
Após nova eliminação em mata-mata, Mancini vê emocional como ponto a trabalhar com Bragantino
>Esta foi a 15ª eliminação em decisão contra time de Série A desde 2019, quando o clube passou a ser comandado pela Red Bull. Vagner Mancini não participou de todas as eliminações, mas esteve nas duas últimas. Além dessa contra o Mirassol, também foi eliminado pelo São Paulo nas quartas de final do Campeonato Paulista deste ano.
>– Estou incomodado por ter sido eliminado hoje e ter sido eliminado no Campeonato Paulista pelo São Paulo. São duas eliminações que, logicamente, eu não esperava que acontecesse. Em um momento como esse, fica até difícil falar alguma coisa, porque a gente está acelerado. Estou pensando muito no que vou falar aqui, mas o futebol não é só parte tática, técnica. Ele tem um envolvimento, uma atmosfera emocional muito grande. A gente está tentando desde aquela eliminação para o São Paulo e para hoje, a gente precisa analisar, sim, o quão emocionalmente a nossa equipe sofre quando tem que decidir as partidas. Porque em outros campeonatos a gente não tem visto isso. Em outros momentos do campeonato, não temos visto isso.
>– Quando temos que decidir, é um momento único do futebol, você tem que ter atletas, time e elenco capaz de suportar uma pressão que este tipo de jogo te impõe. Esse jogo impõe. Se formos analisar o jogo contra o São Paulo, em que fomos eliminados, nós tivemos a bola para sair na frente e a gente falhou. Hoje, nós tivemos os lances para fazer o 2 a 1 e a nossa equipe falhou também. Assim como falei na resposta anterior, faz parte do futebol. Mas a gente tem que detectar o que está acontecendo realmente para que a gente possa encontrar uma solução. O que vi nas duas partidas, foram lances idênticos. Dois jogos que tiveram basicamente os mesmos erros, mesmos tipos de erros. Isso temos que tentar mudar. Que o próximo seja diferente. Espero que, na Sul-Americana deste ano, a gente vá para o mata-mata. Logicamente, a cobrança será diferente junto aos atletas, junto ao grupo, para que a gente possa passar e mudar esse panorama.
>– O sentimento agora é de frustração. Estamos chateados. Temos que tomar cuidado com o que fala, porque é óbvio que todos nós estamos bem chateados com tudo aquilo que aconteceu. A gente começa bem a partida e, na hora que toma o gol do Mirassol, a equipe dá uma desajustada e oferece até algumas oportunidades para eles ampliarem o marcador. A gente consegue, felizmente, empatar no fim do primeiro tempo. Voltamos melhores no segundo tempo, joga melhor o segundo tempo. Uma equipe mais perto daquela que estamos acostumados a ver, mas comete erros. Esses erros acabaram nos custando caro.
>– Não podemos analisar o erro individual, porque nós também tivemos erros lá na frente. Poderíamos ter feito 2 a 1 duas, três vezes, com lances bem articulados, chegando bem. O Mirassol deu um chute no segundo tempo e acabou fazendo o gol. Vários errinhos que culminou sobrando para o Edson Carioca, que acabou fazendo o gol. A gente lamenta, está chateado, triste, mas temos que encarar o futebol. Futebol é isso. Por mais difícil que seja, temos que levantar a cabeça, seguir em frente, sabendo que nós tivemos dentro da partida, com a partida na mão, mas não fomos competentes o suficiente para matar a partida e acabamos tomando o gol. Fruto de um lance esquisito, que a bola sobrou para o Edson Carioca.