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História:
Conheci alguém que, em pouco tempo, parecia diferente de todas as outras pessoas que já passaram pela minha vida. A gente tinha química, gostava das mesmas coisas, conversava todos os dias e, aos poucos, fui me encantando por cada detalhe dela — o jeito, as conversas, os momentos simples.
Me envolvi rápido. Talvez rápido demais.
Enquanto eu criava um vínculo, ela ainda estava entendendo o que sentia.
Em determinado momento, ela me perguntou se eu queria algo sério. Eu fui sincero: disse que gostava dela e que poderia ver algo a mais no futuro. Foi aí que as coisas começaram a mudar. Ela disse que não queria seguir, que tinha medo de se envolver e ser egoísta com alguém. Mesmo assim, continuei tentando, acreditando que, com o tempo, aquilo poderia evoluir.
A gente ainda conversava, principalmente por mensagem, escutávamos música juntos, mantínhamos um laço… mas pessoalmente já não era mais o mesmo. Eu sentia a distância crescendo, mesmo tentando diminuir.
Decidi então fazer algo especial. Um presente inspirado no Pequeno Príncipe, uma música, palavras sinceras e uma rosa. Ela se emocionou, disse que quase chorou, e por um momento pareceu que tudo poderia voltar a ser como antes. Mas foi só um momento.
No outro dia ela nem ligou pra passar um tempo comigo (somos da mesma sala da faculdade).Veio o silêncio. O afastamento. A confirmação de que o que eu sentia não estava sendo construído pelos dois.
No fim, ela foi clara: não se via comigo da mesma forma. E ali eu entendi — não faltou sentimento da minha parte, faltou reciprocidade.
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O que eu levo disso:
Aprendi que intensidade não constrói algo sozinho.
Que demonstrar sentimento não é errado — mas precisa existir resposta do outro lado.
Que não adianta tentar ser a solução para os medos de alguém.
E que, por mais bonita que seja a conexão, ela só cresce quando é escolhida por dois. Eu verdadeiramente me apaixonei em cada detalhe dela, mas nem isso foi suficiente para manter a nossa conexão.
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