u/LucioVerissimo

Onde está Portugal?

Não na terra.
Não no mapa.

Está na língua,
onde a memória não dorme.

Portugal não está fixo, move-se
em quem o diz.

Na palavra que atravessa o mar
e não regressa igual.

Na voz que muda de corpo
sem perder o sopro antigo.

No erro, na variação, no desvio,
onde a língua volta a nascer.

Não império.
Não centro.

Acontece num mar de vozes.

reddit.com
u/LucioVerissimo — 7 days ago

Mar de vozes

Onde está Portugal?

Não na terra.
Não no mapa.

Está na língua,
onde a memória não dorme.

Portugal não está fixo, move-se
em quem o diz.

Na palavra que atravessa o mar
e não regressa igual.

Na voz que muda de corpo
sem perder o sopro antigo.

No erro, na variação, no desvio,
onde a língua volta a nascer.

Não império.
Não centro.

Acontece num mar de vozes.

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u/LucioVerissimo — 7 days ago

Mar de vozes

Onde está Portugal?

Não na terra.
Não no mapa.

Está na língua,
onde a memória não dorme.

Portugal não está fixo, move-se
em quem o diz.

Na palavra que atravessa o mar
e não regressa igual.

Na voz que muda de corpo
sem perder o sopro antigo.

No erro, na variação, no desvio,
onde a língua volta a nascer.

Não império.
Não centro.

Acontece num mar de vozes.

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u/LucioVerissimo — 7 days ago

Onde está Portugal?

Não na terra.
Não no mapa.

Está na língua,
onde a memória não dorme.

Portugal não está fixo, move-se
em quem o diz.

Na palavra que atravessa o mar
e não regressa igual.

Na voz que muda de corpo
sem perder o sopro antigo.

No erro, na variação, no desvio,
onde a língua volta a nascer.

Não império.
Não centro.

Acontece num mar de vozes.

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u/LucioVerissimo — 7 days ago

Não vos fixeis, Portugueses
nem na dor, nem na glória,
que nenhum destino cabe num só nome.

Trazeis nos olhos o rumor dos rios
das serras ao mar,
e nas mãos o sal antigo
de tudo o que partiu.

Senti tudo
o vento largo do Atlântico que ainda chama,
a luz cansada de Lisboa ao entardecer,
e a firmeza antiga do Porto
guardada no peito.

Não sejais um só
que até Fernando Pessoa
se fez muitos para dizer-se inteiro,
e Luís de Camões
cantou mais mundos do que viveu.

Sede muitos
partida e regresso,
memória e desejo,
ferida e caminho.

Porque em cada um de vós
há um mar por cumprir
e uma história por inventar.

Assim vivei
não como quem guarda cinzas,
mas como quem reacende o fogo,
com a alma aberta
e o horizonte
sempre por nascer.

reddit.com
u/LucioVerissimo — 13 days ago

Não vos fixeis, Portugueses
nem na dor, nem na glória,
que nenhum destino cabe num só nome.

Trazeis nos olhos o rumor dos rios
das serras ao mar,
e nas mãos o sal antigo
de tudo o que partiu.

Senti tudo
o vento largo do Atlântico que ainda chama,
a luz cansada de Lisboa ao entardecer,
e a firmeza antiga do Porto
guardada no peito.

Não sejais um só
que até Fernando Pessoa
se fez muitos para dizer-se inteiro,
e Luís de Camões
cantou mais mundos do que viveu.

Sede muitos
partida e regresso,
memória e desejo,
ferida e caminho.

Porque em cada um de vós
há um mar por cumprir
e uma história por inventar.

Assim vivei
não como quem guarda cinzas,
mas como quem reacende o fogo,
com a alma aberta
e o horizonte
sempre por nascer.

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u/LucioVerissimo — 13 days ago

Não vos fixeis, Portugueses
nem na dor, nem na glória,
que nenhum destino cabe num só nome.

Trazeis nos olhos o rumor dos rios
das serras ao mar,
e nas mãos o sal antigo
de tudo o que partiu.

Senti tudo
o vento largo do Atlântico que ainda chama,
a luz cansada de Lisboa ao entardecer,
e a firmeza antiga do Porto
guardada no peito.

Não sejais um só
que até Fernando Pessoa
se fez muitos para dizer-se inteiro,
e Luís de Camões
cantou mais mundos do que viveu.

Sede muitos
partida e regresso,
memória e desejo,
ferida e caminho.

Porque em cada um de vós
há um mar por cumprir
e uma história por inventar.

Assim vivei
não como quem guarda cinzas,
mas como quem reacende o fogo,
com a alma aberta
e o horizonte
sempre por nascer.

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u/LucioVerissimo — 13 days ago