Preciso de um amig@ de suporte temporário para regulação. Alguém com algum tempo e disposição?
Bem vou me apresentar primeiro.
Sou mulher tenho 33 anos, lésbica, graduada e com pós graduação, funcionaria pública, vivendo relativamente sozinha, mas com acompanhamento terapêutico, psiquiátrico e fisioterapeutico. Laudada há 4 anos com TEA + TDAH e em investigação para SD/AH. Personalidade mais expansiva, extovestida, acolhedora, lógica, empática e muito boa em fazer masking.
O problema: Tem cerca de 2 anos que por questões de saúde mental e física que fui readaptada, mudei de escola e agora trabalho como bibliotecaria, um lugar que antes era abandonado e pouco frequentado, mas com meus projetos e ações está ficando cada dia mais incluído. Outro detalhe esse tem outros funcionários que estão à anos no mesmo lugar e logo que cheguei, com o laudo, cordão TEA, saída da sala de aula, com horário reduzido para tratamento e com o maior salário devido meus anos de estudo. Eu comecei ser assediada mortalmente. O problema é que faz só uns 2 meses que me toquei disso, pq as provocações e brincadeiras eram muito sutis me chamando de preguiçosa, dizendo que meu lugar não era alí na sala dos professora, me tocando e cutucando com agressividade ao passar do meu lado, invalidado minhas falas e meu laudo e principalmente se intrometendo nas minhas conversas com outras pessoas para tirar sarro ou invalidar minha interpretação. Sabe no começo era duas professoras que se instalaram no ambiente há uma década com quase gestoras alí, diminuindo a imagem dele, pois publicamente elas falam mal dele e o provoca. Ele é pacifico e leva na esportiva.
Mas tmbm existe uma certa idrolatria sobre elas pois elas são a própria generalização de uma mulher de "poder" que dedica muito tempo para status, aparência e caçar homens casados. Impressionando outras pessoas ali que normalizam seu orgulho. Ali sempre sempre existiu uma dinâmica, antes de eu chegar. Essas duas que vou chamar de Rita e Roxete tinham uma espécie de reinado, elas são expansivas e dominadoras e possui um jeito carismático e sutil de fazer com que as atrocidades que saem de suas bocas e atos sejam avaliados como piadas relevantes e só jeito amigável delas. No começo eu achava aquilo fervorente e encarei como uma forma cultural de receber novas pessoas, então entrei na onda e nos primeiros meses flertei com uma delas, sem filtro e sem muita noção de limites eu acabei fazendo comentários sobre o cheiro do perfume dela, de como ela era bonita e as vezes eu a abraçava, ela cedia quando não tinha pessoas perto e me rejeitava quando tinha pessoas, mas vez por outra me procurava no meu setor para me provocar. Guarda essa informação.
Com os meses passando eu fui reduzindo meus medicamentos, inclusive os estimulantes que afetavam minha libido então sem mais aquilo percebi que esse jogo era uma forma de validação do ego para ela e fui viver minha vida me afastando e fazendo amizade com outras pessoas. Os meses passam e eu percebo que as brincadeiras onde todos riem estão me fazendo ficar mais agressiva, eu não entendo que as brincadeiras são as causas de tantas reações negativas e de um comportamento que surgia reativo. Mas minha reatividade não era agressiva eu apenas falava o óbvio. Nomeava os comportamentos por possíveis causas. Quando via insegurança, inveja ou preconceito eu nomeava essas causas após algum comportamento direcionado a mim para desmoralização. No começo achei que tinha imposto limite do meu jeito, mas depois uma delas adorou ter essa atenção negativa e achou engraçado a minha reatividade e continuou a me provocar. Chegou a entrar na sala dos professores dizendo que não gostava de mim e que faria de tudo para eu pedir exoneração. E eu reagi repetindo a mesma coisa para ela. Ela falava, via minha reação ria e saia me deixando estressada.
Para todos os meus colegas era nosso jeito de brincar, e como eu não sei muito como informar que aquilo não era brincadeira para mim, elas começaram a ser criativas em me provocar agora com comentários muito negativos sobre alunos autistas que mereciam ser excluídos, humilhados ou entender que o bullying é coisa da vida e que tinham que superar. Ouvindo isso eu defendia suas dificuldades com basamento médico e científico, além de conscientizar tabus sobre doenças mentais e a importância de respeitar e incluir. Virei uma chata estressada, depois em alguns eventos sociais que elas eram responsáveis por fazer para comemorar datas e realizar atividades em grupo eu não era incluída, esqueciam minha foto no painel, esqueciam o meu material solicitado em reunião, criavam um filtro de comemoração de funcionários que estavam há aniversariando no serviço público, mas com o detalhe de ser só naquela escola não incluindo os aniversariantes que foram transferidos. Cara depois essa última e observando eu explodi em lágrimas e chamei meu gestor e secretário para informar desses comportamentos que me adoeciam, de que eu tinha registro médicos provando isso e relatório da minha terapeuta que me acompanha há anos e me ajudou a perceber que isso era assédio moral velado. E informei que só queria que essas brincadeira parassem pq se não acabasse eu iria levar todas as minhas provas para realizar uma denúncia formal.
Fui pra casa, pois estava em crise meltdown, e no outro dia uma guerra psicologica aconteceu. TODOS OS MEUS COLEGAS DE TRABALHO estavam do lado delas, eles olhavam para mim com tanto desprezo e raiva. Eu tinha amigos com quem já tinha viajado, conhecido a família, saído algumas vezes, a qual ajudei com projetos, com ingresso no mestrado, com problemas familiares. Eu sou muito sociável. Mas naquele dia, ou passar por represália nos dois turnos. Uma coisa se quebrou em mim e eu tive uma crise diferente misturada com um impulso ancestral de raiva.
Sentei numa cadeira em frente à cada um deles, sem nenhuma emoção. Meu masking tinha ido pro ralo, minha ansiedade virou ódio e meu corpo todo ficou tenso e aberto. Fiz uma chá, enquanto a sala estava em silêncio com todos reunidos ao redor dessas duas esperando eu ter alguma reação. E a única coisa que fiz enquanto via isso acontecer era beber meu chá enquanto olhava de um por um nos olhos e via a reação deles se transformar em ansiedade e medo. Por 3 dias esse clima se intaurou e me demonizaram entre eles. Alguns dos meus ex amigos tentaram voltar a falar comigo mas quando tentavam elas passavam perto e eles me rejeitavam e se unia aquele gigantesco cardume de pessoas. Eu comecei a segurar tudo ali. Me mantia no lugar que tentavam me excluir, chegava em casa eu tinha crise de pânico, de ansiedade, de choro, parei de comer, só bebia líquidos, tinha terapia várias vezes na semana, comecei a tomar calmante, remédio para dormir e estimulante para voltar a pensar. Minha psicóloga falava com minha médica psiquiatra para me afastar e eu apenas dizia: eu prefiro morrer me defendendo do que deixar eles ganharem. Meu corpo deu todos os sinais de estresse crônico e trauma. Meus punhos inflamaram devido às regulações, quebrei meus dentes enauanto dormia e quando finalmente acalmei meu sistema eu resolvi usar tudo que eu tinha para impor limite, respeito e uma certa culpa.
Durante esse mês, eu usei toda o meu conhecimento técnico para expressar minha força. Encontrei uma jornalista importante que publicou no site do governo um dos projetos que fiz na escola. Depois eu comecei a debater sobre política, cultura e pesquisa científica sobre o comportamento limitado da massa em relação a fluidez social, a opressão que se baseava em desequilíbrio de poder... Etc pois essas conversas não iniciavam com elas, mas eu as invalidava de forma educada e intelectual e mostrava que tinha poder argumentativo e de análise, vi a maior parte do grupo perceber que o poder delas era frágil e começaram a vir para o meu lado, mas eu não os deixava me tocar pois um abraço se quer poderia fazer toda a crise que eu contia explodir.
Eu não queria validação social, queria que percebessem que não valia o preço mexer comigo. Pois passar por todo esse sofrimento em nome de se manter no poder me adoeceria então se é para eu passar um recado que eu passe de forma correta. Após isso eu mexi meus pauzinhos para buscar um contato que me ajudasse a entrar na história da Instituição, descobri que o nome do patrono registrado no sistema, nas fardas e no mural está errado, então ao completar a minha pesquisa escolar com os alunos criticando a desvalorização desse personagem, vou ter parceria com um consagrado escritor da minha cidade para escrevermos juntos uma biografia após reunião documental.
Além disso eu acabei gastei toda a minha raiva com comportamentos nocivos a qual não tinha controle. Intimidação física por olhar direto, com a postura aberta e sem falar nada enquanto elas passavam próximas a mim, gerando pânico e ansiedade, reatividade com meus amigos a qual sabiam das minhas inseguranças e tinham dito a elas coisas minhas a qual elas em alguns grupo de fofoca debatiam sobre isso sem citar meu nome e um ou outro amigo meu que tava no meio me olha ansioso e eu sem filtro questionava o que você fez? O que vc quer com isso? E naquele momento minha rigidez a Justiça e a moralidade rompia meu afeto por eles. Aproveitei que atualizo um mural e comecei a colocar no meio das informações disk denúncia sobre cyberbullying e assédio moral contra alunos e funcionários. Entre outros pequenos movimento.
A raiva/ódio passou... É um horror ir para lá todos os dias me manter como uma rocha no meu lugar. Vendo meus colegas terem raiva, ansiedade e medo de mim. Vendo outros que nem eram íntimos se aproximar para um vínculo e eu precisar recomeçar a relação social com o medo de ser uma forma de me atacar ou usar minhas informações.
Ver tudo isso agora, acaba comigo. Eu era a funcionária humilde, feliz, que balançava a bandeira da flexibilidade nas relações. Usava meu crachá colorido, meu protetor auricular e vivia com o cabelo bagunçado e com os olhos cheio de brilho. Estou aqui ferida, que feriu e com um enorme desgaste psicológico, não estou mais transtornada, mas estou em luto por amigos que perdi tão facilmente pq alguém chegou primeiro e teve mais lábia. Por meus valores que rompi para me proteger, por não existir mais um lugar que eu amava que era meu trabalho e que agora não suporto estar lá. Por perceber que essa eu me protegi mais que essa dor de grupos mais forte subjugarem e adoecerem os mais vulneráveis sempre vai acontecer entre os amigos e família. Por eu me sentir só na forma que eu vejo e reajo ao mundo.