantasy

#4,272 in Sword & Sorcery Fantasy (Books)

Customer Reviews: 

4.4 4.4 out of 5 stars   (3)

Basically It has been two months since I published this book, so far I made 20 bucks with him. How about you guys?

u/Mean_Veterinarian404 — 6 days ago
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Olá, queria criar um grupo de pessoas realmente engajadas em ler e ajudar a melhorar a leitura de outros participantes, como também ajudar nas divulgações de suas obras.

Quem quiser participar manda nos comentários.

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u/Mean_Veterinarian404 — 1 month ago

Sentiu o peso dos olhares cravados nas costas enquanto coxeava para os fundos da loja.

Não hostilidade, mas um misto de horror e pena que o fazia sentir-se uma fera enjaulada. Ao entrar no pequeno quarto de banho, fechou a porta.

Estava seguro.

Despiu-se e entrou debaixo do cano.

Girou a manivela do encanamento rústico. 

A água escorreu, o som pareceu ensurdecedor naquele espaço confinado.

O vapor começou a subir, a turvar o espelho de metal e a criar um casulo denso.

Quando mergulhou sob o fluxo, o choque térmico arrancou-lhe um gemido áspero. 

Fechou os olhos, a encostar a testa à pedra molhada, a deixar o vapor inundar-lhe os pulmões.

Apenas ficou ali. 

Por uns instantes.

Mas o corpo o removeu da inércia.

Com cuidado metódico, desfez a tala do braço. Os dias de repouso no abrigo e a marcha estabilizaram o ferimento. 

O corpo fizera o seu trabalho: o inchaço recuara, a deixar a pele marcada por manchas avermelhadas e azuis-celestes. As cascas formadas denunciavam onde as fissuras haviam ocorrido.

Um pequeno sorriso clínico, sem alegria, surgiu no rosto cansado.

*Nenhuma destas fraturas fará o osso ficar torto*.

*O corpo só precisa de imobilização para alinhar a estrutura.*

A análise não era sua. A voz do pai ecoou na mente, tão nítida que Cronos sentiu a respiração fria na nuca.

A lembrança atingiu-o como um soco.

Tinha sete anos.

O joelho esquerdo estava rasgado até o osso por uma lâmina sem fio, durante um treino de esquiva no pátio congelado. 

O sangue jorrava manchando a neve. 

O pequeno Cronos chorava sem parar, incapaz de entender a razão do pai ao forçá-lo a limpar a ferida e a suturá-la com grampos de metal aquecidos na brasa.

— Por quê?! — soluçara o menino, a voz trémula de dor e terror. — O objetivo do treino não é não se ferir?!

O velho erguera os olhos secos, vazios de expressão.

— Porque nem sempre existe uma rota segura, garoto. O mundo vai rasgar você. Às vezes, a única opção que resta é a que dói mais, mas que te mantém vivo. Estanque o sangue e feche o corte. Conhecer o próprio corpo é a única coisa que vai manter a cabeça sobre os ombros. 

Cronos lembrava-se do frio no estômago.

Do cheiro a carne queimada.

Da agonia do metal a perfurar a pele sensível da infância. 

Mas a verdadeira cicatriz daquele dia não estava no joelho. 

Estava no olhar absoluto de um homem disposto a torturar para ensinar resistência.

— O que faço vai doer agora, mas vai servir para o resto de sua vida — dissera o velho, sem piscar. — Agradeça por ter um instrutor como eu. Eu não tive a sua sorte. 

O fantasma dissolveu-se no vapor de Kaelak. 

O braço quebrado pulsava, mas a certeza que preenchia o peito do caçador era inabalável: o velho moldara-o com crueldade extrema, mas com eficácia incontestável.

O treino fora uma atrocidade desumana. 

No entanto, Cronos estava vivo para ver aquela noite porque suportara a atrocidade.

Encostado à parede úmida, o garoto sentiu gratidão.

Sobreviver. 

Era o único verbo que conhecia.

Desligou o registo. 

O fluxo de água quente cessou.

Sabendo que o processo exigia descanso, a lógica prevaleceu.

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u/Mean_Veterinarian404 — 1 month ago