O Brasil ter falido as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correia foi um dos maiores crimes contra nossa economia. A corrupção não acabou e provavelmente o Brasil nunca mais terá capacidade de fazer grandes obras! Abaixo alguns detalhes sobre a última grande obra dessas empreiteiras
A construção de Belo Monte foi uma das maiores operações de guerra logística da engenharia civil moderna. Embora o projeto tenha levado anos para sair do papel devido a impasses ambientais e judiciais, a execução física pela Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) — liderado justamente pela Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa — foi feita em um ritmo industrial sem precedentes no Brasil.
Para entregar uma usina desse porte em uma região remota como o Pará, eles usaram estratégias que transformaram o canteiro de obras em uma "fábrica de barragens":
1. Números de "Guerra"
Para garantir a velocidade, a estrutura montada foi colossal:
Mão de obra: No pico da obra, em 2013, o canteiro contava com 30 mil trabalhadores diretos.
Maquinário: Foi mobilizada a maior frota de equipamentos pesados do país, incluindo centenas de caminhões fora-de-estrada e escavadeiras de grande porte que operavam 24 horas por dia em três turnos.
Concreto: Foram usados cerca de 3,5 milhões de metros cúbicos de concreto. Para se ter uma ideia, isso seria suficiente para construir uns 15 estádios do Maracanã.
2. A Técnica de Escavação em Rocha
Belo Monte não é uma usina de "queda alta" como Itaipu; ela é de "fio d'água". O grande desafio técnico foi o Canal de Derivação:
Eles tiveram que escavar um canal de 20 km de extensão e 200 metros de largura para levar a água do Rio Xingu até a casa de força principal.
O volume de terra e rocha removido foi maior do que o escavado para o Canal do Panamá. A velocidade foi alcançada através de detonações controladas diárias e uma logística de remoção de entulho que nunca parava.
3. Logística de "Cidade-Canteiro"
Como a obra ficava no meio da Amazônia, a rapidez dependia de autonomia total:
As empreiteiras construíram fábricas de gelo e de concreto dentro do canteiro (o gelo é misturado ao concreto para evitar que ele rache ao secar no calor da Amazônia).
Havia portos temporários no Rio Xingu para receber as turbinas gigantescas (fabricadas pela Alstom e Voith), que vinham de navio e balsa em operações logísticas que levavam meses de planejamento.
4. O Sistema de Pré-Moldados e Formas Deslizantes
Para as estruturas de concreto, como o vertedouro e a casa de força, foram usadas formas deslizantes. Em vez de montar e desmontar fôrmas de madeira, o sistema de metal subia hidraulicamente à medida que o concreto curava, permitindo que as paredes "crescessem" continuamente, sem interrupções.