Olá pessoal, lá pelos idos de 2018 eu e vários amigos frequentavam um espaço que se dizia "espiritual", do tipo nova era. Eis que o dirigente do lugar um dia diz que ia lançar um livro e abre um financiamento coletivo para a tal publicação. A campanha foi um sucesso, com pessoas apoiando com centenas e até milhares de reais. Finalizado o tempo de arrecadamento, este homem recebe o dinheiro na conta dele (mais de 35 mil reais), e nunca mais dá uma satisfação sobre produção do livro, prazos ou recompensas (tinha várias outras além do livro) para os apoiadores.
Infelizmente eu sei o que ele fez com o dinheiro na época mas não vou entrar em detalhes porque não tenho como provar... Como vocês devem imaginar, não foi o tal livro. O livro sempre era mencionado com um sorridente "ainda não está pronto". E assim seguiu até nem sei mais quando, pois em 2020 eu já tinha rompido qualquer vínculo com esse lugar e não tive mais notícias.
Eis que semana passada, em pleno 2026, fiquei sabendo via um outro apoiador da campanha que tal livro está pronto e tem data de lançamento. E está em pré-venda, a custos exorbitantes, para "financiar os custos de impressão" (Opa! Mas já não tinha sido financiado?). Nem sinal de qualquer satisfação para quem apoiou o financiamento em 2018, imagino que deva ter assumido que todo mundo já esqueceu de quanto gastou.
Minha pergunta é: nós que pagamos pelo livro e pelas outras recompensas listadas no financiamento coletivo em 2018 ainda temos direito a isso tudo? Mais importante (pois sei que dezenas de pessoas que apoiaram com muito dinheiro na época tacariam esse livro no fogo se o recebessem hoje em dia): temos direito a reembolso? Se sim, como lutamos por isso?
Segundo os termos de uso da plataforma em que foi lançado o financiamento coletivo, as transações neste caso são caracterizadas legalmente como pré-vendas. Porém lá também diz que é necessária a emissão de nota fiscal, que não foi emitida.