Inclusão não é “um problema”. O capacitismo é.
Quando uma autoridade pública afirma que incluir pessoas autistas e PcD no esporte é “um problema muito grande”, o debate deixa de ser técnico.
E passa a ser moral.
Porque inclusão nunca foi favor.
É direito.
A fala de Mauro Checkin, então Secretário de Esportes de São Caetano do Sul, gerou indignação justamente por revelar algo que milhares de famílias enfrentam todos os dias.
A ideia de que pessoas com deficiência “atrapalham” estruturas que nunca foram preparadas para acolhê-las.
Mas o problema não está nas pessoas.
Está na falta de acessibilidade. Na ausência de formação. Na negligência histórica. Na resistência em adaptar espaços públicos para TODOS.
O Ministério Público Federal tem papel essencial quando discursos e práticas públicas reforçam exclusão em vez de garantir direitos.
O Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro também têm sido fundamentais na defesa do esporte inclusivo e na construção de políticas que garantam acesso digno às pessoas autistas e PcD.
E o Governo Federal, por meio da Lei Brasileira de Inclusão, já reconhece há anos que pessoas autistas e PcD devem ter acesso pleno ao esporte, à educação e à vida pública.
Esporte inclusivo não é projeto paralelo. Não é exceção. Não é caridade.
É cidadania.
Quando líderes públicos tratam inclusão como peso, enviam uma mensagem perigosa para toda a sociedade.
Porque toda vez que alguém chama acessibilidade de “problema”, outra pessoa entende que existir em igualdade também seria.
— 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐢𝐧 𝐁𝐚𝐬𝐚𝐥𝐜𝐞𝐬 𝑂 𝘧𝑢𝑡𝑢𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝑑𝑒𝑠𝑖𝑔𝑛 é 𝑎𝑐𝑒𝑠𝑠í𝑣𝑒𝑙 | 𝐼𝐴, 𝐴11𝑌, Design & 𝐼𝑛𝑐𝑙𝑢𝑠ã𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝐸𝑠𝑡𝑟𝑎𝑡é𝑔𝑖𝑎