u/Extension_Cod_8132

Tenho refletido sobre algo e gostaria de compartilhar isso de forma respeitosa.

Entendo e respeito completamente o propósito desta comunidade, apoiar a expressão humana, o talento musical e a arte por trás da criação musical. Isso realmente importa.

Ao mesmo tempo, acredito que existem diferentes caminhos para a expressão.

Sim, sei que algumas pessoas dependem inteiramente da IA ​​para fazer tudo. Mas também existem aquelas que trazem suas próprias histórias para isso, usando-a como uma ferramenta, às vezes até como uma forma de terapia. Esse é o meu caso.

Para mim, não se trata de substituir a criatividade. Trata-se de finalmente ter uma maneira de expressar coisas que permaneceram silenciosas por anos.

Não estou aqui para questionar as regras ou julgar ninguém. Respeito profundamente aqueles que conseguem traduzir emoções através de instrumentos, essa é uma bela forma de arte. Mas nem toda história tem a chance de se desenvolver dessa maneira.

Minha formação é em engenharia civil. Trabalho na área há mais de 20 anos e como engenheiro há 10. Lembro-me de quando tudo era calculado manualmente, fórmulas, longas horas, às vezes dias ou meses para uma única estrutura.

Hoje, usamos ferramentas avançadas, incluindo IA, que podem fazer isso em segundos.

Isso não nos tornou menos engenheiros.

Alguns profissionais confiam cegamente nisso. Outros, como eu, usam como um poderoso aliado, mas ainda revisam, analisam e assumem a responsabilidade pelo resultado.

Para mim, a ideia é a mesma.

Não substituir o trabalho manual, mas usar o que temos para finalmente construir algo que, de outra forma, talvez nunca existisse.

Obrigado a todos que dedicaram um momento para ler isto.

reddit.com
u/Extension_Cod_8132 — 10 days ago
▲ 4 r/Best_Ai_Music+2 crossposts

Versão em português, uma homenagem sincera a dois ídolos que deixaram saudade.

Eternos Kurt e Chester.

Espero que curtem, foi feito de coração...

u/Extension_Cod_8132 — 11 days ago
▲ 3 r/SunoAI+1 crossposts

Queria fazer uma postagem um pouco diferente do que costumo ver por aqui, algo mais aberto, mais humano, mais troca mesmo.

A ideia é a gente conversar sobre o processo criativo usando ferramentas como o Suno (ou outras do mesmo tipo). Não só o resultado final, mas o caminho até ele: como surgem as ideias, como cada um constrói suas letras, imagina a música antes dela existir, trabalha os prompts, faz ajustes, lapida… até chegar naquela versão que realmente representa o que queria expressar.

Tem gente que para no que o Suno entrega, outros, como eu, gostam de ir além e ainda mexer depois, seja com edição, masterização ou pequenos ajustes. E eu acho isso tudo muito interessante de compartilhar.

Então vou começar contando um pouco do meu processo.

Quando conheci o Suno, através de anúncios e vídeos no YouTube, confesso que fiquei desconfiado. Pensei: “Será que isso tudo funciona mesmo?”

Eu já escrevia há muitos anos, desde os meus 14. Sempre usei a escrita como uma espécie de refúgio, uma forma de organizar a mente, aliviar o peso das coisas vividas, dos momentos que passei, frustações, angustias, pressões, uma vida que não foi muito fácil. E, de repente, me vi diante da possibilidade de ouvir minhas próprias letras ganhando vida… depois de mais de 30 anos escrevendo.

Aquilo me pegou.

No começo, explorei bastante o que a própria ferramenta sugeria. Testava prompts prontos, ouvia resultados… era impressionante, mas ainda não soava como “eu”. Faltava identidade.

Foi aí que veio a curiosidade: “E se eu começar a criar meus próprios prompts?”

Comecei a pesquisar, estudar, observar. Passei a analisar músicas que marcaram fases da minha vida, escutar atentamente o que cada instrumento transmitia, tentando entender o porquê delas me tocarem tanto. Testei muito, errei bastante também. Meses nisso.

Com o tempo, comecei a perceber pequenas evoluções. Sempre tive uma mentalidade muito voltada a teste e análise (sou engenheiro civil, trabalho com estruturas e analises estruturais de pequenas e grandes obras), então fui aplicando isso na música também: experimentar, ajustar, repetir… até fazer sentido.

Aos poucos, fui entendendo que dava pra moldar muita coisa: andamento, estilo de voz, tonalidade, diferença entre versos e refrões… e principalmente o poder do campo “Styles”, onde comecei a descrever com mais precisão aquilo que eu imaginava.

Hoje, depois de quase 3 anos usando o Suno, sinto que evoluí bastante nesse processo. Já consigo escrever uma letra e, de certa forma, “ouvir” como ela deveria soar antes mesmo de gerar. O Suno acabou virando, pra mim, como um grande estúdio, cheio de instrumentos à disposição, mesmo eu não sabendo tocar nenhum.

E isso ainda me impressiona.

Mas não parei só nisso. Por curiosidade (e um pouco de teimosia também), comecei a trabalhar o áudio depois que a música fica pronta. Passei a usar o Audacity, que achei mais fácil, e de fácil acesso por ser gratuito, estudei bastante, ainda estou longe de ser especialista, mas já criei alguns macros próprios pra melhorar o som.

Muita gente pode pergunta: “Por que não usa só o próprio Studio do Suno?”

E a resposta é simples: aqui no Brasil acaba ficando caro manter a assinatura. O Audacity é gratuito e, além disso, estou gostando muito do processo de aprender e mexer com isso. Me sinto quase um produtor, e é divertido demais.

Hoje, com 45 anos, encaro tudo isso mais como um hobby. Uma forma de desacelerar, sair um pouco da correria do mundo e cuidar da mente.

Vou mostrar um pouco do processo que uso atualmente para minhas canções.

 

Exemplo Prompt utilizados no Styles:

90s alternative grunge, atmospheric and emotional, studio-quality production blended with raw garage recording feel, warm analog saturation, slightly imperfect textures, dynamic contrast between soft clean verses and explosive distorted choruses, deep emotional male vocals, introspective and aggressive tone, slow build tension, melancholic yet powerful, dreamy and storm-like atmosphere, layered guitars with delay and reverb, intimate but massive sound, like sunlight breaking through rain during a storm.

Tempo: 66 BPM

Suggested key: D minor or C minor

Dynamics: Quiet → Loud → Quiet → Crushing → Silence

 

Exemplo Estrutura das letras:

[Intro – Instrumental | Fade in from near silence]

[Very subtle tape hiss and distant rain-like texture, barely audible]

[Very low ambient hum and distant room noise.]

[Clean low-tuned guitar enters with slow minor notes.]

[Bass fades in slowly.]

[Floor tom hits spaced and deep.]

[Atmosphere dark, intimate, restrained.]

[no vocals — just ambient sounds slowly building]

 

[Verse 1 – Low, restrained voice | intimate]

Letra musical...

 

[Pre-Chorus – Progressive tension build]

Letra musical...

 

[Chorus – Open, heavy and emotional]

Letra musical...

 

[Interlude / Post-Chorus – Haunting guitar lead]

[no vocals — expressive, slow guitar]

[Short guitar phrases]

[Light bending notes]

[Deep reverb and delay]

[Atmosphere heavy and suspended]

 

[Verse 2 – Rougher tone | more exposed]

Letra musical...

 

[Pre-Chorus 2 – Wounded intensity]

Letra musical...

 

[Chorus 2 – More aggressive delivery]

Letra musical...

 

[Bridge – Almost spoken | dark introspection]

Letra musical...

 

[Break / Short Silence]

[almost complete silence — just ambient noise]

[Low-frequency ambience]

[Very distant room tone]

 

[Break → Final Chorus Build | Ritualistic growth]

[instrumental crescente]

[Bass sustained low note]

[Floor tom returns slowly]

[Guitar descending minor notes]

[Gradual density increase]

 

[Final Chorus – Crushing emotional weight]

Letra musical...

 

[Outro – Calm and resigned]

Letra musical...

 

[soft instrumental ending — clean guitar fading out]

[Very subtle tape hiss and distant rain-like texture returns briefly before silence]

 

Exemplo Ajuste do som no Audacyti:

SelectAll:

Normalize:PeakLevel="-4" RemoveDcOffset="1" StereoIndependent="0"

SelectAll:

Compressor:Threshold="-15" NoiseFloor="-40" Ratio="2.2" AttackTime="35" ReleaseTime="280" MakeUpGain="0" KneeWidth="6" UsePeak="0"

SelectAll:

GraphicEq:FilterLength="8191" v0="-6" v1="-6" v2="-5" v3="-5" v4="-4" v5="-3" v6="-2" v7="-1" v8="0" v9="1" v10="2" v11="3" v12="3" v13="3" v14="2" v15="2" v16="1" v17="0" v18="-1" v19="-2"

SelectAll:

Limiter:Type="SoftLimit" InputGain="0" LimitTo="-2" Hold="10" MakeUpGain="0"

SelectAll:

BassAndTreble:Bass="2" Treble="1"

SelectAll:

Normalize:PeakLevel="-1" RemoveDcOffset="0" StereoIndependent="0"

 

E agora eu queria muito ouvir de vocês:

Como é o processo criativo de vocês?

Vocês já têm um método definido ou vão mais pelo sentimento do momento?

reddit.com
u/Extension_Cod_8132 — 13 days ago
▲ 4 r/Best_Ai_Music+2 crossposts

Letra de minha autoria, uma reflexão pessoal, um manifesto silencioso que ecoa dentro do peito e que, virou uma canção.

Um grito contido contra a ilusão da liberdade, misturado com a dor de perceber que muitos vivem acorrentados sem sequer notar, apenas seguindo, e muitas das vezes sem sabe pra onde.

Um lamento lúcido sobre a falsa liberdade e a passividade humana diante das próprias correntes.

 

Letra Musical:

THE FREEDOM WE NEVER TOUCH

[Verse 1]

Are we free… or just voiceless shadows?

Invisible chains bind us to illusion,

we follow rules we never chose,

obedient as domesticated dogs.

 

[Verse 2]

They strike the human heart without shame,

manipulate without guilt, without remorse.

A cold game... pieces on a board,

feeding the lie we call reason.

 

[Pre-Chorus]

Why don’t we scream?

Why don’t we shatter the mirror?

We fake our outrage…

then fall asleep with open eyes.

 

[Chorus]

FREEDOM...

a distant mirage,

a fire that burns but never touches.

We walk blind on the edge of the abyss,

even knowing we’re not truly free.

 

FREEDOM...

a distant mirage,

a fire that burns but never touches.

We walk blind on the edge of the abyss,

even knowing we’re not truly free.

 

[Verse 3]

We want so much, but reach for nothing,

we fight to exhaustion and never arrive.

We crave the impossible as destiny,

and drink from mirages as if they were water.

 

[Pre-Chorus]

Why don’t we do anything?

Why don’t we tear the veil?

We’re fragile boats on an endless sea,

waiting for a horizon that never comes.

 

[Chorus]

FREEDOM...

a distant mirage,

a fire that burns but never touches.

We walk blind on the edge of the abyss,

even knowing we’re not truly free.

 

FREEDOM...

a distant mirage,

a fire that burns but never touches.

We walk blind on the edge of the abyss,

even knowing we’re not truly free.

 

[Bridge]

Who wrote right and wrong?

Who holds the truth at all?

Maybe we’re nothing but actors,

trapped in a script with no end.

 

[Final Chorus]

FREEDOM...

a distant mirage,

a cruel flame that keeps us standing.

We keep on walking, even in the dark,

even knowing we’re not truly free...,

we are not truly free...

u/Extension_Cod_8132 — 11 days ago
▲ 8 r/SunoAI

Há algo bonito acontecendo neste tempo em que vivemos, algo que talvez muita gente ainda não tenha parado para observar com calma.

Durante muitos anos, existiram pessoas que carregaram a música dentro de si, mas nunca tiveram a oportunidade de aprender um instrumento, de estudar teoria musical ou de entrar em um estúdio. A música, para essas pessoas, morava em silêncio, escondida em páginas de diário, em folhas soltas guardadas em gavetas, em versos escritos nas madrugadas, em poemas rabiscados entre um compromisso e outro. Aquele velho caderno de escola sabia muito sobre nós, em silêncio.

E esses escritos ficavam ali… quietos. Serviam para aliviar o coração, para registrar fases difíceis, lembranças bonitas, dores profundas e pequenas vitórias pessoais. Eram palavras que ajudavam a sobreviver.

Hoje, ferramentas como o Suno abriram uma porta que antes parecia trancada para muitos. Uma porta que permite que essas palavras antigas respirem de um jeito novo. Que aquelas frases guardadas possam ganhar voz, melodia, ritmo… possam ser escutadas, não apenas lidas.

E há algo profundamente emocionante nisso.

Porque não se trata apenas de tecnologia. Trata-se de sentir que aquilo que um dia foi só desabafo agora pode se transformar em música. Trata-se de revisitar uma fase da vida e não apenas recordar, mas ouvir, sentir novamente, perceber que se atravessou tempestades e ainda se está de pé.

Para muitos, isso não é sobre fama, dinheiro ou reconhecimento. É sobre expressão. Sobre dignidade emocional. Sobre dar forma ao que antes só existia dentro do peito.

Claro, existem críticas. Existem aqueles que olham para esse movimento e dizem que isso não torna alguém músico ou artista. Que apontam, julgam e condenam sem tentar compreender o que acontece do outro lado.

Mas talvez valha a pena olhar com outros olhos.

Nem todos querem que a inteligência artificial faça tudo. Muitos apenas desejam ver seus próprios escritos ganharem vida. Querem ouvir suas palavras cantadas em um estilo que lhes toca. Querem um arranjo que transforme lembranças em emoção. Querem sentir que aquilo que viveram pode ecoar além das páginas amareladas do tempo.

Porque a música sempre foi mais do que técnica. Sempre foi mais do que virtuosismo.

A música é refúgio.

É ponte.

É memória viva.

É emoção que sustenta.

É força para continuar quando a estrada parece longa demais.

E não é necessário ser um músico tradicional para ser um criador com alma. Há arte em cada verso sincero, em cada refrão que nasce da dor, da saudade, da esperança.

Muitos entram nesse mundo não para serem famosos, mas para finalmente ouvir aquilo que tantas vezes ninguém quis escutar: sua própria história.

E se a música tem o poder de salvar, de consolar, de fazer alguém seguir em frente… então talvez o mais importante não seja discutir quem pode ou não pode criar; mas reconhecer o bem que nasce quando sentimentos encontram voz.

No fim das contas, cada canção que nasce de um coração sincero é uma pequena vitória contra o silêncio.

E isso, sim... é arte.

E antes que alguém pergunte: não, não sou um bot… apenas alguém refletindo com o coração.

reddit.com
u/Extension_Cod_8132 — 17 days ago