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Homem é baleado ao tentar recuperar celular roubado na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo
youtu.beO que aconteceu com os trólebus de Santos? Abandono silencioso?
Alguém aqui tem informações mais concretas sobre a situação dos trólebus de Santos?
Pelo que tenho acompanhado, os veículos (ex-Mafersa operados pela BR Mobilidade) seguem fora de operação há bastante tempo, mesmo após o avanço das obras do VLT. A linha 20, que era um dos principais eixos de operação elétrica por trólebus, continua sendo atendida por ônibus convencionais.
O que chama atenção é que, originalmente, a retirada parecia ser temporária por conta das obras. Porém, com o passar do tempo, não houve retorno — e também não há comunicação clara sobre reativação, modernização ou desativação definitiva.
Isso levanta algumas questões importantes:
A infraestrutura da rede aérea ainda existe em condições operacionais?
*A frota está preservada ou já em processo de sucateamento?
*Existe algum plano oficial para retorno ou o sistema foi abandonado na prática?
*A substituição por ônibus (diesel ou até elétricos a bateria) acabou se tornando permanente?
*Fica a sensação de que o sistema entrou em um “limbo”: não foi oficialmente encerrado, mas também não há sinais reais de retomada.
Considerando que se trata de um sistema elétrico estruturado, já implantado e com potencial ambiental relevante, é difícil entender a falta de definição clara.
Se alguém tiver informações atualizadas, fontes ou bastidores sobre decisões da operação, seria muito interessante entender melhor o que está acontecendo.
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Eu fiz isso para quem tiver interesse em usar Photoshop para editar essas fotos. Falta acrescentar muita coisa, como roleta e assento de cobrador (coisas que a IA não sabe fazer). Esses foram os primeiros trólebus importados de 50/60 e os primeiros nacionais daqui em diante.
1-3. BUT
4-6. Uerdinger/Siemens/Henschel
7-9. Westran
10-12. Ciferal/Scania/Tectronic
13-15. Massari/Villares
16-18. CAIO Amélia/Volvo/Villares
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youtu.beModelos de ônibus urbanos que não resistiram após a chegada do Sistema Interligado em São Paulo
Quando o Sistema Interligado foi implantado no início dos anos 2000, durante a gestão da Marta Suplicy, não foi apenas uma reorganização administrativa do transporte. Foi uma mudança estrutural profunda que redefiniu completamente quais ônibus poderiam continuar circulando na cidade — e, principalmente, quais não poderiam mais.
A partir desse momento, surgiram exigências mais rígidas: idade máxima da frota, padronização operacional, integração tarifária e, gradualmente, requisitos de acessibilidade. Essas mudanças, somadas, provocaram um efeito imediato e pouco discutido: a eliminação em massa de uma geração inteira de ônibus urbanos que até então eram comuns nas ruas.
Entre os modelos que mais sofreram esse impacto estão carrocerias clássicas como Thamco Scorpion, Thamco Dinamus, Ciferal Padron (Alvorada e Rio) e os Ciferal GLS Bus. Esses veículos, em sua maioria projetados entre os anos 80 e início dos 90, já chegavam ao novo sistema com desgaste acumulado, limitações estruturais e um padrão operacional que não acompanhava mais as exigências de um sistema integrado.
Outro grupo fortemente afetado foi o dos chassis mais antigos e pesados, como o Volvo B58, já bastante envelhecido no início dos anos 2000, e até mesmo modelos tecnicamente superiores, como o Volvo B10M. Apesar da robustez e conforto, o custo de manutenção mais elevado e a menor padronização fizeram com que perdessem espaço em um sistema que passou a priorizar eficiência operacional e redução de custos.
Casos específicos, como o conjunto Marcopolo Torino GV sobre o chassi , ilustram bem essa transição. Mesmo sendo veículos mais modernos para sua época, ficaram “no meio do caminho”: mais complexos e caros que os modelos simples com motor dianteiro, mas rapidamente superados por uma nova geração mais padronizada, como os chassis O-500.
Enquanto isso, alguns poucos modelos conseguiram uma sobrevida maior — especialmente carrocerias como Caio Vitória (com portas de duas folhas) e Caio Alpha. O motivo não foi preferência estética ou nostalgia, mas sim fatores práticos: eram mais recentes, estruturalmente mais resistentes e ainda encontravam mercado fora da capital. Mesmo assim, também acabaram desaparecendo com o avanço da renovação da frota ao longo dos anos 2000.
O que se viu naquele período foi, na prática, um “apagão de geração”. Centenas de veículos que ainda estavam em operação foram retirados quase simultaneamente, criando cenas que hoje parecem difíceis de imaginar: pátios lotados, ônibus aguardando destino, muitos sendo desmontados para peças e outros simplesmente abandonados até se tornarem sucata.
É importante destacar que esse processo não foi apenas resultado de descaso. Ele reflete uma combinação de fatores técnicos e econômicos: envelhecimento simultâneo da frota, baixa viabilidade de reforma, bloqueio da justiça, banimento total de bens após falência de tal empresa, excesso de oferta no mercado de usados e mudanças nas regras do sistema. Em muitos casos, simplesmente não fazia sentido financeiro manter esses veículos em operação, quanto mais vendê-los pra alguma cidade.
No fim, o Sistema Interligado não apenas reorganizou o transporte coletivo de São Paulo — ele também marcou o fim definitivo de uma era da engenharia e da identidade visual dos ônibus urbanos da cidade. Uma geração inteira desapareceu em poucos anos, deixando como registro apenas fotos, memórias e alguns raros exemplares preservados.
E talvez a principal reflexão seja essa: no transporte urbano, a sobrevivência de um modelo não depende de sua história ou importância, mas de sua capacidade de se adaptar a um sistema que está sempre evoluindo.
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plamurbblog.wordpress.com🚍 O “museu fantasma” dos ônibus de São Paulo — e por que ele nunca abre?
Muita gente, principalmente dessa geração atual não sabe, mas São Paulo tem um acervo histórico incrível de ônibus e trólebus antigos, incluindo modelos clássicos da CMTC como CAIO Amélia, Monoblocos e trólebus históricos, todos guardados até hoje no Galpão Santa Rita, aguardando reforma para o museu.
Esse acervo está ligado ao chamado Museu Gaetano Ferolla, que já foi prometido diversas vezes como espaço aberto ao público… mas na prática, continua eternamente fechado.
📍 O que está acontecendo?
➡️ Os veículos existem e estão guardados (principalmente em garagens e galpões)
➡️ Muitos ainda são recuperáveis — mas estão se deteriorando com o tempo
➡️ O “museu” não funciona como museu de verdade (sem visitação regular)
⚠️ Por que nunca abre?
- Não existe um projeto executivo sólido
- Falta orçamento dedicado
- O espaço precisa atender normas (bombeiros, acessibilidade, segurança)
- A SPTrans não é um órgão cultural (não tem estrutura museológica), coisa que ela se recusa a ser, resiste e foge, como o diabo da cruz
- Baixa pressão pública → baixa prioridade política
💬 Sobre a promessa de reabertura
O prefeito Ricardo Nunes chegou a mencionar a reabertura, mas isso parece ter sido mais uma sinalização política do que um projeto viável no curto prazo.
Na prática:
👉 anunciar é fácil
👉 viabilizar é outra história
📉 O risco real
Enquanto isso, o acervo entra num limbo:
- Não é descartado (por valor histórico)
- Mas também não é restaurado
Resultado:
👉 degradação lenta
👉 perda de peças originais
👉 risco de virar sucata com o tempo
🧠 Pergunta pra discussão
Vale a pena São Paulo investir na preservação da sua memória sobre rodas?
Ou isso sempre vai ficar em segundo plano frente às urgências da cidade? Uma vez que nada nesse droga desse país que é um lixo se preserva. Esse Brasil sempre tem histórico de querer apagar qualquer história. Foi assim com as ferrovias interestaduais e foi assim com os bondes.
Alguém aqui recentemente já teve acesso ao acervo ou sabe de movimentações recentes sobre o museu?