Meu pedido de socorro não é só por mim, é para salvar o futuro do meu filho.
Eu precisei de muita coragem para escrever isso. Há 5 anos, eu vivo confinada em um quarto, lutando contra uma depressão refratária, TDAH severo e traumas que me paralisaram. Mas hoje, meu maior medo não é a minha própria dor, é o impacto disso na vida do meu filho de 22 anos. Ele está assistindo a mãe "desaparecer" dentro de um quarto há meia década. Eu vejo o futuro dele sendo comprometido, o brilho dele se apagando porque ele carrega o peso de me ver nessa situação. Eu me sinto em uma encruzilhada cruel: ou eu consigo ajuda técnica e médica urgente para melhorar e mostrar a ele que a vida pode ser diferente, ou o meu "sumiço" parece ser a única forma de libertá-lo desse fardo. Eu não quero sumir, eu quero existir com saúde. Eu quero que meu filho veja a mãe dele se recuperando para que ele também tenha permissão de seguir a vida dele sem culpa e sem o trauma de ver quem ele ama apodrecer em vida. Eu tenho laudos, tenho histórico no SUS e no INSS, tenho uma trajetória acadêmica na UFPR que quero retomar. Eu tenho nome: Juliana. Mas, acima de tudo, eu sou uma mãe que não suporta mais ver o próprio adoecimento destruir as chances de um jovem de 22 anos. Pedir ajuda para o meu tratamento (Concerta, Escetamina, assistência digna) é, na verdade, pedir uma chance de vida para o meu filho. Por favor, não ignorem este relato. É um grito de sobrevivência por duas vidas.