u/Whole_Tea_4654

Arquitetura hostil é correta

Arquitetura hostil é correta

Todo mundo deve ter o direito de impedir que pessoas sem teto se alastrem em sua casa/comunidade, logo estão completamente justificados em evitar que isso aconteça com arquitetura hostil e meios similares.

u/Whole_Tea_4654 — 2 days ago

Como você trata imersão em Souls?

(Apesar da flair ser de DS, também se aplica aos outros jogos da From, ainda não joguei Elden Ring então não sei se existe algum exemplo aplicável)

Olá a todos. Minha namorada começou a jogar DS recentemente e começou pelo 1, é um jogo que tenho bastante experiência então estava ajudando ela em call. Ela estava em Ariamis e chegou na arena da Crossbreed Priscilla, para quem não jogou, é um boss opcional e quando você entra na arena dela ela educadamente pede para você sair e a batalha só começa se você for lá e atacar ela ao invés de ir embora. Minha namorada ouviu todo o diálogo e então atacou ela. Depois de matar o boss, perguntei o motivo de ter a matado, e a resposta foi:

> é um boss, uai, é pra matar mesmo. Fiquei com pena mas é um jogo e eu não queria perder conteúdo

eu estranhei um pouco a resposta porque isso vai contra minha mentalidade quando jogo Souls. Eu não gosto de tratar puramente como um jogo onde ações não possuem consequências reais, se um NPC não me ataca eu não o ataco a não ser que tenha um motivo muito bom. Basicamente a mesma moralidade que eu aplico no mundo real eu aplico no jogo kkkkkkkkkkkk quando eu falei isso pra minha namorada ela me chamou de esquisito, mas eu pensava que era a forma padrão de como as pessoas jogavam Souls.

Por isso a pergunta: como você trata a imersão? Você ignora completamente e trata como um desafio mecânico ou foca mais em roleplay?

u/Whole_Tea_4654 — 4 days ago

Depois de muita insistência de uma amiga minha, comecei a jogar Limbus Company. Eu resisti muito jogar esse jogo principalmente porque era um gacha. E quando se fala em gacha o que todo mundo lembra? Isso mesmo, monetização predatória. Eu não queria jogar um jogo onde boa parte da diversão se resume a gastar rios de dinheiro. No entanto, quando finalmente comecei a jogar Limbus Company, fui percebendo que esse não era o caso. Tinha jogado por aproximadamente 15 horas, não me apareceu *um" pop-up ou propaganda falando para comprar algo. Joguei missões da campanha, rodei o gacha algumas vezes, e comecei a estranhar: por que um aspecto tão fundamental do gênero de jogos gacha está ausente? À medida que fui jogando, fui percebendo o porquê de Limbus Company ser diferente de outros jogos do gênero.

Primeiramente, a qualidade da escrita é evidente. O mundo é extremamente bem escrito, uma distopia corporativa onde tudo parece funcionar, mas às custas de algo humano. Os personagens são profundos, e na minha opinião é um dos principais pontos positivos de Limbus, dos gachas que joguei anteriormente, algo que me incomodava muito era que os personagens pareciam mais um produto em uma vitrine e não alguém real, afinal, todos os personagens devem ser simpáticos e agradáveis para que o maior número de pessoas invista $$ neles. Em Limbus isso não acontece, os personagens têm sonhos, ambições, traumas, qualidades e falhas em suas personalidades etc. você se importa com os personagens não porque gastou uma nota com eles, mas porque eles falam com você de uma forma que poucos outros jogos conseguem replicar. Vale ressaltar que é um jogo com muito, mas *muito* diálogo, a narrativa realmente é algo central a Limbus Company, ao ponto que se você não se interessa muito nesse aspecto, com certeza não vai gostar de Limbus.

O combate é turn-based. No começo achei um tanto repetitivo, mas à medida que você vai progredindo a variedade de inimigos aumenta, mecânicas novas são introduzidas e o combate fica mais divertido.

Com relação à monetização, não é nada intrusiva como falei antes, além de ser completamente opcional. Todos os personagens são desbloqueados desde o início, o que você consegue do gacha são principalmente as IDs (versões alternativas do personagem, com diferentes skills e história do personagem original) e EGOs (skills que podem ser utilizdas em combate). O jogo te dá recursos para obter tudo jogando. Diferente de vários outros gachas, você não precisa tirar vários cópias de um ID ou EGO para upar ele. Basta tirar uma vez e pronto. Além disso, você pode obter qualquer coisa de eventos e banners anteriores mesmo depois de já terem expirado. A moeda utilizada para rodar o gacha, Lunacy, pode ser obtida completando capítulos na história e por meio de farm.

No fim, se você gosta de uma boa história eu altamente recomendo jogar Limbus Company, é um jogo que me fez ter um tanto mais de esperança na indústria de jogos, pois mostra que ainda existem empresas preocupadas em oferecer algo com foco na qualidade e não na monetização. Isso chegou a causar até um efeito reverso em mim pois estou considerando assinar o battle pass do jogo, não porque preciso, mas porque desejo apoiar a empresa.

u/Whole_Tea_4654 — 18 days ago

(Também se aplica a outros jogos da From)

Eu vejo muita gente pedindo um filme ou série de DS, apesar de parecer interessante depois de pensar um pouco cheguei a conclusão que muito provavelmente não daria certo.

Um dos pontos mais marcantes da série Souls é sua narrativa. Os jogos seguem um princípio de "show, don't tell", onde boa parte da lore é contada por meio de elementos no ambiente, poucos diálogos e descrições de itens vagas. É possível incorporar essas coisas em um filme? Evidente que sim, porém, não seria algo com apelo popular. Vemos que séries de jogos como Fallout e TLOU serviram um propósito de fazer tais franquias furarem a bolha de games e apresentar a propriedade intelectual para outros públicos. Logo, não séria viável fazer uma adaptação cinematográfica de DS pois para dar certo precisaria mudar elementos centrais da franquia.

u/Whole_Tea_4654 — 20 days ago

É comum ver por aí gente reclamando de síndrome do PC gamer, porém comecei a achar que grande parte de quem reclama disso talvez nem goste de jogos de fato. Quando a cultura gamer furou a bolha no Brasil e se tornou algo maisntream, ter um PC gamer começou a ser vendido como um sonho absoluto para as pessoas, que começaram a internalizar mais e mais isso. No final, tudo não passava de efeito manada e consumismo, não um interesse legítimo em jogos. Consequentemente, quando a pessoa se vê sem interesse em nada, começa a reclamar da tal "síndrome".

Obviamente eu sei que existem exceções, como alguém que já teve depressão eu sei muito bem como é não conseguir se levantar da cama para fazer algo, até as coisas que você gosta. Isso é uma generalização.

u/Whole_Tea_4654 — 22 days ago