u/ComedorDePeixe

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O futebol, aquele desporto que todos adorávamos quando éramos crianças, mas quando crescemos percebemos que é um mundo de corrupção.

Este texto é sobre futebol internacional, mas provavelmente vou escrever um sobre Portugal (quando tiver tempo)

O futebol é um espetáculo destinado a entreter as crianças pobres que vivem na Colômbia, nas Filipinas ou na Tanzânia, para lhes fazer acreditar que também podem tornar-se ricas e famosas se souberem driblar uma bola, ignorando os interesses estrangeiros que levaram os seus países à pobreza.

A quantidade absurda de jogos manipulados, porque os emires do petróleo do Catar ficam furiosos se a equipa em que investem perde e não conseguem esconder o facto de que promovem o islamismo radical nos países em desenvolvimento para que estes continuem pobres.

As apostas desportivas e a dependência que estas provocam.

A gentrificação do futebol, com a essência do "desporto do povo" a ser substituída por experiências caras e sem alma.

Os pequenos clubes comprados por investidores que os tratam como um ativo qualquer, levando clubes históricos à falência, ou os clubes que só são grandes porque foram comprados e receberam milhões, enquanto os clubes mais pequenos têm dificuldade em pagar os salários e as despesas do estádio.

As pessoas que arriscam a vida para chegar à Europa em barcos que atravessam o Mediterrâneo, algumas delas a pensar que serão o próximo Lamine Yamal, mas que, em vez disso, se afogam ou acabam por ser exploradas em empregos precários, porque não faziam parte dos 0,01%.

Os campeonatos mundiais sendo usados para encobrir atrocidades, o futebol a tornar-se cada vez mais caro e acessível apenas a quem é supertalentoso, filho de jogadores ou super-rico.

Toda a pressão desde a infância para acabar por falhar, desistir, ter uma carreira medíocre em clubes medíocres e enfrentar problemas após a reforma, ou, se acabares por te tornares mundialmente famoso, ser usado como um peão pelos muito ricos.

Sinceramente, o que me parece pior é o futebol ser concebido hoje em dia para públicos do terceiro mundo, que não estão habituados a reclamar (de coisas como más decisões arbitrais) ou que não veem o sportswashing porque a sua fé ou cultura não lhes permite, ou porque vivem em Estados autoritários, que consomem futebol independentemente de quão falso, corrupto e manipulado ele seja, e que também caem na ilusão de que um dia serão como os jogadores que vêem e deixarão de viver na pobreza

reddit.com
u/ComedorDePeixe — 12 days ago

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O futebol, aquele desporto que todos adorávamos quando éramos crianças, mas quando crescemos percebemos que é um mundo de corrupção.

Este texto é sobre futebol internacional, mas provavelmente vou escrever um sobre Portugal (quando tiver tempo)

O futebol é um espetáculo destinado a entreter as crianças pobres que vivem na Colômbia, nas Filipinas ou na Tanzânia, para lhes fazer acreditar que também podem tornar-se ricas e famosas se souberem driblar uma bola, ignorando os interesses estrangeiros que levaram os seus países à pobreza.

A quantidade absurda de jogos manipulados, porque os emires do petróleo do Catar ficam furiosos se a equipa em que investem perde e não conseguem esconder o facto de que promovem o islamismo radical nos países em desenvolvimento para que estes continuem pobres.

As apostas desportivas e a dependência que estas provocam.

A gentrificação do futebol, com a essência do "desporto do povo" a ser substituída por experiências caras e sem alma.

Os pequenos clubes comprados por investidores que os tratam como um ativo qualquer, levando clubes históricos à falência, ou os clubes que só são grandes porque foram comprados e receberam milhões, enquanto os clubes mais pequenos têm dificuldade em pagar os salários e as despesas do estádio.

As pessoas que arriscam a vida para chegar à Europa em barcos que atravessam o Mediterrâneo, algumas delas a pensar que serão o próximo Lamine Yamal, mas que, em vez disso, se afogam ou acabam por ser exploradas em empregos precários, porque não faziam parte dos 0,01%.

Os campeonatos mundiais sendo usados para encobrir atrocidades, o futebol a tornar-se cada vez mais caro e acessível apenas a quem é supertalentoso, filho de jogadores ou super-rico.

Toda a pressão desde a infância para acabar por falhar, desistir, ter uma carreira medíocre em clubes medíocres e enfrentar problemas após a reforma, ou, se acabares por te tornares mundialmente famoso, ser usado como um peão pelos muito ricos.

Sinceramente, o que me parece pior é o futebol ser concebido hoje em dia para públicos do terceiro mundo, que não estão habituados a reclamar (de coisas como más decisões arbitrais) ou que não veem o sportswashing porque a sua fé ou cultura não lhes permite, ou porque vivem em Estados autoritários, que consomem futebol independentemente de quão falso, corrupto e manipulado ele seja, e que também caem na ilusão de que um dia serão como os jogadores que vêem e deixarão de viver na pobreza

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u/ComedorDePeixe — 12 days ago

Acho que os escravos (principalmente da Índia, Bangladesh e Nepal) que trabalham nos campos deveriam ser mais portugueses:

- Devemos proibir nomes não portugueses

- Substituir os nomes não portugueses por nomes portugueses e, provavelmente, atribuir-lhes o apelido do seu dono / patrão como apelido

- Proibir religiões estrangeiras, apenas o ateísmo ou o cristianismo

- Nos campos, só se pode falar português.

Não tenho mais ideias, mas acho que os escravos deviam ser como as pessoas da terra onde trabalham.

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u/ComedorDePeixe — 13 days ago

  1. Hoje em dia, os adolescentes não lêem livros, não gostam de ler e só o fazem quando os professores os obrigam.
  2. Os adolescentes jogam na PS5, na Nintendo, no telemóvel e vêem séries de televisão, não abrem livros.
  3. Os livros são antiquados e aborrecidos, quem é que gosta de ver letras escritas em papel quando tem ecrãs a mostrar tudo o que acontece na história?
  4. Os adolescentes querem ir ao ginásio ou jogar futebol, é isso que a próxima geração considera fixe.
  5. Só as raparigas é que lêem, a leitura é um hábito feminino, é só ver quem anda a fazer posts sobre livros no insta e TikTok.
  6. Todo o conteúdo que os adolescentes veem é produzido nos EUA, no Reino Unido e no Japão.
  7. A engenharia, a medicina e a gestão proporcionam empregos bem remunerados, ao contrário das artes ou da literatura.
  8. Numa entrevista de emprego, ninguém te vai perguntar se lês livros.
  9. As pessoas querem bares, cerveja, lojas de videojogos e praias, não bibliotecas nem livrarias.
  10. O Estado português gasta milhões para que a indústria do livro não desapareça, os autores e editores são subsídio-dependentes
  11. Na China, vê-se ecrãs por todo o lado; no Japão também. Os países mais avançados do mundo não se importam com histórias inúteis.
  12. Só lemos Saramago na escola porque ele teve a sorte de ganhar o Nobel, os livros dele são mesmo aborrecidos e mal escritos. Quem é que se importa com o que aconteceu no Convento de Mafra há 300 anos?
  13. Se o "Memorial do Convento" deixar de ser ensinado nas escolas, as crianças deixarão de visitar Mafra e a Câmara Municipal de Mafra ficará furiosa, é por esta razão que ainda se le o Memorial.
  14. O Saramago era apenas um serralheiro que escrevia sobre qualquer parvoíce, e nem Portugal nem o mundo (especialmente os mais jovens) estão interessados nele.
  15. Camões só é famoso porque foi utilizado na propaganda nacionalista, foi escolhido devido ao seu historial de viagens marítimas, como forma de evitar divisões no Império Português, não é um bom escritor.
  16. Eça de Queiroz foi um traidor e passou a vida a insultar Portugal e a perpetuar a imagem de Portugal como um país mau.
  17. Ninguém quer saber de uma família fictícia de há 200 anos.
  18. Antero de Quental não é um bom poeta, só o incluíram para que os açorianos não fiquem chateados por não estarem representados nos livros escolares.
  19. Tal como Camões, Fernando Pessoa só é lido porque escreveu propaganda ("Mensagem") e o Estado Novo precisava de mais uma máquina de propaganda.
  20. Fernando Pessoa e Antero de Quental eram mentalmente instáveis e precisavam de um psicólogo, essa é a explicação para os seus livros e não o que dizem os professores.
  21. A Sophia de Mello Breyner Andresen só é lida na escola porque era de uma família super-rica, não passava de uma miúda rica com poemas maçadores.
  22. Os livros da série "Uma Aventura" só são famosos porque uma das autoras era ministra e promoveu os seus livros aproveitando o seu cargo, uma boa estratégia para ganhar dinheiro.
  23. O sermão de Santo António aos peixes é realmente antiquado, complicado e irrelevante, nenhum adolescente consegue compreender uma coisa dessas.
  24. Quando os estrangeiros pensam em Portugal, pensam no Ronaldo ou nos pastéis de nata, e não num escritor qualquer.
  25. Os livros são apenas uma forma antiquada de entretenimento; não ensinam nada, eram apenas a forma como as pessoas ricas do passado passavam o tempo antes dos computadores e dos telemóveis; agora, esse hábito está simplesmente ultrapassado.
  26. Portugal é obcecado por livros, mas, ao mesmo tempo, é o país mais pobre da Europa.
  27. Quando as pessoas pesquisam "Gil Vicente", aparecem os resultados relativos ao clube de futebol e não coisas sobre o escritor.
  28. Almeida Garret só é famoso porque foi político e impôs os seus livros ao sistema escolar para ganhar dinheiro.
  29. "Frei Luís de Sousa" é a história de uma mulher que trai o marido depois de este ter desaparecido em combate, é um tema muito adequado para ensinar na escola.
  30. O futuro é a IA, não livros antiquados da Idade Média.

O que é que Portugal quer? Ficar antiquado e obcecado com livros que ninguém compreende ou que são péssimos e chatos, ou utilizar a tecnologia e progredir como todos os outros países?

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u/ComedorDePeixe — 13 days ago

Hoje ao jantar vi a reportagem sobre a mulher que foi obrigada a sair do autocarro por usar um véu, a reportagem dizia que ela tinha 26 anos, era bengali e estava a levar os seus dois filhos à escola.

Como é que uma mulher bengali, numa cidade onde a habitação é a mais cara, provavelmente a viver com um salário inferior ao mínimo ou sem sequer trabalhar, consegue sustentar dois filhos aos 26 anos?

E as mulheres portuguesas com 26 anos ou mais não podem ter filhos? O que está a acontecer?

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u/ComedorDePeixe — 13 days ago

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Há 20 anos, o turismo consistia em visitar os 3 ou 4 monumentos locais mais importantes, comer num restaurante tradicional que se tinha lido no guia de viagem e comprar algumas lembranças.

Hoje em dia é muito diferente: os turistas não querem apenas visitar monumentos, querem viver como os locais e ter a experiência mais "autêntica" possível.

O objetivo não é ser um turista, mas sim sentir-se como um habitante local.

Além disso, alguns turistas dedicam-se ao turismo de compras, indo a centros comerciais e comprando artigos, por vezes a preços mais baixos do que no seu país de origem.

Este novo tipo de turismo explica por que razão se vêem turistas em estádios, em jogos de futebol aleatórios, por que razão se vêem em mercados de rua dos quais nenhum turista tinha ouvido falar antes, por que razão estão a surgir tantas lojas e museus de "cultura portuguesa" (por exemplo, o fantástico mundo da sardinha portuguesa) que causam vergonha alheia, etc...

Atualmente, os turistas querem ou viver o que acreditam ser a vida dos locais, ou tirar fotos na moda para as redes sociais.

Mas esquecem-se de que os locais, especialmente em países como Portugal, onde as pessoas enfrentam dificuldades financeiras, não vivem como nas experiências turísticas que os turistas fazem, o que agrava a falta de empatia e compreensão sobre a gravidade da situação.

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

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Há 20 anos, o turismo consistia em visitar os 3 ou 4 monumentos locais mais importantes, comer num restaurante tradicional que se tinha lido no guia de viagem e comprar algumas lembranças.

Hoje em dia é muito diferente: os turistas não querem apenas visitar monumentos, querem viver como os locais e ter a experiência mais "autêntica" possível.

O objetivo não é ser um turista, mas sim sentir-se como um habitante local.

Além disso, alguns turistas dedicam-se ao turismo de compras, indo a centros comerciais e comprando artigos, por vezes a preços mais baixos do que no seu país de origem.

Este novo tipo de turismo explica por que razão se vêem turistas em estádios, em jogos de futebol aleatórios, por que razão se vêem em mercados de rua dos quais nenhum turista tinha ouvido falar antes, por que razão estão a surgir tantas lojas e museus de "cultura portuguesa" (por exemplo, o fantástico mundo da sardinha portuguesa) que causam vergonha alheia, etc...

Atualmente, os turistas querem ou viver o que acreditam ser a vida dos locais, ou tirar fotos na moda para as redes sociais.

Mas esquecem-se de que os locais, especialmente em países como Portugal, onde as pessoas enfrentam dificuldades financeiras, não vivem como nas experiências turísticas que os turistas fazem, o que agrava a falta de empatia e compreensão sobre a gravidade da situação.

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

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Esta é a história de um grupo de jornalistas de outro país que, no futuro, se desloca ao Alentejo para descobrir o impacto da escravatura e como a região adquiriu uma nova identidade com base nela.

Os jornalistas são guiados por Samuel, cujo avô paterno era proprietário de uma plantação e cuja avó paterna era uma mulher indiana que trabalhava nos campos.

Primeiro, Samuel fez aos jornalistas uma introdução à escravatura moderna no sul de Portugal, falando das pessoas que foram trabalhar nos campos, da impossibilidade de partir e regressar a casa, dos problemas psicológicos e genéticos causados por essa situação, etc...

Mas depois disso, Samuel mostrou o pior: as barracas onde os homens viviam sem água, os castigos infligidos aos que trabalhavam menos e até mesmo as conversões forçadas e as tentativas de eliminar a cultura que os escravos traziam dos seus países de origem (língua, costumes, etc.)

Por fim, Samuel explicou como muitas mulheres, tal como a sua avó, foram muitas vezes obrigadas a casar com os seus proprietários e a servi-los sempre que estes quisessem, como grupos perseguiam quem tentasse rebelar-se contra os senhores, e a humilhação e discriminação que estes trabalhadores e as suas famílias sofreram.

O Samuel contou que essas pessoas passaram por situações realmente difíceis, tão difíceis que era proibido dizer a palavra usada para designar esses trabalhadores, a palavra "monhé", para evitar problemas, especialmente se não se fosse descendente desses trabalhadores.

No entanto, isso deu origem a aspetos culturais únicos, tais como os templos religiosos escondidos ou o sotaque falado pelos descendentes desses trabalhadores, influenciado pelas línguas dos seus antepassados (bengali, punjabi, nepalês, etc.)

Até o vocabulário mudou, com a introdução de palavras originárias das línguas indianas, tais como "Dera" (que significa "casa", mas que originalmente designava o local onde os trabalhadores viviam), "Sastana", que significa "descanso", ou "Gópia", que significa "segredo" (referindo-se a coisas que os senhores não podiam saber).

Por vezes, realizavam-se rituais do fogo, inspirados nos praticados no subcontinente indiano, que foram adaptados à cultura ocidental e à vida no campo, tornando-se uma tradição.

Além dos rituais, a música, a gastronomia e outros aspetos foram fortemente influenciados pela mistura das culturas alentejana e indiana ou pela escravatura.

Samuel também aborda algo que critica: o turismo em antigas plantações e locais onde os escravos viveram e/ou trabalharam, embora apoie o megamuseu dedicado à escravatura em Setúbal e a ideia de ensinar às crianças as lições que se retiram de como políticas erradas acabam por conduzir a uma das piores tragédias que a humanidade já testemunhou.

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

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Esta é a história de um grupo de jornalistas de outro país que, no futuro, se desloca ao Alentejo para descobrir o impacto da escravatura e como a região adquiriu uma nova identidade com base nela.

Os jornalistas são guiados por Samuel, cujo avô paterno era proprietário de uma plantação e cuja avó paterna era uma mulher indiana que trabalhava nos campos.

Primeiro, Samuel fez aos jornalistas uma introdução à escravatura moderna no sul de Portugal, falando das pessoas que foram trabalhar nos campos, da impossibilidade de partir e regressar a casa, dos problemas psicológicos e genéticos causados por essa situação, etc...

Mas depois disso, Samuel mostrou o pior: as barracas onde os homens viviam sem água, os castigos infligidos aos que trabalhavam menos e até mesmo as conversões forçadas e as tentativas de eliminar a cultura que os escravos traziam dos seus países de origem (língua, costumes, etc.)

Por fim, Samuel explicou como muitas mulheres, tal como a sua avó, foram muitas vezes obrigadas a casar com os seus proprietários e a servi-los sempre que estes quisessem, como grupos perseguiam quem tentasse rebelar-se contra os senhores, e a humilhação e discriminação que estes trabalhadores e as suas famílias sofreram.

O Samuel contou que essas pessoas passaram por situações realmente difíceis, tão difíceis que era proibido dizer a palavra usada para designar esses trabalhadores, a palavra "monhé", para evitar problemas, especialmente se não se fosse descendente desses trabalhadores.

No entanto, isso deu origem a aspetos culturais únicos, tais como os templos religiosos escondidos ou o sotaque falado pelos descendentes desses trabalhadores, influenciado pelas línguas dos seus antepassados (bengali, punjabi, nepalês, etc.)

Até o vocabulário mudou, com a introdução de palavras originárias das línguas indianas, tais como "Dera" (que significa "casa", mas que originalmente designava o local onde os trabalhadores viviam), "Sastana", que significa "descanso", ou "Gópia", que significa "segredo" (referindo-se a coisas que os senhores não podiam saber).

Por vezes, realizavam-se rituais do fogo, inspirados nos praticados no subcontinente indiano, que foram adaptados à cultura ocidental e à vida no campo, tornando-se uma tradição.

Além dos rituais, a música, a gastronomia e outros aspetos foram fortemente influenciados pela mistura das culturas alentejana e indiana ou pela escravatura.

Samuel também aborda algo que critica: o turismo em antigas plantações e locais onde os escravos viveram e/ou trabalharam, embora apoie o megamuseu dedicado à escravatura em Setúbal e a ideia de ensinar às crianças as lições que se retiram de como políticas erradas acabam por conduzir a uma das piores tragédias que a humanidade já testemunhou.

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

O Alabama (e outros estados dos EUA) são conhecidos pela sua cultura, fortemente influenciada pela época em que os escravos trabalhavam nos campos para os seus senhores.

O Alentejo está praticamente na mesma situação, com centenas de pessoas a chegar em condições semelhantes, o que provavelmente terá um grande impacto na cultura futura.

Como é que vocês acham que esta escravatura atual no Alentejo irá moldar a futura cultura portuguesa?

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

O Alabama (e outros estados dos EUA) são conhecidos pela sua cultura, fortemente influenciada pela época em que os escravos trabalhavam nos campos para os seus senhores.

O Alentejo está praticamente na mesma situação, com centenas de pessoas a chegar em condições semelhantes, o que provavelmente terá um grande impacto na cultura futura.

Como é que vocês acham que esta escravatura atual no Alentejo irá moldar a futura cultura portuguesa?

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

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Um dia, devido à integração mal sucedida na sociedade portuguesa, à falta de oportunidades, ao custo de vida excessivo e à pobreza extrema nas zonas rurais do Alentejo e noutras zonas do interior agrícola português, os trabalhadores indianos decidiram revoltar-se.

Formaram pequenos grupos para organizar pequenos distúrbios, causando preocupação e a necessidade de agir.

O ponto nevrálgico da revolta situou-se em Odemira, onde foi chamada a força de operações especiais da GNR e onde muitos manifestantes, junto a contentores incendiados, gritavam que queriam justiça.

A situação agravou-se rapidamente quando, em Aljezur, um pequeno grupo armado de cerca de 50 trabalhadores agrícolas, liderado por Ishwar Singh Grewal, tomou a Câmara Municipal e as ruas principais, o que exigiu a intervenção do exército.

Os confrontos foram breves, mas intensos, não tendo-se registado baixas em grande número.

Os rebeldes dirigiram-se posteriormente para Beja, ameaçando avançar para a Vidigueira e mais além, mas o exército português, em conjunto com a Força Aérea, lançou a Operação Capricórnio com o objetivo de localizar os arsenais e as bases rebeldes, tendo esta operação sido um sucesso.

Mas as forças armadas não tiveram sucesso a 100 %, nem mesmo no seu próprio país: um grupo de guerrilheiros conseguiu emboscar uma posição do exército, capturar um sargento e causar danos a uma unidade que pretendia desferir o golpe final em Odemira contra os rebeldes.

Mas o exército não desistiu e, mais tarde, conseguiu encontrar um camião que escondia foguetes e morteiros em Montemor-o-Novo, evitando assim, possivelmente, um desastre ainda pior.

Mais tarde, uma unidade do regimento de comandos levou a cabo a Operação Pantera, na qual foram localizados os últimos rebeldes e o conflito chegou ao fim.

No entanto, os danos em muitas cidades do Alentejo, do Algarve e até mesmo em algumas cidades do Ribatejo foram consideráveis; os grupos rebeldes não se dissolveram, mantendo-se apenas inativos até surgir a próxima oportunidade de se rebelarem contra os corruptos do governo de Lisboa.

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

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Um dia, devido à integração mal sucedida na sociedade portuguesa, à falta de oportunidades, ao custo de vida excessivo e à pobreza extrema nas zonas rurais do Alentejo e noutras zonas do interior agrícola português, os trabalhadores indianos decidiram revoltar-se.

Formaram pequenos grupos para organizar pequenos distúrbios, causando preocupação e a necessidade de agir.

O ponto nevrálgico da revolta situou-se em Odemira, onde foi chamada a força de operações especiais da GNR e onde muitos manifestantes, junto a contentores incendiados, gritavam que queriam justiça.

A situação agravou-se rapidamente quando, em Aljezur, um pequeno grupo armado de cerca de 50 trabalhadores agrícolas, liderado por Ishwar Singh Grewal, tomou a Câmara Municipal e as ruas principais, o que exigiu a intervenção do exército.

Os confrontos foram breves, mas intensos, não tendo-se registado baixas em grande número.

Os rebeldes dirigiram-se posteriormente para Beja, ameaçando avançar para a Vidigueira e mais além, mas o exército português, em conjunto com a Força Aérea, lançou a Operação Capricórnio com o objetivo de localizar os arsenais e as bases rebeldes, tendo esta operação sido um sucesso.

Mas as forças armadas não tiveram sucesso a 100 %, nem mesmo no seu próprio país: um grupo de guerrilheiros conseguiu emboscar uma posição do exército, capturar um sargento e causar danos a uma unidade que pretendia desferir o golpe final em Odemira contra os rebeldes.

Mas o exército não desistiu e, mais tarde, conseguiu encontrar um camião que escondia foguetes e morteiros em Montemor-o-Novo, evitando assim, possivelmente, um desastre ainda pior.

Mais tarde, uma unidade do regimento de comandos levou a cabo a Operação Pantera, na qual foram localizados os últimos rebeldes e o conflito chegou ao fim.

No entanto, os danos em muitas cidades do Alentejo, do Algarve e até mesmo em algumas cidades do Ribatejo foram consideráveis; os grupos rebeldes não se dissolveram, mantendo-se apenas inativos até surgir a próxima oportunidade de se rebelarem contra os corruptos do governo de Lisboa.

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u/ComedorDePeixe — 14 days ago

Hoje em dia, especialmente na costa do Alentejo, há muitos trabalhadores agrícolas indianos, e é provável que acabem por se casar com portugueses locais, dando origem a um novo grupo étnico: os indo-portugueses.

Um grupo muito semelhante aos afro-americanos, que teve uma origem semelhante (muitos casamentos mistos entre proprietários de terras e trabalhadores agricolas).

Da mesma forma que os afro-americanos falam inglês com um sotaque e maneira diferentes (influenciado pelas línguas africanas que falavam antes de ir para a América), estes indo-portugueses vão falar português com um sotaque e um estilo próprios.

Eles irão influenciar a língua portuguesa com novas palavras provenientes das suas línguas, ou até mesmo criar um novo folclore baseado na sua cultura, transmitida de geração em geração.

Será um grupo étnico único, baseado na cultura portuguesa local, misturado com a cultura trazida pelos trabalhadores que chegaram de milhares de quilómetros de distância e pelo trabalho nos campos.

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u/ComedorDePeixe — 15 days ago