u/JayBack1996

▲ 105 r/MusicaBR

Discos que passam sensação de frio

A temperatura caiu na minha cidade e quero dicas de vocês. O que costumam escutar quando está bem friozinho?

Pra mim esse disco da Bjork é oficialmente o disco de outono e inverno já feito.

u/JayBack1996 — 4 days ago

Hoje faz um ano que fui no show do SYSTEM OF A DOWN (minha banda favorita)

Esse não é só um post sobre o show em si, mas sobre a importância do SOAD na minha formação como pessoa. Leiam até o final, por favor.

O System Of A Down foi a banda que me fez enxergar música como arte, e não apenas como algo tocando no fundo enquanto a vida acontece.

Conheci a banda aos 11 anos, por causa de um amigo da escola. A primeira música que ouvi foi “Cigaro”, depois “Toxicity”. Minha vida mudou ali.

Comecei a ouvir todas as músicas de todos os álbuns em loop. Fui atrás das carreiras solo do Serj e do Daron (o Shavo ainda não tinha lançado o Seven Hours After Violet) e, naturalmente, comecei a descobrir cada vez mais bandas. Deixei o cabelo crescer, andava só de preto e virei aquele clássico metaleirinho rock wins aos 15 anos.

Com o tempo essa fase passou, e comecei a ouvir outros estilos também: rap, reggae, samba, MPB, funk (tanto James Brown quanto putaria), artistas pop e, mais recentemente, mergulhei de vez na música eletrônica.

Aos 18 anos decidi que queria compor minhas próprias músicas. Aprendi sozinho a tocar instrumentos, mixar e masterizar no computador. Como eu não conhecia nenhum vocalista pra cantar minhas letras, fui eu mesmo. Aprendi na base da tentativa e erro.

Hoje, aos 30, tenho centenas de composições circulando pelo underground paulista. Me tornei um músico que, embora desconhecido pra maioria das pessoas, é feliz fazendo arte pra meia dúzia que ouviu falar dele.

Mas essa história também tem um lado pesado.

Fui criado numa família pobre no extremo da Zona Norte de São Paulo. Pobre a ponto de, às vezes, não ter um ovo pra comer. Ver minha mãe desempregada, sozinha e desesperada tentando pagar as contas era brutal. Pra minha família, ir a shows era coisa de rico — um luxo inalcançável quando a prioridade era simplesmente sobreviver.

Nessa época, minha única companhia eram Serj, Daron, Shavo e John tocando num MP3 velho de incríveis 500MB. E sim, SOAD é uma banda política. Aquelas letras batiam direto na minha realidade, então também foram uma sementinha pra minha radicalização política (mas isso fica pra outro dia).

Em 2011, depois de anos separados, eles voltaram aos palcos e vieram pro Brasil tocar no Rock in Rio. Como eu era de São Paulo, menor de idade e completamente sem grana, só consegui assistir pela televisão.

Em 2015 eles voltaram, dessa vez em São Paulo. Eu já trabalhava, mas ainda carregava aquela mentalidade torta de que show era “coisa de rico”, de que eu não merecia me divertir. Hoje faço terapia toda semana e entendo muito melhor de onde vinha isso. Na época, simplesmente deixei passar.

Os anos foram passando e o SOAD nunca mais voltou ao Brasil. A própria banda ficou meio parada por conta das brigas internas e dos egos — coisa que qualquer fã conhece bem.

Até que em 2024 anunciaram um show em São Paulo, no Allianz Parque.

Dessa vez eu não hesitei.

Comprei o ingresso na pré-venda. Pista mesmo, porque era o que cabia no orçamento. Não importava o lugar, eu só queria estar lá. Parcelei tudo e paguei cada parcela com suor até o dia do show.

Fui cedo pro Allianz pra tentar pegar um lugar bom. Tomei chuva, passei fome porque não levei comida e já não tinha dinheiro pra comprar nada lá dentro. Esperei pacientemente as bandas de abertura acabarem e, depois de horas de perrengue, vivi a melhor noite da minha vida.

Eu cantei, gritei até perder a voz, chorei horrores, me descabelei e entreguei minha alma naquele show. A sensação era de estar num culto religioso — frase bem rock wins, eu sei KKKKKK.

Mas foi isso.

Eu lavei minha alma.

Realizei o sonho do meu eu adolescente.

Hoje sinto que minha vida está completa e que posso morrer em paz.

Moral da história: não tenha medo de gastar dinheiro vivendo algo que você ama. Tenha medo de morrer sem ter ido aos lugares que sempre quis conhecer.

reddit.com
u/JayBack1996 — 4 days ago

Hoje faz um ano que fui no show do SYSTEM OF A DOWN (minha banda fsvorita)

Esse não é só um post sobre o show em si, mas sobre a importância do SOAD na minha formação como pessoa. Leiam até o final, por favor.

O System Of A Down foi a banda que me fez enxergar música como arte, e não apenas como algo tocando no fundo enquanto a vida acontece.

Conheci a banda aos 11 anos, por causa de um amigo da escola. A primeira música que ouvi foi “Cigaro”, depois “Toxicity”. Minha vida mudou ali.

Comecei a ouvir todas as músicas de todos os álbuns em loop. Fui atrás das carreiras solo do Serj e do Daron (o Shavo ainda não tinha lançado o Seven Hours After Violet) e, naturalmente, comecei a descobrir cada vez mais bandas. Deixei o cabelo crescer, andava só de preto e virei aquele clássico metaleirinho rock wins aos 15 anos.

Com o tempo essa fase passou, e comecei a ouvir outros estilos também: rap, reggae, samba, MPB, funk (tanto James Brown quanto putaria), artistas pop e, mais recentemente, mergulhei de vez na música eletrônica.

Aos 18 anos decidi que queria compor minhas próprias músicas. Aprendi sozinho a tocar instrumentos, mixar e masterizar no computador. Como eu não conhecia nenhum vocalista pra cantar minhas letras, fui eu mesmo. Aprendi na base da tentativa e erro.

Hoje, aos 30, tenho centenas de composições circulando pelo underground paulista. Me tornei um músico que, embora desconhecido pra maioria das pessoas, é feliz fazendo arte pra meia dúzia que ouviu falar dele.

Mas essa história também tem um lado pesado.

Fui criado numa família pobre no extremo da Zona Norte de São Paulo. Pobre a ponto de, às vezes, não ter um ovo pra comer. Ver minha mãe desempregada, sozinha e desesperada tentando pagar as contas era brutal. Pra minha família, ir a shows era coisa de rico — um luxo inalcançável quando a prioridade era simplesmente sobreviver.

Nessa época, minha única companhia eram Serj, Daron, Shavo e John tocando num MP3 velho de incríveis 500MB. E sim, SOAD é uma banda política. Aquelas letras batiam direto na minha realidade, então também foram uma sementinha pra minha radicalização política (mas isso fica pra outro dia).

Em 2011, depois de anos separados, eles voltaram aos palcos e vieram pro Brasil tocar no Rock in Rio. Como eu era de São Paulo, menor de idade e completamente sem grana, só consegui assistir pela televisão.

Em 2015 eles voltaram, dessa vez em São Paulo. Eu já trabalhava, mas ainda carregava aquela mentalidade torta de que show era “coisa de rico”, de que eu não merecia me divertir. Hoje faço terapia toda semana e entendo muito melhor de onde vinha isso. Na época, simplesmente deixei passar.

Os anos foram passando e o SOAD nunca mais voltou ao Brasil. A própria banda ficou meio parada por conta das brigas internas e dos egos — coisa que qualquer fã conhece bem.

Até que em 2024 anunciaram um show em São Paulo, no Allianz Parque.

Dessa vez eu não hesitei.

Comprei o ingresso na pré-venda. Pista mesmo, porque era o que cabia no orçamento. Não importava o lugar, eu só queria estar lá. Parcelei tudo e paguei cada parcela com suor até o dia do show.

Fui cedo pro Allianz pra tentar pegar um lugar bom. Tomei chuva, passei fome porque não levei comida e já não tinha dinheiro pra comprar nada lá dentro. Esperei pacientemente as bandas de abertura acabarem e, depois de horas de perrengue, vivi a melhor noite da minha vida.

Eu cantei, gritei até perder a voz, chorei horrores, me descabelei e entreguei minha alma naquele show. A sensação era de estar num culto religioso — frase bem rock wins, eu sei KKKKKK.

Mas foi isso.

Eu lavei minha alma.

Realizei o sonho do meu eu adolescente.

Hoje sinto que minha vida está completa e que posso morrer em paz.

Moral da história: não tenha medo de gastar dinheiro vivendo algo que você ama. Tenha medo de morrer sem ter ido aos lugares que sempre quis conhecer.

u/JayBack1996 — 4 days ago
▲ 106 r/MusicaBR

Existem tantos álbuns que me passam essa vibe. De cabeça agora penso nas coisas do My Bloody Valentine, Molchat Doma, Portishead... todos esses tem uma pegada bem noturna, perfeitos pra ouvir depois das 23hrs. Posso até sentir o "cheiro" da madrugada só ouvindo essas músicas.

Eu pensei no Floral Shopee pois estava ouvindo ele madrugada de ontem pra hoje. Alguém subiu o disco pro streaming, obviamente não foi a Vektroid/Macintosh Plus pq ela mesma odeia esse disco e ele tem samples demais.

O vaporwave por si só é um gênero que passa bastante essa vibe. Me lembro eu criança nos anos 90 mexendo na internet discada e descobrindo o mundo. Reddit nem existia.

E vocês? O que me indicam nessa pegada? Obviamente não precisa ser vaporwave apenas, qualquer gênero desde que passe vibes de madrugada...

u/JayBack1996 — 11 days ago

Maitro = Vaporwave

Nação Zumbi = manguebeat

DFC = hardcore

O Rappa = reggae rock

Michael Jackson = (Rei do) Pop

System Of A Down = Metal alternativo

Angine De Poitrine = Math Rock

Planet Hemp = Maconhacore kkkkkkkkk

u/JayBack1996 — 13 days ago

Na verdade se for parar pra analisar os 3 primeiros albuns do Skank tem a vibe perfeita de um domingo a tarde. Mas o Calango, puta que pariu.

Jackie Tequila, Te Ver, Pacato Cidadão... sim, só musica do caralho.

Tenho lembranças de infância desse álbum tocando no almoço de domingo, que era um macarrão com frango ao molho delicioso e um copo de refrigerante de guaraná estupidamente gelado. Quero mais discos nessa pegada, me indiquem por favor e contem suas histórias com eles.

u/JayBack1996 — 16 days ago