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Como é bom namorar mulher-Mãe!
Só pra contar que estou feliz... amo a mãe, amo a namorada, amo o filho dela, e, tão feliz eu estou, que ando amando até a sogra.
Pra mãe dei uma toalha, pra namorada uma pantufa, pra sogra um pote de mel, pro filho da namorada uma bomba de creme.
E hoje foi um dia que valeu a pena viver... e, do fundo do coração, como eu adoro namorar mulher que é mãe! Como é bom ter mais um dia para paparicar e mimar a guriinha.
TAQUEPARIU! Minha vizinha me viu com o roupão da minha vó
Só comigo que acontece isso. Hoje, aproveitei que estava em teletrabalho, resolvi limpar a cozinha, que estava precisando. Minha geladeira é daquelas antigas, precisa descongelar.
Como sempre faço quando faço faxina, fiquei só com meu cuecão velho, para não sujar roupa, e lavei a cozinha inteira, deixei tudo limpo. Na geladeira, achei alguns alimentos que já estavam começando a feder.
Juntei tudo num saco grande, lixo do banheiro, lixo da cozinha, todo lixo orgânico. Como essa hora no prédio tudo é vazio, resolvi que bastava colocar meu roupão por cima do cuecão, o roupão é todo fechado, e ir levar o lixo.
Só que esse roupão, é uma história complicada: minha avó comprou, ficou muito grande para ela; eu gostei do pano, e, mesmo sendo feminino, peguei para usar em casa, que é confortável.
Coloquei o roupão, que cobre tudo, e fui levar o lixo, ia voltar em um minuto, nem tranquei o apartamento.
No elevador... Deus se vingou de todos os pecados que eu já cometi! Estava minha vizinha, a guria mais linda da cidade, modelete que trabalha em loja de perfume, toda perfumadinha, toda dengosinha, me disse boa tarde... eu não perdi a pose: cumprimentei, puxei assunto, falei até que sextou, tal e coisa.
Agora, amigos: se fosse qualquer uma das velhinhas, se fosse um tio, se fosse até o síndico, eu não ligava. O roupão é feio, mas não é indecente. Mas, ela? Precisava ser ela? Elinha, todinha ali, no vigor dos seus dezenove anos, com aquele jeitinho derretido de derrubar homem?
Levei o lixo, ela foi embora deixando o perfume gostoso, eu voltei para terminar a limpeza. E juro que até o cachorro estava rindo da minha cara...
Ando sempre perfumoso, gostosão, bem arrumado... Mas, justo hoje que não estava arrumado, olha o que me acontece!
Eu não queria contar aqui, mas preciso: estou com a namorada há pouco tempo. Ontem combinamos que passaríamos na escola do filho dela, e o levaríamos para fazer um lanche.
A ideia foi minha, ela gostou. Eu conheci o guri, que não conhecia ainda, pedimos os lanches, Coca-Cola pra eles, água com gás pra mim.
E eu comecei a conversar com a criança, perguntando da escola, do que ele fazia, do que ele gostava; tinha levado até um cubo mágico para dar de presente a ele, que qualquer criança gosta.
Conversei um pouco, a namorada começou a reclamar, ficar desagradável. Reclamou do lanche, quis ir embora logo. O filho dela ficou com a avó, nós saímos.
Mal o deixamos lá, ela virou uma fera, falando que o filho era dela, não era meu; que eu não podia dar mais atenção para a criança do que para ela; que eu havia deixado ela de lado enquanto conversava com ele, o que não é verdade... a sério, não é verdade.
Apenas conversei com o filho o suficiente do que se conversa com uma criança. A mãe estava ali, junto, poderia participar se quisesse. Quando finalmente se acalmou, pediu desculpas, dizendo que ela era difícil (não precisava nem dizer).
Eu fiz alguma coisa errada? Me ajudem a entender.
Nós já nos conhecemos há meses, mas só há duas semanas começamos a conversar mais de pertinho. Nos acertamos, o santo bateu.
Saímos algumas vezes, e ela me chamou para jantar numa noite, dando a entender que dormiríamos juntos, o que já fizemos. Eu disse que, naquela noite, não podia, mas podia uma noite antes, uma noite depois, qualquer outra, só naquela, não.
Ela ficou bicuda, que eu não fazia questão dela, que isso e aquilo. Eu, para ela não pensar besteira, disse que ela poderia vir à minha casa sim, na boa, comeríamos juntos, namoraríamos, tudo certo. Mas que, na madrugada, eu ficaria quatro horinhas longe dela; não sairia de casa. Ficaria na sala, ela no quarto, porque eu tinha um compromisso inadiável.
Foi pior! Imaginou tudo o que não presta, pensou coisas que eu nem sei.
Então, mesmo sem querer, eu tive que contar que sou voluntário no CVV, no telefone, atendendo suicidas em desespero na madrugada. Era minha noite de plantão. Eu não poderia deixar o plantão.
Quer dizer: até poderia pedir a outro voluntário cobertura, mas não encontrei alguém para me cobrir. Eu não gosto de contar que sou voluntário para ninguém. Muito difícil quem sabe.
Ela ficou muito surpresa, pediu desculpas, aceitou, ficamos bem.
Dois dias depois, veio a bomba: que eu escolhesse, o CVV ou ela. Que ela sentiu muito ciúmes do meu plantão, que não suporta a ideia de eu falando com outra pessoa no telefone, sobretudo outra mulher, na madrugada. Que se sente insegura, que tem medo.
Expliquei que é anônimo, que é apoio emocional, que é coisa séria. Não quis saber: ou ela, ou o CVV.
Eu não sei o que escolher... ela é perfeita demais, embora ciumenta como um capeta; eu, voluntário há muitos, muitos anos.
O que vocês fariam?