u/Herma_L

Algumas pessoas não nascem para serem felizes em algumas áreas da vida como a amorosa? Ou nascem para serem sozinhas no mundo?

Será que algumas pessoas não nascem para terem um amor, por mais que queiram? Será que algumas pessoas, principalmente nós Mulheres Trans nascemos para a solidão?

Eu uma pessoa que cresci rodeada de gente recebendo atenção diária, me vejo só. Abri mão da toxidade da minha casa para poder ser eu e hoje me vejo sozinha. Eu não tenho sequer contato de emergência. Se eu precisar ir para o hospital ou que liguem para o Samu (como das outras vezes que tentei su1c1dio) não vai ter ninguém. Eu nunca me senti tão só. Estou me fechando se novo e minha mente entrando em uma redoma que vê o suic1d1o como uma saída e tanto. Eu tô trabalhando, tô tomando minha th, mas estou sozinha e meu passado me assombra. Meus traumas, medos e inseguranças crescem em mim.

Parece que não nasci para ser amada, para ter alguém do meu lado. E parece que nasci para estar sozinha porque sempre foi assim... O que mudou é que hoje eu sou quem eu sou de verdade e que estou longe da minha família.

Minha família não me aceita, meu antigo e pequeno círculo de pessoas não existe mais. Minha vontade é partir e dormir o sono eterno. Sou uma homo sapiens, uma espécie social. É triste nos vermos sozinhas e isoladas.

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u/Herma_L — 14 hours ago
▲ 23 r/transbr

Me ajudem!! (O texto vai mostrar em quê)

Fui educada e criada em um ambiente assembleiano em que por meu avô ser pastor e meu pai evangelista, cobravam de mim desde de tenra idade comportamentos esperados a filhos e netos de pastores, e submissão. E eu apanhei muito, de várias formas. A pior foi de cipó.

Eu cresci insegura, e com medo. Quando eu apanhava na escola e chegava em casa eu apanhava porque tinha apanhado. Se eu batesse me defendendo eu apanhava por ter batido. Eu era assediada e tinham caras que passavam as mãos em partes do meu corpo sem meu consentimento, eu reclamava e brigava com eles. Os professores não faziam nada, contavam para meus pais e eu apanhava porque segundo meus pais eu era mole.

Com 4 anos eu tomei consciência do inferno. E toda a minha vida usaram isso para impor medo de fazer qualquer coisa que consideravam pecado.

Então eu era medrosa, insegura, e tinha um respeito enorme pela minha família. Isso porque eu fui educada que Deus vem em primeiro lugar, a Família em Segundo, As pessoas em Terceiro e por último eu. Eu ouvi durante toda minha vida que a minha vontade deveria ser menor que a dos outros, que eu tinha nascido para servir. Meu avô dizia: quem não vive para servir, não serve para viver.

Acompanhando a isso estava o ensinamento de que a opinião dos outros era muito importante e que eu tinha que agradar.

Hoje, já sai da casa dos meus pais, já não creio em inferno. E finalmente posso ser eu. Mas ainda persistem a insegurança, o medo de fazer algo que socialmente (digo pelo meio conservador) errado, como usar roupa curta, ter vários parceires etc. Coisas que eu faço, mas quando sei que alguém da minha antiga vida viu ou soube fico morrendo de vergonha.

Quero deixar esse medo, insegurança e necessidade se agradar pra trás. Porque as pessoas erram meus pronomes e eu fico com medo de corrigir, fico sempre insegura se estou agradando e nunca confronto as pessoas que erram comigo porque ainda persiste em mim o ter que agradar.

Me ajudem! Sejam cordiais por favor! Já basta ouvir que eu fui ingrata por ter transacionado contra a vontade dos meus pais..

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u/Herma_L — 1 day ago