Desafios para gestão de lixo no Brasil
Durante o governo de Getúlio Vargas, no início do século XX, o Brasil passou por um grande processo de urbanização, culminando em enormes avanços industriais, econômicos e civilizacionais. Em contrapartida, nota-se que tal avanço não se instalou isento de dilemas, dentre os quais se destacam a gestão pública do lixo nas cidades. Nesse sentido, torna-se imperioso o entendimento de dois fatores centrais que permeiam essa problemática: a falta de consciência populacional e a inércia estatal.
Diante desse cenário, é lícito postular que a baixa compreensão da população acerca do assunto é um dos catalisadores principais desse problema. A respeito disso, a Biologia elucida que, uma má gestão de resíduos em ambientes urbanos, pode resultar em inúmeros problemas ambientais e de saúde, como enchentes e leptospirose. Nesse contexto, sabe-se que a desinformação que permeia a sociedade acerca desse tópico é um fator determinante para a piora das cidades ao gerir resíduos. Consequentemente, populações à margem da sociedade têm maiores chances de enfrentar tais problemas, visto que o manejo de rejeitos em partes citadinas menos favorecidas é pior. Dessa maneira, fica evidente que a falta de informação que norteia a problemática em questão é um grande promulgador da gestão do lixo no Brasil.
Ademais, cabe salientar a omissão estatal em torno do problema. Sob esse viés, o filósofo '' Nicolau Maquiavel '' afirma que os políticos orientam suas decisões baseadas na manutenção do poder, relegando o bem comum à segundo plano e destinando verbas à pautas populistas que não concernem às demandas da população. Nesse sentido, instala-se um quadro de negligência política: recursos objetivados à gestão do lixo tornam-se escassos a medida em que são destinados à agendas de interesse político, resultando no aumento da problemática. Dessa maneira, fica claro que a negação governamental é pacialmente complacente com a pobre gestão residual no Brasil hodierno.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio-Ambiente - detentor de transformações sociais -, promover campanhas de conscientização à população, por meio de comerciais televisivos e midiáticos, a fim de aumentar a consciência da população para atenuar o desafio. Outrossim, a mídia deve focar em mobilizar o povo a pressionar políticos, por meio de mídias digitais, a fim de mitigar a inércia do Governo e ser fiél à representação democrática da população. Assim, o problema em questão, proveniente da industrialização, será minguado.