▲ 3 r/MotoUK

Hi! I'm looking into my first bike, and my top priorities are reliability, ease of use, budget, and looks (naked bikes). I've been considering the Yamaha MT-125, Honda CB125R and Suzuki GSX-S125. But since I'm really short (1.55), I'm realistically looking at only the Honda and Suzuki.

Between the two, the Honda looks better, has better suspension, ABS and LED light, but it's more expensive and taller. The Suzuki is lower/easier and cheaper, but uglier.

Do you have any experience with them, specially the gsx s125 since the cb125r is much more common? Which one should I chose?

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u/pastelsilver — 2 months ago

Boas malta. Há poucos dias expus aqui a minha situação sobre o meu novo emprego. Hoje, venho-vos dar um update e expor os detalhes da situação, para quem quiser ouvir. Quero partilhar e ser o mais objetiva possível. Se a empresa pensou que eu sou fácil de lidar e que me ia calar, expor aqui é o mínimo que vou fazer.

No início desta semana comecei a trabalhar para uma cadeia de cafés/pastelaria portuguesa (rima com Mau de Fanela), como empregada de balcão e mesas. Tenho experiência, e é exatamente gente com experiência que procuram. Por ser cadeia e por ter frequentado muitas vezes, pensava que seria um bom lugar para trabalhar a curto prazo. Na realidade, estão todos a cagarem para os colaboradores desde que haja mais lucro. Fui despedida no meu sexto dia... porque não me calei em relação à suas práticas shady.

Red flags que ignorei:

  1. As condições eram: Salário mínimo, 1 folga por semana, sem subsídio de refeição (refeição no estabelecimento), sem seguro de saúde, horários rotativos. Aceitei mesmo assim, porque era mesmo ao pé de casa e pensei que não fazia mal trabalhar enquanto procuro por algo melhor.
  2. Entrevista e iniciação: Cheguei ao estabelecimento e o gestor regional que me ia fazer a entrevista ainda não tinha chegado ao local. Tudo bem. Passado uns minutos ele chega, vê-me sentada à espera e dá prioridade falar com os colaboradores e fazer outras coisas. Fiquei mais 5 minutos à espera. Senti uma falta de respeito pelo meu tempo. Lá após a explicação das condições, explicitei logo a minha preferência de horário. Disse-me que não garantia mas ficava registado, e pediu-me para começar "amanhã". Disse que tinha planos no fim de semana mas que podia começar segunda-feira. E disse-me que me iam contactar até segunda para formalizar e poder começar. Não ouvi mais deles, até a noite de domingo, quando o próprio me ligou, pedindo desculpas pela hora, para confirmar se "amanhã" podia entrar. Disse que sim.
  3. Não há processo que formação dos novos colaboradores. Entrei, disseram hoje vais fazer isto, explicam apenas aquilo, e o resto vou observando ou perguntando. E quando erras, és uma inconveniência. Pois, claro que devo saber de todos os procedimentos particulares sem ninguém me ter explicado. Depois são os meus pobres colegas que têm de lidar com mais uma novata, porque não há um processo de acolhimento.
  4. Disseram que saíram 4 colaboradores apenas naquele mês, e agora encontram-se com falta de pessoal. Fez sentido porque da urgência de eu entrar já "amanhã". Mas pensei que era uma exceção e algo até comum em restauração.
  5. Fazem os horários diariamente e publicam-lhes num grupo WhatsApp. Sim. Diariamente, não semanalmente. Não sabes o teu horário de amanhã até ao fim da tarde. Vida e planos pessoais? Que é isso? No meu terceiro dia, perguntei à minha gerente sobre contratos e folgas...
  6. Folga ao 8º dia de trabalho! Sobre a minha folga, nem queria parecer que só penso em folgar, mas queria combinar uma saída com uma amiga. Ela disse-me que ia ter folga na segunda-feira, porque "não fazemos folgas aos fins-de-semana. Disse-lhe que assim não era uma folga por semana, porque seriam após 6 dias de trabalho, e ela disse que ali funcionam com 1 folga a cada semana trabalhada (7 dias). Calei-me, e fui-me informar sobre isso. No dia seguinte confrontei-a "A lei diz que não podemos trabalhar 7 dias seguidos. 1 folga após uma semana é 1 folga por 2 semanas.". Ela disse-me na cara e com muita confiança, que isso era apenas na minha primeira semana e que ao início é permitido. Calei-me de novo, mas com um muito mau instinto.
  7. Sobre o contrato, nas palavras da minha gerente "Isso não é comigo, não faço ideia, isso é com o escritório". Eu própria tive que encontrar o número que me ligaram para fazer entrevista, e perguntar sobre o assunto. Eis o que me disseram: "Não fazemos contrato ainda porque encontras-te num período experimental." Não me sabem dizer quantos dias é o período experimental porque "depende que cada local", nem quando poderei receber o contrato. Expus-lhe a situação ilegal dos 7 dias de trabalho e disse-me que isso era com a minha gerente. Ora a minha gerente dá a responsabilidade toda aos RH e os RH dizem que é com ela. Afinal ninguém é responsável aqui.

Com isso tudo, senti que se não fizesse alguma coisa, se decidisse sair, podiam nem me pagar, ou não pagar de acordo com as horas feitas. Não estava a picar saídas ou entradas, não tinha contrato e nada em escrito que podia comprovar.

Confrontei no sexto dia sobre a minha folga. "Mas já queres folga quando acabaste de entrar?" Disse-me com uma indignação. Eu defendi-me, "se soubessem que não fazem folgas aos fins de semana, tinham que me dar a folga de segunda à sexta". Sim, mesmo que fosse uma folga após 4 dias de ter entrado! Isto é mais que prova que vêm os colaboradores como descartáveis e têm de provar que "merecem" direitos mínimos. A atitude da minha gerente começou a transparecer. "Já que sabes muito da lei........", "És a primeira pessoa a reclamar sobre isso....". Ela estava a fazer com que sentisse mal por sequer ter falado, como se tivesse a exigir demasiado. Mas o meu racional venceu o meu medo, disse "Posso ser a primeira ou até a única, mas essas são as minhas condições". Ela disse-me "Vou ter que falar com a patroa porque assim..." Senti que estava a ameaçar e dar-me medo de perder o emprego por questionar.

Disse que não queria causar confusão, apenas estava a defender os meus direitos. "Temos falta de pessoal, não queremos gente sem experiência, não temos tempo para dar formações". "Para te dar a tua folga segunda feira, a tua colega não vai ter folga". Okay? Devia eu sentir culpada ou agradecida por eles? Eu disse que a empresa é que devia ter melhores condições. Querem arranjar pessoas com experiência para pagar salário mínimo e um descanso semanal sem incentivos, é claro que ninguém fica. E depois quem sofre são as pessoas que lá têm de ficar. Disse apenas que ia ver, e informava até ao final do dia se queria vir trabalhar amanhã (no meu sétimo dia, dia da mãe onde vão ter muito trabalho).

EIS A DECISÃO que tomei: Mandei mensagem à minha gerente a perguntar se podia passar pelo café mais tarde só para assinar um papel que tivesse por escrito as minhas horas feitas para eu também ficar descansada a ir trabalhar no domingo e para ficar tudo organizado.

Não obtive resposta. Passei por lá com duas cópias do qual nem leu. Mentiu-me na cara que não viu a mensagem com um sorriso escondido na cara, e disse-me "eu não vou assinar nada, não trabalhas para mim, não sou a tua patroa". Comecei a tremer porque pensava que ela iria colaborar, que estava do meu lado. Eu disse para ficar descansada que no papel estava explícito que ela era apenas a minha gerente. Recusou com um desprezo. Foi aí que percebi que ela era uma gerente que não dá prioridade ao bem-estar das pessoas que gere, mas sim lamber as botas do seu chefe. É claro que ela sabia de todas a práticas da empresa e era cúmplice de executá-las, mas o pior, é que nem tem a empatia pelos colaboradores. Ela ligou para o gestor regional e falei com ele diretamente. "Então não te disse que ia te dar o contrato após uma semana"? Não me lembro de ter tido essa conversa. Eu disse-lhe que ninguém conseguiu esclarecer as minhas dúvidas sobre os procedimentos até à data, e que uma assinatura de declaração por escrito era a minha única garantia, e não estava a duvidar a empresa, apenas assegurar os meus direitos. Começou a passar-se da cabeça, dizer que estava a chamar-lhes de mentirosos, que eram uma empresa prestigiada com 12 cafés abertos e que eu era apenas uma colaboradora de 200. Após insistir, disse-me "Aqui as coisas não funcionam assim. Amanhã já não precisas de vir trabalhar, podes pegar nas tuas coisinhas e ir-te embora." Disse-me que não iam assinar nada e que tinha a palavra dele que segunda-feira o pagamento iria ficar resolvido. Perguntei-lhe exatamente o que devia fazer e desligou-me na cara. Depois falou com a minha gerente e ela disse-me para passar na segunda-feira nos escritórios que fica a uma hora do estabelecimento, para acertar as contas. Não queria fazer drama nem criar confusão, mas agora vou a passar a ser a palhaça/vilã por certificar que não seria explorada. Sou o gossip do mês.

Quero o salário de acordo pelas minhas horas feitas, por isso vou-me dirigir aos escritórios como me direcionaram. E se não me pagarem o que devem, vamos diretamente ao Tribunal do Trabalho. Mas sinto que tenho de denunciar a situação à ACT de forma a que aprendem que não podem funcionar assim. Até porque sem contrato assinado sou efetiva desde o primeiro dia, e têm de me dar um aviso prévio.

Lição: NÃO TENHAM MEDO DE QUESTIONAR. Sei que está difícil encontrar trabalho e às vezes parece que temos de aceitar e calar após finalmente encontrar algo que até podemos aturar. Por favor sempre esclareçam tudo que podem na entrevista, antes de darem o vosso esforço. O meu erro foi também confiar que a gerente é nossa amiga, e ser muito tímida e pouco assertiva. Mas é exatamente a falta que questionar e confronto que lhes permitem explorar de pessoas "desesperadas" e darem condições menos humanas. Há sempre algo melhor e empresas que respeitam as leis e os seus colaboradores!

tl.dr: Fui despedida após 6 dias de trabalho. Queriam que trabalhasse 7 dias seguidos sem folga, e nunca me foi apresentado um contrato de trabalho até à data, nem me conseguiam dizer quando durava o período experimental. No sexto dia aceitei ir trabalhar no sétimo dia, mas pedi uma assinatura da minha gerente das minhas horas feitas por escrito, apenas para garantir que serei paga por elas. Recusaram e despediram-me. Agora vou tratar de receber o valor dos quais me devem, e se não há colaboração, tribunal. Muito provavelmente os verei em tribunal.

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u/pastelsilver — 2 months ago
▲ 372 r/CasualPT

Boas malta. Venho aqui expor a minha situação e ver quais são as medidas que posso tomar.

No início desta semana comecei a trabalhar para uma cadeia de cafés/pastelaria portuguesa (rima com Mau de Fanela), como empregada de balcão e mesas. Tenho experiência, e é exatamente gente com experiência que procuram. Por ser cadeia e por ter frequentado muitas vezes, pensava que seria um bom lugar para trabalhar a curto prazo. Na realidade, estão todos a cagarem para os colaboradores desde que haja mais lucro. Fui despedida no meu sexto dia... porque não me calei em relação à suas práticas shady.

Red flags que ignorei:

  1. As condições eram: Salário mínimo, 1 folga por semana, sem subsídio de refeição (refeição no estabelecimento), sem seguro de saúde, horários rotativos. Aceitei mesmo assim, porque era mesmo ao pé de casa e pensei que não fazia mal trabalhar enquanto procuro por algo melhor.
  2. Entrevista e iniciação: Cheguei ao estabelecimento e o gestor regional que me ia fazer a entrevista ainda não tinha chegado ao local. Tudo bem. Passado uns minutos ele chega, vê-me sentada à espera e dá prioridade falar com os colaboradores e fazer outras coisas. Fiquei mais 5 minutos à espera. Senti uma falta de respeito pelo meu tempo. Lá após a explicação das condições, explicitei logo a minha preferência de horário. Disse-me que não garantia mas ficava registado, e pediu-me para começar "amanhã". Disse que tinha planos no fim de semana mas que podia começar segunda-feira. E disse-me que me iam contactar até segunda para formalizar e poder começar. Não ouvi mais deles, até a noite de domingo, quando o próprio me ligou, pedindo desculpas pela hora, para confirmar se "amanhã" podia entrar. Disse que sim.
  3. Não há processo que formação dos novos colaboradores. Entrei, disseram hoje vais fazer isto, explicam apenas aquilo, e o resto vou observando ou perguntando. E quando erras, és uma inconveniência. Pois, claro que devo saber de todos os procedimentos particulares sem ninguém me ter explicado. Depois são os meus pobres colegas que têm de lidar com mais uma novata, porque não há um processo de acolhimento.
  4. Disseram que saíram 4 colaboradores apenas naquele mês, e agora encontram-se com falta de pessoal. Fez sentido porque da urgência de eu entrar já "amanhã". Mas pensei que era uma exceção e algo até comum em restauração.
  5. Fazem os horários diariamente e publicam-lhes num grupo WhatsApp. Sim. Diariamente, não semanalmente. Não sabes o teu horário de amanhã até ao fim da tarde. Vida e planos pessoais? Que é isso? No meu terceiro dia, perguntei à minha gerente sobre contratos e folgas...
  6. Folga ao 8º dia de trabalho! Sobre a minha folga, nem queria parecer que só penso em folgar, mas queria combinar uma saída com uma amiga. Ela disse-me que ia ter folga na segunda-feira, porque "não fazemos folgas aos fins-de-semana. Disse-lhe que assim não era uma folga por semana, porque seriam após 6 dias de trabalho, e ela disse que ali funcionam com 1 folga a cada semana trabalhada (7 dias). Calei-me, e fui-me informar sobre isso. No dia seguinte confrontei-a "A lei diz que não podemos trabalhar 7 dias seguidos. 1 folga após uma semana é 1 folga por 2 semanas.". Ela disse-me na cara e com muita confiança, que isso era apenas na minha primeira semana e que ao início é permitido. Calei-me de novo, mas com um muito mau instinto.
  7. Sobre o contrato, nas palavras da minha gerente "Isso não é comigo, não faço ideia, isso é com o escritório". Eu própria tive que encontrar o número que me ligaram para fazer entrevista, e perguntar sobre o assunto. Eis o que me disseram: "Não fazemos contrato ainda porque encontras-te num período experimental." Não me sabem dizer quantos dias é o período experimental porque "depende que cada local", nem quando poderei receber o contrato. Expus-lhe a situação ilegal dos 7 dias de trabalho e disse-me que isso era com a minha gerente. Ora a minha gerente dá a responsabilidade toda aos RH e os RH dizem que é com ela. Afinal ninguém é responsável aqui.

Com isso tudo, senti que se não fizesse alguma coisa, se decidisse sair, podiam nem me pagar, ou não pagar de acordo com as horas feitas. Não estava a picar saídas ou entradas, não tinha contrato e nada em escrito que podia comprovar.

Confrontei no sexto dia sobre a minha folga. "Mas já queres folga quando acabaste de entrar?" Disse-me com uma indignação. Eu defendi-me, "se soubessem que não fazem folgas aos fins de semana, tinham que me dar a folga de segunda à sexta". Sim, mesmo que fosse uma folga após 4 dias de ter entrado! Isto é mais que prova que vêm os colaboradores como descartáveis e têm de provar que "merecem" direitos mínimos. A atitude da minha gerente começou a transparecer. "Já que sabes muito da lei........", "És a primeira pessoa a reclamar sobre isso....". Ela estava a fazer com que sentisse mal por sequer ter falado, como se tivesse a exigir demasiado. Mas o meu racional venceu o meu medo, disse "Posso ser a primeira ou até a única, mas essas são as minhas condições". Ela disse-me "Vou ter que falar com a patroa porque assim..." Senti que estava a ameaçar e dar-me medo de perder o emprego por questionar.

Disse que não queria causar confusão, apenas estava a defender os meus direitos. "Temos falta de pessoal, não queremos gente sem experiência, não temos tempo para dar formações". "Para te dar a tua folga segunda feira, a tua colega não vai ter folga". Okay? Devia eu sentir culpada ou agradecida por eles? Eu disse que a empresa é que devia ter melhores condições. Querem arranjar pessoas com experiência para pagar salário mínimo e um descanso semanal sem incentivos, é claro que ninguém fica. E depois quem sofre são as pessoas que lá têm de ficar. Disse apenas que ia ver, e informava até ao final do dia se queria vir trabalhar amanhã (no meu sétimo dia, dia da mãe onde vão ter muito trabalho).

EIS A DECISÃO que tomei: Mandei mensagem à minha gerente a perguntar se podia passar pelo café mais tarde só para assinar um papel que tivesse por escrito as minhas horas feitas para eu também ficar descansada a ir trabalhar no domingo e para ficar tudo organizado.

Não obtive resposta. Passei por lá com duas cópias do qual nem leu. Mentiu-me na cara que não viu a mensagem com um sorriso escondido na cara, e disse-me "eu não vou assinar nada, não trabalhas para mim, não sou a tua patroa". Comecei a tremer porque pensava que ela iria colaborar, que estava do meu lado. Eu disse para ficar descansada que no papel estava explícito que ela era apenas a minha gerente. Recusou com um desprezo. Foi aí que percebi que ela era uma gerente que não dá prioridade ao bem-estar das pessoas que gere, mas sim lamber as botas do seu chefe. É claro que ela sabia de todas a práticas da empresa e era cúmplice de executá-las, mas o pior, é que nem tem a empatia pelos colaboradores. Ela ligou para o gestor regional e falei com ele diretamente. "Então não te disse que ia te dar o contrato após uma semana"? Não me lembro de ter tido essa conversa. Eu disse-lhe que ninguém conseguiu esclarecer as minhas dúvidas sobre os procedimentos até à data, e que uma assinatura de declaração por escrito era a minha única garantia, e não estava a duvidar a empresa, apenas assegurar os meus direitos. Começou a passar-se da cabeça, dizer que estava a chamar-lhes de mentirosos, que eram uma empresa prestigiada com 12 cafés abertos e que eu era apenas uma colaboradora de 200. Após insistir, disse-me "Aqui as coisas não funcionam assim. Amanhã já não precisas de vir trabalhar, podes pegar nas tuas coisinhas e ir-te embora." Disse-me que não iam assinar nada e que tinha a palavra dele que segunda-feira o pagamento iria ficar resolvido. Perguntei-lhe exatamente o que devia fazer e desligou-me na cara. Depois falou com a minha gerente e ela disse-me para passar na segunda-feira nos escritórios que fica a uma hora do estabelecimento, para acertar as contas. Não queria fazer drama nem criar confusão, mas agora vou a passar a ser a palhaça/vilã por certificar que não seria explorada. Sou o gossip do mês.

Quero o salário de acordo pelas minhas horas feitas, por isso vou-me dirigir aos escritórios como me direcionaram. E se não me pagarem o que devem, vamos diretamente ao Tribunal do Trabalho. Mas sinto que tenho de denunciar a situação à ACT de forma a que aprendem que não podem funcionar assim. Até porque sem contrato assinado sou efetiva desde o primeiro dia, e têm de me dar um aviso prévio.

Lição: NÃO TENHAM MEDO DE QUESTIONAR. Sei que está difícil encontrar trabalho e às vezes parece que temos de aceitar e calar após finalmente encontrar algo que até podemos aturar. Por favor sempre esclareçam tudo que podem na entrevista, antes de darem o vosso esforço. O meu erro foi também confiar que a gerente é nossa amiga, e ser muito tímida e pouco assertiva. Mas é exatamente a falta que questionar e confronto que lhes permitem explorar de pessoas "desesperadas" e darem condições menos humanas. Há sempre algo melhor e empresas que respeitam as leis e os seus colaboradores!

tl.dr: Fui despedida após 6 dias de trabalho. Queriam que trabalhasse 7 dias seguidos sem folga, e nunca me foi apresentado um contrato de trabalho até à data, nem me conseguiam dizer quando durava o período experimental. No sexto dia aceitei ir trabalhar no sétimo dia, mas pedi uma assinatura da minha gerente das minhas horas feitas por escrito, apenas para garantir que serei paga por elas. Recusaram e despediram-me. Agora vou tratar de receber o valor dos quais me devem, e se não há colaboração, tribunal. Muito provavelmente os verei em tribunal.

reddit.com
u/pastelsilver — 2 months ago

Boas malta. Venho aqui expor a minha situação e ver quais são as medidas que posso tomar.

No início desta semana comecei a trabalhar para uma cadeia de cafés/pastelaria portuguesa, como empregada de balcão e mesas. Tenho experiência, e é exatamente gente com experiência que procuram. Por ser cadeia e por ter frequentado muitas vezes, pensava que tinham práticas morais e boa organização. Na realidade, estão todos a cagarem para os colaboradores desde que haja mais lucro. Fui despedida no meu sexto dia... porque não me calei em relação à suas práticas shady.

Red flags que ignorei:

  1. As condições eram: Salário mínimo, 1 folga por semana, sem subsídio de refeição (refeição no estabelecimento), sem seguro de saúde, horários rotativos. Aceitei mesmo assim, porque era mesmo ao pé de casa e pensei que não fazia mal trabalhar enquanto procuro por algo melhor.
  2. Entrevista e iniciação: Cheguei ao estabelecimento e o gestor regional que me ia fazer a entrevista ainda não tinha chegado ao local. Tudo bem. Passado uns minutos ele chega, vê-me sentada à espera e dá prioridade falar com os colaboradores e fazer outras coisas. Fiquei mais 5 minutos à espera. Senti uma falta de respeito pelo meu tempo. Lá após a explicação das condições, explicitei logo a minha preferência de horário. Disse-me que não garantia mas ficava registado, e pediu-me para começar "amanhã". Disse que tinha planos no fim de semana mas que podia começar segunda-feira. E disse-me que me iam contactar até segunda para formalizar e poder começar. Não ouvi mais deles, até a noite de domingo, quando o próprio me ligou, pedindo desculpas pela hora, para confirmar se "amanhã" podia entrar. Disse que sim.
  3. Não há processo que formação dos novos colaboradores. Entrei, disseram hoje vais fazer isto, explicam apenas aquilo, e o resto vou observando ou perguntando. E quando erras, és uma inconveniência. Pois, claro que devo saber de todos os procedimentos particulares sem ninguém me ter explicado. Depois são os meus pobres colegas que têm de lidar com mais uma novata, porque não há um processo de acolhimento.
  4. Disseram que saíram 4 colaboradores apenas naquele mês, e agora encontram-se com falta de pessoal. Fez sentido porque da urgência de eu entrar já "amanhã". Mas pensei que era uma exceção e algo até comum em restauração.
  5. Fazem os horários diariamente e publicam-lhes num grupo WhatsApp. Sim. Diariamente, não semanalmente. Não sabes o teu horário de amanhã até ao fim da tarde. Vida e planos pessoais? Que é isso? No meu terceiro dia, perguntei à minha gerente sobre contratos e folgas...
  6. Folga ao 8º dia de trabalho! Sobre a minha folga, nem queria parecer que só penso em folgar, mas queria combinar uma saída com uma amiga. Ela disse-me que ia ter folga na segunda-feira, porque "não fazemos folgas aos fins-de-semana. Disse-lhe que assim não era uma folga por semana, porque seriam após 6 dias de trabalho, e ela disse que ali funcionam com 1 folga a cada semana trabalhada. Fui-me informar sobre isso. No dia seguinte confrontei-a sobre isso. "A lei diz que não podemos trabalhar 7 dias seguidos. 1 folga após uma semana é 1 folga por 2 semanas.". Ela disse-me na cara e com muita confiança, que isso era apenas na minha primeira semana e que ao início é permitido. Calei-me de novo, mas com um muito mau instinto.
  7. Sobre o contrato, nas palavras da minha gerente "Isso não é comigo, não faço ideia, isso é com o escritório". Eu própria tive que encontrar o número que me ligaram para fazer entrevista, e perguntar sobre o assunto. Eis o que me disseram: "Não fazemos contrato ainda porque encontras-te num período experimental." Não me sabem dizer quantos dias é o período experimental porque "depende que cada local", nem quando poderei receber o contrato. Expus-lhe a situação ilegal dos 7 dias de trabalho e disse-me que isso era com a minha gerente. Ora a minha gerente dá a responsabilidade toda aos RH e os RH dizem que é com ela. Afinal ninguém é responsável aqui.

Com isso tudo, senti que se não fizesse alguma coisa, se decidisse sair, podiam nem me pagar, ou não pagar de acordo com as horas feitas. Não estava a picar saídas ou entradas, não tinha contrato e nada em escrito que podia comprovar.

Confrontei no sexto dia sobre a minha folga. "Mas já queres folga quando acabaste de entrar?" Disse-me com uma indignação. Eu defendi-me, se soubessem que não fazem folgas aos fins de semana, tinham que me dar a folga de segunda à sexta. Sim, mesmo que fosse uma folga após 4 dias de ter entrado. A atitude da minha gerente, que até agora era querida, começou a transparecer. "Já que sabes muito da lei........", "És a primeira pessoa a reclamar sobre isso....". Eu senti que ela queria fazer-me sentir mal por sequer ter falado. Como se eu é que estava a exigir demasiado. Eu disse "Posso ser a primeira ou até a única, mas essas são as minhas condições". Então disse "Vou ter que falar com a patroa porque assim..." Senti que estava a ameaçar e dar-me medo de perder o emprego por questionar.

Disse que não queria causar confusão, apenas estava a defender os meus direitos. "Temos falta de pessoal, não queremos gente sem experiência, não temos tempo para dar formações". "Para te dar a tua folga segunda feira, a tua colega não vai ter folga". Okay? Devia eu sentir culpada ou agradecida por eles? WTF? Eu disse que a empresa é que devia ter melhores condições. Querem arranjar pessoas com experiência para pagar salário mínimo e um descanso semanal sem incentivos, é claro que ninguém fica. E depois quem sofre são as pessoas que lá têm de ficar. Disse apenas que ia ver, e informava até ao final do dia se queria vir trabalhar amanhã (no meu sétimo dia, dia da mãe onde vão ter muito trabalho).

EIS A DECISÃO que tomei: Mandei mensagem à minha gerente a perguntar se podia passar pelo café mais tarde só para assinar um papel que tivesse por escrito as minhas horas feitas para eu também ficar descansada a ir trabalhar no domingo e para ficar tudo organizado.

Não obtive resposta. Passei por lá com duas cópias do qual nem leu. Mentiu-me na cara que não viu a mensagem com um sorriso na cara, e disse-me "eu não vou assinar nada, não trabalhas para mim, não sou a tua patroa". Eu disse para ficar descansada que no papel estava explícito que ela era apenas a minha gerente. Recusou com um desprezo. Foi aí que percebi que ela não estava do meu lado, e que provavelmente sabia de todas a práticas da empresa e era cúmplice de executá-las, mas o pior, é que nem tem a empatia pelos colaboradores. Ligou para o gestor regional e falei com ele diretamente. "Então não te disse que ia te dar o contrato após uma semana"? Não me lembro de ter tido essa conversa. Eu disse-lhe que ninguém conseguiu esclarecer as minhas dúvidas sobre os procedimentos até à data, e que uma assinatura de declaração por escrito era a minha única garantia, e não estava a duvidar a empresa, apenas assegurar os meus direitos. Começou a passar-se da cabeça, dizer que eram uma empresa prestigiada com 12 cafés abertos e que eu era apenas uma colaboradora de 200. Após insistir, disse-me "Aqui as coisas não funcionam assim. Amanhã já não precisas de vir trabalhar, podes pegar nas tuas coisinhas e ir embora." Disse-me que não iam assinar nada e que tinha a palavra dele que segunda-feira o pagamento iria ficar resolvido. Perguntei-lhe exatamente o que devia fazer e desligou-me na cara. Depois falou com a minha gerente e ela disse-me para passar na segunda-feira nos escritórios que ficam a uma hora do estabelecimento, para acertar as contas. Não queria fazer drama nem criar confusão, mas agora vou a passar a ser a palhaça/vilã por certificar que não serei explorada. Gossip do mês.

Quero o salário pelas minhas horas feitas, por isso vou-me dirigir aos escritórios como me direcionaram. Mas sinto que tenho de processar tudo que está a acontecer. Até porque sem contrato assinado sou efetiva desde o primeiro dia, e têm de me dar um aviso prévio. Por isso não sei como melhor denunciar a situação à ACT de forma a que aprendem que não podem funcionar assim, e também para receber compensação dos dias sem aviso.

Lição: NÃO TENHAM MEDO DE QUESTIONAR. Sei que está difícil encontrar trabalho e às vezes parece que temos de aceitar e calar após finalmente encontrar algo que até gostamos. Por favor sempre esclareçam tudo que podem na entrevista, antes de darem o vosso esforço. O meu erro foi também confiar que a minha gerente é nossa amiga e ser muito tímida e pouco assertiva. Mas é exatamente a falta que questionar e confronto que lhes permitem explorar de pessoas "desesperadas" e darem condições menos humanas. Há sempre algo melhor e empresas que respeitam as leis!

tl.dr: Fui despedida após 6 dias de trabalho. Queriam que trabalhasse 7 dias seguidos sem folga, e nunca me foi apresentado um contrato de trabalho até à data. Aceitei ir trabalhar no sétimo dia, e pedi uma assinatura da minha gerente das minhas horas feitas por escrito, apenas para garantir que serei paga por elas. Recusaram-me e despediram-me. "Aqui não funcionamos assim. Pega nas tuas coisas e vai-te embora que cá já não trabalhas". Agora vou tratar de receber as oras que fiz, mas depois não sei como proceder para garantir que sejam investigados pela ACT, ou até receber compensação por ser despedida sem aviso prévio.

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u/pastelsilver — 2 months ago

Boas malta. Venho aqui expor a minha situação e ver quais são as medidas que posso tomar.

No início desta semana comecei a trabalhar para uma cadeia de cafés/pastelaria portuguesa, como empregada de balcão e mesas. Tenho experiência, e é exatamente gente com experiência que procuram. Por ser cadeia e por ter frequentado muitas vezes, pensava que tinham práticas morais e boa organização. Na realidade, estão todos a cagarem para os colaboradores desde que haja mais lucro. Fui despedida no meu sexto dia... porque não me calei em relação à suas práticas shady.

Red flags que ignorei:

  1. As condições eram: Salário mínimo, 1 folga por semana, sem subsídio de refeição (refeição no estabelecimento), sem seguro de saúde, horários rotativos. Aceitei mesmo assim, porque era mesmo ao pé de casa e pensei que não fazia mal trabalhar enquanto procuro por algo melhor.

  2. Entrevista e iniciação: Cheguei ao estabelecimento e o gestor regional que me ia fazer a entrevista ainda não tinha chegado ao local. Tudo bem. Passado uns minutos ele chega, vê-me sentada à espera e dá prioridade falar com os colaboradores e fazer outras coisas. Fiquei mais 5 minutos à espera. Senti uma falta de respeito pelo meu tempo. Lá após a explicação das condições, explicitei logo a minha preferência de horário. Disse-me que não garantia mas ficava registado, e pediu-me para começar "amanhã". Disse que tinha planos no fim de semana mas que podia começar segunda-feira. E disse-me que me iam contactar até segunda para formalizar e poder começar. Não ouvi mais deles, até a noite de domingo, quando o próprio me ligou, pedindo desculpas pela hora, para confirmar se "amanhã" podia entrar. Disse que sim.

  3. Não há processo que formação dos novos colaboradores. Entrei, disseram hoje vais fazer isto, explicam apenas aquilo, e o resto vou observando ou perguntando. E quando erras, és uma inconveniência. Pois, claro que devo saber de todos os procedimentos particulares sem ninguém me ter explicado. Depois são os meus pobres colegas que têm de lidar com mais uma novata, porque não há um processo de acolhimento.

  4. Disseram que saíram 4 colaboradores apenas naquele mês, e agora encontram-se com falta de pessoal. Fez sentido porque da urgência de eu entrar já "amanhã". Mas pensei que era uma exceção e algo até comum em restauração.

  5. Fazem os horários diariamente e publicam-lhes num grupo WhatsApp. Sim. Diariamente, não semanalmente. Não sabes o teu horário de amanhã até ao fim da tarde. Vida e planos pessoais? Que é isso? No meu terceiro dia, perguntei à minha gerente sobre contratos e folgas...

  6. Folga ao 8º dia de trabalho! Sobre a minha folga, nem queria parecer que só penso em folgar, mas queria combinar uma saída com uma amiga. Ela disse-me que ia ter folga na segunda-feira, porque "não fazemos folgas aos fins-de-semana. Disse-lhe que assim não era uma folga por semana, porque seriam após 6 dias de trabalho, e ela disse que ali funcionam com 1 folga a cada semana trabalhada. Fui-me informar sobre isso. No dia seguinte confrontei-a sobre isso. "A lei diz que não podemos trabalhar 7 dias seguidos. 1 folga após uma semana é 1 folga por 2 semanas.". Ela disse-me na cara e com muita confiança, que isso era apenas na minha primeira semana e que ao início é permitido. Calei-me de novo, mas com um muito mau instinto.

  7. Sobre o contrato, nas palavras da minha gerente "Isso não é comigo, não faço ideia, isso é com o escritório". Eu própria tive que encontrar o número que me ligaram para fazer entrevista, e perguntar sobre o assunto. Eis o que me disseram: "Não fazemos contrato ainda porque encontras-te num período experimental." Não me sabem dizer quantos dias é o período experimental porque "depende que cada local", nem quando poderei receber o contrato. Expus-lhe a situação ilegal dos 7 dias de trabalho e disse-me que isso era com a minha gerente. Ora a minha gerente dá a responsabilidade toda aos RH e os RH dizem que é com ela. Afinal ninguém é responsável aqui.

Com isso tudo, senti que se não fizesse alguma coisa, se decidisse sair, podiam nem me pagar, ou não pagar de acordo com as horas feitas. Não estava a picar saídas ou entradas, não tinha contrato e nada em escrito que podia comprovar.

Confrontei no sexto dia sobre a minha folga. "Mas já queres folga quando acabaste de entrar?" Disse-me com uma indignação. Eu defendi-me, se soubessem que não fazem folgas aos fins de semana, tinham que me dar a folga de segunda à sexta. Sim, mesmo que fosse uma folga após 4 dias de ter entrado. A atitude da minha gerente, que até agora era querida, começou a transparecer. "Já que sabes muito da lei........", "És a primeira pessoa a reclamar sobre isso....". Eu senti que ela queria fazer-me sentir mal por sequer ter falado. Como se eu é que estava a exigir demasiado. Eu disse "Posso ser a primeira ou até a única, mas essas são as minhas condições". Então disse "Vou ter que falar com a patroa porque assim..." Senti que estava a ameaçar e dar-me medo de perder o emprego por questionar.

Disse que não queria causar confusão, apenas estava a defender os meus direitos. "Temos falta de pessoal, não queremos gente sem experiência, não temos tempo para dar formações". "Para te dar a tua folga segunda feira, a tua colega não vai ter folga". Okay? Devia eu sentir culpada ou agradecida por eles? WTF? Eu disse que a empresa é que devia ter melhores condições. Querem arranjar pessoas com experiência para pagar salário mínimo e um descanso semanal sem incentivos, é claro que ninguém fica. E depois quem sofre são as pessoas que lá têm de ficar. Disse apenas que ia ver, e informava até ao final do dia se queria vir trabalhar amanhã (no meu sétimo dia, dia da mãe onde vão ter muito trabalho).

EIS A DECISÃO que tomei: Mandei mensagem à minha gerente a perguntar se podia passar pelo café mais tarde só para assinar um papel que tivesse por escrito as minhas horas feitas para eu também ficar descansada a ir trabalhar no domingo e para ficar tudo organizado.

Não obtive resposta. Passei por lá com duas cópias do qual nem leu. Mentiu-me na cara que não viu a mensagem com um sorriso na cara, e disse-me "eu não vou assinar nada, não trabalhas para mim, não sou a tua patroa". Eu disse para ficar descansada que no papel estava explícito que ela era apenas a minha gerente. Recusou com um desprezo. Foi aí que percebi que ela não estava do meu lado, e que provavelmente sabia de todas a práticas da empresa e era cúmplice de executá-las, mas o pior, é que nem tem a empatia pelos colaboradores. Ligou para o gestor regional e falei com ele diretamente. "Então não te disse que ia te dar o contrato após uma semana"? Não me lembro de ter tido essa conversa. Eu disse-lhe que ninguém conseguiu esclarecer as minhas dúvidas sobre os procedimentos até à data, e que uma assinatura de declaração por escrito era a minha única garantia, e não estava a duvidar a empresa, apenas assegurar os meus direitos. Começou a passar-se da cabeça, dizer que eram uma empresa prestigiada com 12 cafés abertos e que eu era apenas uma colaboradora de 200. Após insistir, disse-me "Aqui as coisas não funcionam assim. Amanhã já não precisas de vir trabalhar, podes pegar nas tuas coisinhas e ir embora." Disse-me que não iam assinar nada e que tinha a palavra dele que segunda-feira o pagamento iria ficar resolvido. Perguntei-lhe exatamente o que devia fazer e desligou-me na cara. Depois falou com a minha gerente e ela disse-me para passar na segunda-feira nos escritórios que ficam a uma hora do estabelecimento, para acertar as contas.

Quero o salário pelas minhas horas feitas, por isso vou-me dirigir aos escritórios como me direcionaram. Mas sinto que tenho de processar tudo que está a acontecer. Até porque sem contrato assinado sou efetiva desde o primeiro dia, e têm de me dar um aviso prévio. Por isso não sei como melhor denunciar a situação à ACT de forma a que aprendem que não podem funcionar assim, e também para receber compensação dos dias sem aviso.

Lição: NÃO TENHAM MEDO DE QUESTIONAR. Sei que está difícil encontrar trabalho e às vezes parece que temos de aceitar e calar após finalmente encontrar algo que até gostamos. Por favor sempre esclareçam tudo que podem na entrevista, antes de darem o vosso esforço. O meu erro foi também confiar que a minha gerente é nossa amiga e ser muito tímida e pouco assertiva. Mas é exatamente a falta que questionar e confronto que lhes permitem explorar de pessoas "desesperadas" e darem condições menos humanas. Há sempre algo melhor e empresas que respeitam as leis!

tl.dr: Fui despedida após 6 dias de trabalho. Queriam que trabalhasse 7 dias seguidos sem folga, e nunca me foi apresentado um contrato de trabalho até à data. Aceitei ir trabalhar no sétimo dia, e pedi uma assinatura da minha gerente das minhas horas feitas por escrito, apenas para garantir que serei paga por elas. Recusaram-me e despediram-me. "Aqui não funcionamos assim. Pega nas tuas coisas e vai-te embora que cá já não trabalhas". Agora vou tratar de receber as oras que fiz, mas depois não sei como proceder para garantir que sejam investigados pela ACT, ou até receber compensação por ser despedida sem aviso prévio.

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u/pastelsilver — 2 months ago

Olá malta, quero mesmo comprar a minha primeira mota 125cc ainda este mês. Não pretendo usar mais transportes públicos de todo. Eu sou baixinha (1.55), iniciante, e procuro algo que não custe um rim, até porque estou a poupar dinheiro para outro objetivo meu que é a minha top prioridade. Por isso nem considero o Yamaha MT-125, apesar de ser a que mais quero. Não pretendo também comprar uma mota qualquer (por exemplo algumas marcas chinesas) com vista a poupar agora e fazer upgrade daqui a nada. Pretendo ficar com ela, quem sabe, por um longo tempo porque acho que as 125cc são as mais práticas na vida real no meu caso.

Já considerei o Honda msx125 Grom, que pareceu fazer sentido para mim. Pequena, leve, fácil de manusear. Mas sinto que eu irei sentir-me limitada muito brevemente. Ainda por cima alguém pequena numa mota que parece brinquedo, não serei respeitada por ninguém, e já poucos respeitam motociclistas. Também com a bolha do mercado em segunda mão não há assim um deal tão apelativo para comprar uma Grom (~3400). Então considerei gastar um pouco mais para uma Honda CB125R, sacrificando facilidade de manuseamento mas ganhando em visibilidade, versatilidade e "mota", mas aquela diferença de preço ainda magoa (~3900). Depois vi as CF Moto 125NK, que têm assento mais baixas que a CB, nova tecnologia, e são das marcas chinesas mais confiáveis e de qualidade. Essas novas "chave na mão" estão agora a 3430€.

Estou realmente indecisa. Se dinheiro não fosse um fator, iria para Honda CB, até porque gosto mais do look vintage e menos agressivo. Mas a do CFmoto também é muito boa, toda a gente que as tem as ama, e tem tamanho mais adequado para mim, e é mais barata. Sei do fator de depreciação mas como disse, não pretendo vendê-la e fazer upgrade revemente. Mas também ouvi dizer que como o painel e sistema do Cfmoto é apenas deles, a mota estará dependente do seu software...

O que fariam na minha situação?

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u/pastelsilver — 2 months ago

Comecei esta semana num emprego full-time a salário mínimo, sem seguro de saúde, sem subsídio de refeição (dão comida do estabelecimento), e com uma folga por semana.

Ainda não fizeram o meu contrato pois “ainda me encontro num período experimental”.

Não tenho contas para pagar nem crianças para sustentar, mas já estava à procura de algum trabalho estável a algum tempo, então decidi experimentar.

Ora tudo está normal, ate me dizerem que a folga é por cada 7 dias trabalhados. Ou seja, na realidade é 1 folga por cada duas semanas. Contestei, disse que era ilegal. E disseram-me que afinal isso é apenas no início, e que é permitido por ter acabado de entrar. Ou seja, agora afinal esta regra dos 7 dias é apenas na primeira semana, e de resto as folgas são rotativas por cada semana.

Isso é verdade? Parece-me mentira e estão a tentar ver o quanto escapam com a ignorância do trabalhador. Em nenhuma parte da lei diz que é permitido excecionalmente trabalhar 7 dias seguidos na entrada de um emprego. Eu penso que não vou ficar por já ver aqui uma red flag de desrespeito pelas regras e pelo trabalhador. Então se sair, serão pagas as minhas horas feitas, certo?

Nesse caso (caso eu sair brevemente), acham que vale a pena contestar isso dos 7 dias ou deixo passar como também vou ser paga por elas e não morro por isso?

E caso eu ficar durante alguns meses? Acham que devia contestar ou também deixar passar mas estar sempre de olho nos meus direitos?

Update: Despediram-me na hora por telefone porque fui ao meu estabelecimento depois do meu turno a pedir que me assinassem um papel por escrito explicitando as horas feitas. Recusaram-se e disseram para não voltar mais. :)

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u/pastelsilver — 2 months ago