Estudei em uma universidade estudal de SP e, quando estava na graduação o programa Ciências sem Fronteiras estava vigente. Existiam algumas exigências para ir para universidades fora do país, porém, os requisitos que deviam ser cumpridos durante o período que os alunos estavam fora do país eram mínimos.
Podiam cursar poucas matérias, com pouca cobrança de presença e sem nenhum tipo de pesquisa associada. Eu vi apenas um aluno que foi para estudar e tinha aproveitado o tempo fora para realizar pesquisa.
Os demais aproveitaram para viajar, conhecer outros países, transar e encher a cara.
O que mais me deixa indignado é que é um programa de educação caro e que beneficiou alunos de famílias ricas. Por exemplo, na minha turma, tinha um aluno de família milionária - o pai era dono de uma indústria de plásticos - e foi para os EUA com dinheiro público.
Esse programa não trouxe nenhum benefício para o Brasil e nenhuma pesquisa ou conhecimento relevante foi adquirido pelos alunos. Pelo menos, para quem foi, teve a oportunidade de publicar fotos no Instagram e Facebook.