
E se humanos não conseguissem mais engravidar naturalmente?
E se, devido a uma epidemia ou outro problema de saúde pública, os seres humanos não conseguissem mais se reproduzir naturalmente via relação sexual?
A única forma de ter filhos seria por meio de procedimentos médicos de reprodução assistida, como inseminação artificial e fertilização in vitro, em clínicas e laboratórios.
De um lado, isso eliminaria a gravidez indesejada. Toda criança seria gerada após planejamento familiar, reduzindo o abandono infantil e a quantidade de crianças em situação de vulnerabilidade. Também poderia haver um incentivo para adotar crianças de orfanatos.
No entanto, esses procedimentos são atualmente caros e inacessíveis para grande parcela da população. Em países com sistemas públicos de saúde fortes, talvez surgissem programas de acesso gratuito ou subsídios.
Também há o risco de certos governos e instituições aproveitarem a centralização da reprodução para adotarem políticas eugenistas contra minorias étnicas.
A barreira de custos, burocracia e complexidade médica poderiam causar um colapso nas taxas de natalidade. A população sofreria com um rápido envelhecimento, levando a maiores custos para cuidados geriátricos, colapso dos sistemas de aposentadoria e escassez de mão de obra jovem.