
Publicámos uma análise detalhada ao Alves Ribeiro PPR no LiteraciaFinanceira.pt e queríamos partilhar aqui os principais pontos.
É um dos PPR mais antigos do mercado (lançado em 2001), gerido pelo Paulo Monteiro desde a criação - quase 25 anos sob a mesma direção, o que é raríssimo. Tem 353M€ sob gestão.
O que gostámos:
- Track record sólido: 5,9% anualizada em 24+ anos
- Resiliência em crises: em 2008, 2020 e 2022 caiu sempre menos do que o S&P 500 (natural, face ao limite de 40% em ações)
- Filosofia consistente: qualidade a preço razoável, sem extremos value/growth
- Gestão estável e transparente
Pontos de atenção:
- Encargos correntes de 1,59% (moderado-alto para o standard atual)
- Componente "defensiva" muito concentrada em crédito privado (46,8%) e pouco em dívida pública (5,5%) - mais sensível a stress de crédito do que parece
- Foi mais frágil que o S&P 500 na crise das dívidas soberanas europeias de 2011
- Liquidez parqueada em 5,2% acaba por ser drag em períodos de subida
Comparação com ETF equivalente
Comparámos com o Vanguard LifeStrategy 40% (V40A) nos últimos 5 anos: o ETF venceu por 0,3pp em rentabilidade anualizada, mas o PPR teve melhor Sharpe ratio. Com benefícios fiscais totalmente aproveitados, o PPR vence o ETF em ~18% a 30 anos. Sem benefícios, a vantagem desaparece.
A nossa conclusão
O argumento decisivo a favor deste PPR continua a ser fiscal + disciplina "forçada". Para quem aproveita os benefícios à entrada, pode fazer sentido. Para quem tem a coleta saturada com outras deduções, há que pensar bem.
Análise completa: https://www.literaciafinanceira.pt/artigos/analise-ao-alves-ribeiro-ppr-banco-invest