Olá, estou a passar por uma situação complicada. Recentemente fui vítima de comportamentos abusivos pelo meu chefe.
Contexto: trabalho num restaurante. Senti a necessidade de ir para o WC. Eis que o meu patrão entra no wc feminino, todo nervoso a simular gestos de agressão com as mãos e a dar murros na parede, a acusar me de usar o telemóvel no trabalho, eu estava a terminar de vestir-me… ele disse que estou sempre a ir para a casa de banho e disse-me para pegar as minhas coisas e ir-me embora porque já não faço parte da empresa. No dia, fui-me embora e faltei o dia a a seguir. Mas depois percebi que tenho contrato e que se me quiser demitir tem que o formalizar. Escrevi uma carta registada e enviei a relatar sobre o ocorrido e que salvo formalização eu iria no dia seguinte aparecer para trabalhar. A temer pela duração de entrega da carta, enviei também por email.
No dia seguinte, apareci no trabalho. Ele me chama para uma sala particular e acusou-me de ter faltado o dia de trabalho pela qual lhe respondi que foi ele a dizer que não faço mais parte da empresa. Eu informei-lhe que não me sentia confortável e se ele me autorizava gravar a nossa conversa. Eis que ele começou outra vez com os gestos agressivos, pegou no meu telemóvel e atirou ao chão (partiu-se todo) e disse-me que os murros na parede era para evitar que fossem em mim, que ele queria era poder bater me.
Nisto chamei a polícia e apresentei queixa. Recebi hoje carta da polícia a solicitar a minha comparência no dia 15 de maio. O problema é que não tenho advogado e não tenho condições para arranjar um. Já solicitei um à segurança social, mas me disseram que tenho que aguardar 30 dias para obter uma resposta. Também fui para a ACT e disseram me para enviar uma carta de demissão por justa causa.
O presente texto foi gerado com ajuda de IA, e queria saber da opinião de um advogado se isto tem alguma base (dados fictícios):
“[Cidade], [Data de hoje]
Assunto: Resolução do Contrato de Trabalho com Justa Causa — Artigo 394º do Código do Trabalho
Eu, Maria da Silva Santos, portadora do NIF 123 456 789, residente na Rua das Flores, nº 10, 4700-000 Braga, venho por este meio comunicar a resolução imediata do meu contrato de trabalho com justa causa, ao abrigo do disposto no artigo 394º, nº 2 do Código do Trabalho.
Dos factos
No dia 10 de abril de 2025, durante o horário de trabalho, o meu superior hierárquico direto seguiu-me até às instalações sanitárias femininas, interpelando-me de forma agressiva e intimidatória, simulando gestos de agressão física na minha direção.
Posteriormente, no dia 15 de abril de 2025, fui convocada para uma sala privada, onde o mesmo superior hierárquico me confrontou verbalmente, declarou explicitamente que desejava agredir-me fisicamente, e socou a parede. No decurso deste incidente, agarrou o meu telemóvel e atirou-o ao chão, causando a sua destruição.
Na sequência direta destes acontecimentos, fui observada pelo médico assistente, tendo-me sido diagnosticada ansiedade grave e atribuída baixa médica pelo período de um mês, com início em 15 de abril de 2025, documento que se anexa à presente carta.
Os factos acima descritos foram participados às autoridades policiais, tendo sido registada queixa com o número 2025/XXXXXX.
Do direito
Os comportamentos descritos constituem violação grave dos direitos e garantias legais da trabalhadora, nomeadamente do direito à integridade física e moral, ao respeito e à dignidade no local de trabalho, previstos nos artigos 15º, 25º e 127º do Código do Trabalho, consubstanciando justa causa de resolução do contrato por iniciativa da trabalhadora, nos termos do artigo 394º, nº 2, alíneas b) e d) do Código do Trabalho.
O diagnóstico de ansiedade grave e a consequente baixa médica constituem prova objetiva do impacto dos comportamentos do empregador na saúde física e psicológica da trabalhadora.
Da resolução
Face ao exposto, declaro a resolução imediata do contrato de trabalho que me vincula à empresa Restaurante Exemplo Lda., com sede na Rua Central, nº 5, 4700-000 Braga, com efeitos a partir da data da receção da presente carta.
Reservo o direito a todos os créditos laborais devidos, incluindo indemnização nos termos do artigo 396º do Código do Trabalho.
Atenciosamente,
Maria da Silva Santos
Assinatura: ___________________”
Qualquer indicação será muito bem-vinda, não sei o que fazer, não tenho condições de ficar sem emprego. Tenho utilizado estes dias de baixa para procurar outro emprego.
Desculpa por qualquer erro ortográfico.